Tag: Livorno (Page 1 of 3)

Promessa cumprida

“Adriano, te peço, resista: me expus muito e agora temos de fechar este negócio de qualquer maneira”. Você não vai ouvir uma frase que denote tanta fragilidade atribuída muitas vezes a Silvio Berlusconi, premiê italiano e dono do Milan, muitas vezes, mas foi isso que ele disse durante as negociações para levar Ronaldinho ao Milan na semana passada. E o administrador delegado do clube, Adriano Galliani, entendeu o recado.

Ler mais

Pesadelo!

Se procurasse formular em sua mente qual seria a pior partida de estréia possível para a Itália, dificilmente o técnico italiano, Roberto Donadoni, imaginaria um jogo tão devastador quanto o que foi obrigado a assistir em Berna nesta segunda-feira, diante da Holanda. Contra uma ‘Oranje’ devastadora, a ‘Azzurra’ caiu por 3 a 0 e deu graças a Deus por não levar mais.

Ler mais

Internazionale: o perfil da campeã

A Inter de Milão é um clube de muitos paradoxos. Imensa em sua história, vivencia episódios dignos de time de várzea na sua gestão; gigante na torcida, não raro vê os problemas vindos da arquibancada; cheia de craques, acaba sendo salva por jogadores comuns com uma periodicidade maior do que a previsível.

Ler mais

Metralharam a Cinderela

A semana passada doeu em várias torcidas. Muito se falou do massacre do Zenit sobre o Bayern de Munique na Copa Uefa e da sofrida eliminação do Liverpool na LC. Mas ninguém – ninguém mesmo – teve uma semana tão infernal quanto a Fiorentina, a equipe mais simpática e promissora da Itália na temporada.

A simpatia da Fiorentina é fácil de explicar: é difícil não gostar de Florença e sua rebeldia organizada e sua cultura tão enraizada. O Artemio Franchi é um estádio com uma atmosfera sensacional, uma torcida apaixonada (ainda que às vezes imbecil na sua violência) e uma independência histórica do eixo Roma-Milão-Turim. E promissora porque nos últimos anos tem contratado os melhores jovens da Itália, como Pazzini, Montolivo, Potenza, Cacia.

Só que em uma semana, o mundo fiorentino ruiu. Antes do jogo com a Sampdoria, a Fiorentina tinha quatro pontos de vantagem sobre o Milan no campeonato, com quatro rodadas para seu final (com uma conseqüente vaga na Liga dos Campeões) e uma semifinal da Copa Uefa para decidir em casa (sem desvantagem para reverter).

Um empate no último minuto, uma derrota nos pênaltis e uma derrota merecida para o Cagliari simplesmente devastaram aquela que, na próxima temporada, poderia ser a Cinderela do futebol europeu, candidatando-se a fixar-se na LC a médio prazo. Com um grupo jovem, as pauladas derrubaram o time e agora é difícil dizer quando – e se – ele vai se recuperar.

O gol marcado por Gastaldello no empate da Fiore com a Samp afetou o grupo, sim, mas foi a desclassificação na Uefa que fez tudo ruir. A Fiorentina se dava como certa na final de Manchester. Ia pegar o Rangers e bastava ganhar de 1 a 0. Aí estava o problema.

O ataque fiorentino, até pela sua juventude (Vieri à parte), é estéril quando a coisa aperta. Pazzini, Vieri, Cacia, Di Carmine, Lepiller, Osvaldo, Papa Waigo, Santana e mesmo Mutu foram incapazes de decidir. E nos pênaltis, tudo foi para o saco. Inclusive Vieri, que ao desperdiçar sua cobrança, sofreu uma distensão muscular e está fora da temporada – e da Fiorentina (que não renovará seu contrato).

O golpe foi forte. Muito forte. Depois do jogo, o zagueiro Ujfalusi praticamente confirmou que está acertado com o Atlético Madrid, o técnico Prandelli admitiu que seu time é jovem demais e rumores de discussões entre os jogadores vazaram na imprensa. No domingo, a pá de cal veio na Sardenha. O Cagliari dominou amplamente o jogo e merecia até um placar mais elástico do que o 2 a 1. Para piorar, Mutu se destemperou e falou o diabo para o árbitro Farina, que o expulsou.

O que mais pesa contra o time toscano é o retrospecto de médio prazo. São 10 derrotas nos últimos 24 jogos. Agora, o Milan depende só de si para ficar com a quarta vaga na LC e a Fiorentina não tem nem Vieri nem Mutu e o jogo contra o Parma é vitam para manter as chances de sonho da LC, a única coisa que faria a temporada não soar como um fracasso.

