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Saída de Teixeira mudará os nomes, mas não os fatos

Dias atrás, com a saída de Ricardo Teixeira, todos nos sentimos um pouco aliviados. O ex-presidente da CBF era, assim como pares seus na política, uma daquelas criaturas que não largam o osso a preço nenhum. Ainda que tenha havido um alívio por parte dos que acompanham com um pouco mais de responsabilidade o assunto, esse alívio foi tão efêmero quanto a conquista de um campeonato. Os cartolas que mantinham Teixeira continuam no poder, a imprensa esportiva continua sendo amadora em sua maioria e os torcedores ainda se mantém satisfeitos com um campeonato indizivelmente ruim, onde seus clubes estão falidos e só não são fechados legalmente porque este é o país do jeitinho. Os rumo do pós-Teixeira é que serão decisivos.

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Adeus, Doutor

Num dia em que o Corinthians tem tudo para se sagrar campeão, um de seus maiores ídolos esportivos se despede. Sócrates não jogou menos bola do que nenhum outro corintiano que já tenha pisado sobre a Terra e com a vantagem de ter uma quantidade de caráter que pouquíssimos jogadores de futebol – alvinegros ou não – jamais conseguiu sonhar. É irônico que sua morte aconteça num dia em que a administração de Andrés Sanches, que é a antítese absoluta de Sócrates, se consagre a senhora feudal do futebol brasileiro.

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Palhaços num circo sem graça

Duas colunas dignas de nota na Folha de hoje. A primeira de novo, de Tostão, que observa que os entusiastas do Campeonato Brasileiro se esquecem que uma liga emocionante não tem nada a ver com uma liga boa. “A Liga Cambojana pode ser equilibrada”, disse Tostão. A segunda, de Juan Pablo Varsky, atesta a falência absoluta do Campeonato Argentino, falido já em sua concepção patética dos dois campeões por ano. Uma escolha determinada pelo mesmo tipo de imbecilidade canalha que estimula o retorno do mata-mata. Os torcedores são a plateia e os palhaços forçados num circo sem graça.

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Sorteando a própria imagem

A “festa” de sorteio das seleções para a Copa de 2014 não precisa de uma quantidade maior de comentários em relação à sua performance enquanto “evento”. A atenção do mundo aos resultados teria tido o mesmo efeito caso tivesse sido feita numa saleta da antiga sede da CBF na Rua da Alfândega, no Rio. A diferença é que a Rede Globo lucrou R$30 milhões pagos pelo contribuinte. Além disso, foi possível ver, em alguns casos, com grande desapontamento, a quantidade de personagens que apoiaram a pantomima da CBF no assalto vergonhoso aos cofres públicos.

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O intocável chefão

Numa entrevista da revista Piauí com o supremo da CBF, Ricardo Teixeira, creio eu, tenhamos tido o retrato mais límpido e indubitável da intocabilidade de Ricardo Teixeira. Ninguém tem dúvida de qual o grau de decência com o qual ele controla o futebol brasileiro acorrentado, segundo suas conveniências, mas em nenhum outro momento que eu me lembre ele tinha deixado tão claro o descaso dele com o que pensa a sociedade.

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O River morreu. Viva o River

Apesar da humilhante derrota do São Paulo no fim de semana (ainda que não surpreendente), o fato do fim de semana para mim foi na Argentina. E não vou esconder: não derramei uma lágrima pelo rebaixamento do River Plate. Nada contra o time de Nuñez, mas é que não se chora a morte de alguém morto há anos. A pá de terra sobre o caixão do River veio agora, mas o campeonato argentino está enterrado há muito tempo. E cabe aos argentinos ressuscitá-lo.

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Um escândalo na Itália – o enésimo

“Abbiate pietá!”. (“Tenham piedade”). O grito de socorro de um dos ícones do futebol italiano do futebol italiano, Beppe Signori, 188 gols na Série A ao ser preso no recente escândalo de apostas na Itália, soa como um corte no coração dos amantes do campeonato mais belo do mundo possa chegar. Com um revival do Totonero – aos mais jovens, não confundir com o terremoto de Calciopoli nem com o , de 1986, a Itália marca sua liderança absoluta num mar de corrupção que é o futebol. Há esse tipo de problema em todos os campeonatos do continente (e daqui também), mas como na Itália, não. Pela enésima vez, fica claro: ou as autoridades italianas fazem alguma coisa e põem pessoas na cadeia para longas penas (e não para um fim de semana no cárcere), ou atendem aos interesses políticos dos donos milionários dos clubes e continuam sendo eliminados nas ligas europeias como clubes suíços ou belgas.

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Em jogo, a esperança

Hoje é o dia mais esperado do futebol no ano. Sim, pode ser que não dê um grande jogo, mas é neste sábado que se concretiza a final que o imaginário do torcedor de futebol do mundo trabalhou secretamente ao longo da temporada. Quando Messi e Rooney se olharem em campo neste sábado, o compromisso de ambos será maior do que a obrigação de vencer um título. Barcelona e Manchester estão comprometidos com a história. Uma final de Liga dos Campeões é sempre importante, mas essa é mais. Isso se dá pelo fato de que os dois times que chegaram à última partida são inatacáveis. Quem gosta de futebol vistoso, está exultando; quem gosta de tática, está exultando; quem gosta de jogadas de efeito, idem, assim como quem quer ver determinação, jogo coletivo e o raríssimo momento que é o encontro do talento com a aplicação e colaboração. Espera-se do jogo de Wembley a mais pura essência do futebol, como em raríssimas partidas pudemos ver na história.

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