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A Série A do Brescia

Posição final: 19º lugar.
Em agosto estará na…Série B.

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Roma perde Totti – e não só

Aos 37min do primeiro tempo do jogo contra o Livorno, Totti caiu no gramado do Olímpico, logo depois de uma conclusão contra a meta defendida por Amelia. Subitamente, comissão técnica, jogador e torcida pressentiram que não era uma coisa qualquer. Totti pediu atendimento médico e logo saiu de campo. E salvo uma grande reviravolta, acabou-se ali a temporada da Roma.

O capitão romanista será operado e deve ficar parado até setembro, mas até lá, a Roma ainda tenta uma desesperada cartada para conseguir o titulo (tem de tirar seis pontos de vantagem interista em quatro rodadas), disputa a Copa Itália (inclusa uma viagem a Catania na segunda partida da semifinal) e até mesmo tem de impedir que a Juventus lhe roube a classificação direta à Liga dos Campeões. Se for esse o caso, terá ainda de enfrentar as eliminatórias da próxima LC sem seu principal nome.

Duas abordagens dão medo na torcida romanista. A primeira e mais imediata é mesmo a série de decisões a que o time terá de se submeter sem o capitão; a segunda, é em relação à lesão mais séria que Totti já sofreu na carreira quando ele já tem 32 anos.

Sem Totti, a Roma – que se exibiu até hoje – não é capaz de reverter uma vantagem similar da Inter, ainda que a líder não esteja jogando um grande futebol. O esquema romanista é em função de Totti e sem ele, perde grande parte de sua eficiência. A mais perturbadora, porém, é em relação ao retorno do jogador. Ele voltará da mesma maneira? Quando?

A sensação no staff técnico romanista agora – e provavelmente do próprio Totti – é a de o arrependimento por uma aposta. O meia vinha jogando no sacrifício há várias semanas porque o time não podia prescindir dele, mesmo que sem seu melhor futebol. O clube não ganhou nada e pode perder muito na ótica da temporada seguinte.

Pior: uma projeção de uma Roma sem Totti para o começo da próxima temporada força um planejamento de mercado para um time diferente de uma Roma completa. Sem o seu cérebro em campo, o técnico Luciano Spaletti precisa pensar em buscar reforços que compensem a ausência de seu craque. Por exemplo: o clube teria de pensar em contratar um meia e um atacante, bem como mudar o esquema de jogo para favorecer a criatividade de atletas como De Rossi, Pizarro e Perrotta. Mas se todas essas alterações forem feitas, o clube precisará sofrer novas mudanças quando o capitão voltar.

Uma possível dúvida do internauta seria: “Mas Vucinic não seria capaz de suprir a ausência de Totti?”. Tecnicamente, Vucinic é excelente, mas é mais atacante do que o camisa 10 romanista. J

Justamente por causa de sua característica de jogo peculiar é que o time foi montado no 4-2-3-1, onde ele tem a liberdade de atuar sem posição fixa. Vucinic joga melhor como um atacante fixo; Totti é mais eficiente que o montenegrino se o que se pretende é um meia com características de infiltração.

Quem suspira aliviada com a história é a Internazionale. Num momento de extrema turbulência interna, onde o técnico Mancini está visivelmente em xeque, ver a adversária sofrer tamanho golpe é reconfortante.

O tricampeonato da Inter esteve várias vezes ameaçado pela Roma e em nenhum a oportunidade dos atuais detentores da Copa Itália aproveitaram a chance, até porque não tinham seu capitão em plenas condições. Sem o líder, os ‘giallorrossi’ parecem ainda menos habilitados a uma grande virada, a menos que tenham um ás na manga. Agora, é a hora da Roma para baixar esse ás.

Del Piero super: Itália chama

Duas semanas atrás, Del Piero completou 553 jogos oficiais com a camisa da Juventus, atuando contra o Palermo. Naquele jogo, Del Piero jogou muito e recolocou em discussão a necessidade de sua convocação para a Eurocopa.

Neste final de semana, ‘Ale’ deu um novo golpe nos argumentos de quem acha que ele pode ficar fora do elenco. Contra uma Atalanta que faz um excelente campeonato, o atacante fez três gols e destruiu o time bergamasco, conduzindo a Juventus à sua melhor apresentação recente. E agora? Dá para deixa-lo de fora? Não, não dá.

Mesmo que não se deixe Di Natale e Quagliarella – titulares por merecimento da ‘Nazionale’ de Donadoni – em casa, o capitão juventino tem de ser chamado. Com Ranieri, Del Piero renasceu novamente, atuando na faixa de campo onde sabe atuar melhor. Fora isso, é um jogador cuja experiência certamente agrega ao grupo.