Para a preocupação da torcida, o grande problema é o momento da crise. A quatro rodadas do fim da temporada, o time poderia se sagrar campeão da Uefa e ter uma vaga na Liga dos Campeões. Agora pode não ter nada e ainda perder jogadores importantes (além de Ujfalusi, o goleiro Frey também deve sair), além de questionar talentos como Pazzini (que o clube gostaria de trocar por Borriello, do Genoa), Montolivo, Kuzmanovic e outros. Quanto isso pode comprometer o projeto de Prandelli? Isso não tem como dizer agora.

O Parma tem seu Capitão Nascimento

Na semana passada, quando o Parma perdeu na Calábria para a Reggina, concorrente direta contra o rebaixamento, um clima de funeral se abateu sobre o elenco. Foi a segunda derrota seguida em um jogo no qual o Parma estava vencendo e tomou a virada depois de uma expulsão (Mariga contra o Napoli e Paci contra a Reggina). O meia Morrone chegou até a deixar o campo xingando o técnico Hector Cúper por ter substituído Cristiano Lucarelli.

Mas antes que a balbúrdia reinasse em Collechio, o CT do Parma, o presidente do clube, Tommaso Ghirardi, tomou as rédeas e assumiu seu lado Capitão Nascimento. Depois de uma bronca violentíssima no time, ainda na Calábria, Ghirardi ganhou pontos com a torcida ao adotar uma disciplina draconiana no clube.

“É mentira que eu vá deixar o clube [n. Do e.: Ghirardi comprou o Parma há dois anos]. Também não é verdade que eu esteja aborrecido com Cúper”, disse Ghirardi. “Saímos da Calábria no máximo da humilhação e me sinto envergonhado como torcedor”, disse o dirigente.

Depois de poupar o técnico e a torcida, Ghirardi não poupou munição. “Também tenho orgulho e sofrer os insultos e cuspidas que eu sofri não é fácil. Mas que todos saibam: não deixarei de dar meu apoio moral nem financeiro, mesmo caso acontecesse uma desgraça esportiva que rebaixasse o Parma”, afirmou à agência italiana Ansa.

“Mas não é justo que eu pague a conta sozinho: os responsáveis por esse possível rebaixamento – os jogadores – sofrerão as eventuais penas do inferno junto comigo e com o Parma e terão de comer o pão que o Diabo amassou e coisas muito piores. E garanto: todo o elenco ficará em caso de rebaixamento, até que o Parma seja recolocado na sua posição devida”, disse o empresário.

Ghirardi assumiu a responsabilidade por parte dos erros, dizendo que errou em apostar nos jovens e em um técnico fora do “circuito” (Domenico Di Carlo). “Mas é que eu queria fugir dos nomes de sempre e fazer crescer jovens identificados com o clube”, afirmou. No domingo, o preço do ingresso em Parma foi reduzido em 75% e o estádio estava lotado, ajudando o time a superar um difícil Genoa. Contra Fiorentina e Inter, o Parma terá de comer a grama como fez no domingo. Caso contrário, segundo garante Ghirardi, passará toda a próxima temporada com coisas piores do que capim no prato.

Os duelos dos desesperados

Todos os focos estarão voltados para San Siro no próximo fim de semana. É ali que debe acontecer a partida que definirá o campeão italiano. A Internazionale enfrentará um Siena que já se salvou do rebaixamento matematicamente precisando de uma vitória simples para assegurar-se o título.

Contudo, Livorno e Reggio Calábria hospedarão jogos que significarão muito mais para os times envolvidos. Na Toscana, o time ‘amaranto’ pega o Torino, enquanto na Calábria, a Reggina receberá o Empoli. Em disputa nas duas partidas, seis pontos envolvendo quatro ameaçados diretos pelo rebaixamento. Nas duas partidas, quem perder, cai. Ou quase.

Com 30 pontos, o Livorno está praticamente rebaixado, já que o Catania – primeiro time hoje fora da zona de rebaixamento – tem cinco pontos a mais. A única coisa que pode soar como positiva de alguma forma é o fato dos dois últimos adversários serem rivais diretos na luta contra a queda: Torino e Empoli. A última vitória do Livorno na Série A ocorreu no começo de março, há dez rodadas (1 a 0 no Catania).

O Torino, adversário ‘livornese’ na próxima rodada, tem quatro pontos a mais do que o primeiro da zona de rebaixamento, mas antes do sucesso contra o Napoli, tinha sofrido quatro derrotas seguidas (a última vitória também tinha sido sobre o Catania). Jogando numa retranca quase sórdida, é pouco provável que o ‘Toro’ dê ao Livorno alguma sobrevida depois do próximo jogo.

No Oreste Granillo, a Reggina pode definir a sua premanência na Série A e fechar o caixão do Empoli. A ressurreição da Reggina se debe basicamente aos dois ‘trequartistas’ do time, Cozza e Brienza, que deram um novo ânimo ao time. No Empoli, nem o bom jogo de Giovinco sugere uma salvação.

Outros dois jogos são fundamentais para a decisão das vagas: além da já citada Fiorentina x Parma, em Florença, também a viagem do Catania a Turim para pegar a Juventus é vital. Se Parma e Catania não vencerem, dificilmente escapam na última rodada. Pelas circunstâncias e calendário, Livorno, Catania e Empoli parecem, hoje, os mais ameaçados.

Curtas

– Na semana passada, a Gazzetta Dello Sport se referiu a Filippo Inzaghi como “descontrolado” ao fazer gols sem parar “para levar o Milan sozinho à Liga dos Campeões”.

– Com o gol contra a Inter, já são nove em cinco jogos.

– A boa fase é tamanha que o Milan até começou a declarar que não está mais interessado em Ronaldinho Gaúcho.

– Claro que ainda está, mas com um Inzaghi assim, o Barcelona terá de pedir menos do que os €35 milhões desejados.

– Nesta segunda-feira, o francês Mathieu Flamini já fez testes em Milão e já é jogador do clube de Kaká.

– Na antepenúltima rodada do Italiano, nenhum empate: seis vitórias dos mandantes e quatro dos visitantes.

– Seleção Trivela da 36a rodada:

– Doni (Roma); Motta (Torino), Nesta (Milan), Padoin (Atalanta); Adriano Ferreira Pinto (Atalanta), Cossu (Cagliari), Ambrosini (Milan), Sammarco (Sampdoria), Kaká (Milan); Inzaghi (Milan), Amauri (Palermo).

A Europa que faz mal

Nos dez jogos da quarta rodada da Série A, somente dois não tinham nenhum time envolvido em copas européias: Udinese x Reggina e Torino x Siena. Nos outros oito, um dos times vinha de uma longa semana, onde seja na Liga dos Campeões, seja na Copa Uefa, o bicho tinha pegado.

Ler mais

A batalha da Terra Média

Se o retorno da Juventus à Série A promete uma temporada acirrada na briga pelas primeiras posições, outra briga muito boa deve ser aquela entre equipes no meio da tabela: aliás, na verdade, a força das equipes médias italianas é que faz com que o torneio seja tão duro para os grandes clubes.

A principio fora da luta pelo titulo, Sampdoria, Udinese, Torino, Atalanta, Genoa, Napoli e Empoli fazem pré-temporadas e contratações que deixam boas expectativas para as suas chances no campeonato, sem economizar e apostando em treinadores que gostam de planejar e não o rame-rame de ‘prancheta e amarelinha’.

Mesmo nesse batalhão, ainda há subdivisões: Genoa, Sampdoria e Udinese, aparentemente se esforçarão até mesmo para surpreender algum dos grandes clubes. Os investimentos dos três parecem apontar para a montagem de times realmente fortes e que, porque não, não fariam milagres se lutassem por vagas na Europa.

Em Genova, uma briga particular entre Sampdoria e Genoa, que pela primeira vez se enfrentam na Série A em mais de uma década. A Samp tem uma base mais entrosada e já acostumada à Série A, mas o Genoa conta com jogadores que tem tudo para se destacar no campeonato.

A Samp fez uma campanha de contratações quase toda ela italiana. O goleiro Mirante, da Juventus, o volante Sammarco e os atacantes Bellucci e Caracciolo encorparam muito o elenco de Walter Mazzarri, o arquiteto da milagrosa permanência da Reggina na primeira divisão. No Genoa. O bom arqueiro Pegolo, o meia-atacante Leon e o atacante Di Vaio podem ser a base de um time consistente.