A princípio, o jogador é um problema para o técnico da seleção (não aceita o banco nem se encaixa no esquema mais utilizado pela ‘Azzurra’), mas vozes sensatas tem pedido a chamada de Del Piero em uma espécie de convergência, na qual o atacante se disporia a compor o grupo. Se treinador e jogadores cedessem e isso acontecesse, a seleção ganharia em experiência e ainda teria uma opção tática extra em caso de necessidade.

O receio de Donadoni em levar Del Piero é o de que o jogador se torne um entrave similar ao qual Roberto Baggio foi em 1998. Na ocasião, o próprio Del Piero era o titular, mas a torcida pressionava pela escalação do ‘Codino’, que normalmente saía do banco e decidia a partida, mas deixava o titular embaraçado.

Ainda há algumas semanas antes da Eurocopa e o rendimento do jogador pode cair e a questão se resolve sozinha. Caso contrário, o juventino irá à competição na marra. Se for assim, a Itália já sairá da sua concentração em Coverciano com o clima mais tenso do que o necessário.

Curtas

– Recorde negativo batido na 34a rodada.

– Nunca na história da Série A em grupo único 11 jogadores tinham sido expulsos num mesmo jogo.

– As ‘triplettas’ de Del Piero e Kaká foram a oitava e a terceira de cada um, respectivamente.

– Del Piero nunca tinha marcado três gols numa mesma partida fora de casa.

– O sucesso sobre a Udinese foi o 12o jogo em casa da Samp sem derrota dos ‘blucerchiati’.

– Aliás, a Sampdoria é a equipe que tem o melhor rendimento se comparado coma 34a rodada no ano passado, com 10 pontos a mais.

– A equipe que mais decaiu foi o Empoli, que tinha 20 pontos a mais do que os 30 de hoje.

– Seleção Trivela da 34a rodada:

– Frey (Fiorentina); Loria (Siena), Legrottaglie (Juventus), Vargas (Catania), Kolarov (Lazio); Barreto (Reggina), Palombo (Sampdoria), Konko (Genoa); Kaká (Milan), Bellucci (Sampdoria); Del Piero (Juventus)

Eles estão querendo pizza…

A Itália não está fazendo muita força para melhorar a sua imagem depois que o escândalo do ‘calcio’ refez todos os maus preconceitos sobre o país. Antes mesmo de sair o relatório da Federcalcio (a federação italiana) sobre o assunto, já veio um parlamentar com uma solução que tem mesmo cara de politico: vamos anistiar todo mundo.

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O peso do mundo

A desgraça futebolística que se abateu sobre a Itália certamente é o fato mais relevante do futebol mundial nestes dias anteriores à Copa. Exceção feita à Inglaterra, onde a presença de Rooney é rainha absoluta das manchetes de jornais, toda a Europa comenta ou faz projeções baseadas em superstição onde a seleção de Marcello Lippi e a ‘Azzurra’ campeã mundial de 1982 são comparadas.

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Toni – Super-Toni

Semanas atrás, esta coluna recebeu e-mail de um torcedor fiorentino que se queixava da ausência de espaço dada à Fiorentina. O leitor – não erradamente – argüiu que o clube das margens do Rio Arno tinha um elenco entre os melhores do campeonato e que lutava por uma vaga na Liga dos Campeões.

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A Lenda

Não ter visto grandes heróis do futebol passado é uma frustração para qualquer um. Certamente não há quem não gostaria de poder ter visto Friedenreich, Leônidas, Pelé, Stanley Matthews, Uwe Seeler, Fritz Walter ou Jose Andrade. A lenda só ganha essa aura mítica depois que o jogador pendura a chuteira. Mas aí, já é tarde.

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Milan, alerta vermelho

Na abertura do Italiano, sob uma chuva torrencial, o Milan teve de se contentar com um miserável empate contra o recém-promovido Ascoli. Aceitável. Num campo alagado, até mesmo o vice-campeão europeu pode empatar contra um time que se preparava para jogar a segunda divisão. Jogadores e dirigentes fizeram cara feia, mas conformaram-se.

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Tática: paciência

Milão teve uma edição não muito bela de seu derby no último domingo. Há oito anos que um Inter x Milan não acabava em empate, e graças a um toque fortuito de Kaká, o tabu continuou. O jogo foi sem graça, por vezes, chato; mas certamente terá importância vital no campeonato.

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