Depois de garantir o passe de Quagliarella, a Udinese naturalmente chamou as atenções sobre si. O atacante italiano mais badalado do momento fará com Floro Flores e Di Natale um tridente ofensivo bem respeitável. Mesmo com as vendas de Muntari (Portsmouth – ING) e Iaquinta (Juventus), o clube de Udine desponta como forte candidato a ser um grande incômodo para os grandes.

Entre os outros quatro – Atalanta, Empoli, Napoli e Torino – a palavra de ordem é calma, mas as condições estão todas lá. Em Bérgamo, os atalantinos tem a melhor divisão de base da Europa e um treinador que sabe dar forma a novos times; o Empoli tem um grupo que joga a Copa Uefa e uma base ainda mantida (apesar de algumas cessões); o Napoli tem uma torcida fanática e isso deve pesar nos jogos em casa, enquanto o Torino não economizou, fazendo excelentes contratações como Natali (Udinese), Grella (Parma) e Di Michele.

É difícil prognosticar quem deve sair na frente com a campanha de contratações ainda em andamento; Reggina e Parma precisam de mais reforços se não quiserem correr riscos desnecessários, mas já tem boas bases para começar. Exceção feita a Siena, Cagliari e Catania – que ainda tem fragilidades mais sérias – jogar fora de casa será mau negocio nesta temporada, mesmo para os ‘gigantes’ do norte do pais.

Livorno

Destaque: Cristiano Lucarelli (atacante).
Classificação final: 11o lugar.
Resultados na Europa: eliminado pelo Espanyol (ESP) na segunda fase da Copa Uefa.
Copa Itália: eliminado nas oitavas-de-final pelo Arezzo.

Mesmo com todo o bate-boca entre o elenco, técnico e o presidente do clube, Aldo Spinelli, o clube toscano fez uma campanha muito boa para seu porte. Não há um mecenas bilionário por trás do clube que Fernando Orsi conduziu até um 11o lugar na tabela.

O Livorno dependeu, como há vários anos, de seu capitão e artilheiro, Cristiano Lucarelli, que é o maior jogador da história do clube. Se Daniele Arrigoni, que brigou com Spinelli e causou um mafuá no estádio Armando Picchi, não tivesse tido todos os problemas que teve, talvez pudesse até ter lutado por uma vaga Uefa. Mas do jeito que estava, o fim de campeonato foi muito bom.

Messina

Destaque: Christian Riganó (atacante).
Classificação final: 20o lugar (rebaixado).
Resultados na Europa: não participou.
Copa Itália: eliminado nas oitavas-de-final pela Inter.

Finalmente, a equipe siciliana entregou os pontos e acabou na posição que o seu elenco permitia. O talismânico atacante Christian Riganó não foi o suficiente para fazer com que o time realizasse algum milagre, como nas últimas temporadas. E a diretoria também não, com nenhuma tapetada de última hora. Poucos destaques (talvez só o marfinense Zoro) em um time que vai levar tempo para voltar da Série B.

Milan

Destaque: Kaká (meio-campista).
Classificação final: 4o lugar (vaga na Liga dos Campeões).
Resultados na Europa: Titulo da Liga dos Campeões.
Copa Itália: eliminado nas semifinais pela Roma.

Começo aterrador e final de conto de fadas – com direito à consagração de um ídolo, o brasileiro Kaká. A temporada do Milan no Campeonato Italiano foi bem sem graça, mas na Liga dos Campeões, foi um exemplo de como a manutenção de um treinador e o bom gerenciamento de um grupo podem fazer milagres.

Milagres sim, porque o Milan não era o melhor time da Europa nesta temporada, só que tinha uma garra que ninguém mais tinha e um Kaká em forma esplendorosa. O brasileiro teve, é verdade, a ajuda de outros jogadores sensacionais, como o holandês Seedorf, os italianos Gattuso, Inzaghi e Pirlo e o tcheco Jankulovski, todos em uma bela orquestra. Kaká, no entanto, foi um solista que já entrou para a história.

Curtas

– Se a Udinese garantiu uma série de reforços, como o italiano Quagliarella, deve perder o goleiro Morgan De Sanctis, que pediu para ser vendido, depois da chegada de Handanovic e Chimenti.

– Outro golpe da Juventus: o zagueiro Barzagli, do Palermo, está praticamente acertado com o clube de Turim.

Super Série A

O ano mais espinhoso da história da Série A se acabou! Viva! E agora, também o da Série B! Outro viva! A celebração vale também pelo fato de tudo ter dado certo para napolitanos e genoanos – e para a própria Série A – e os maiores campeões da segunda divisão terem sido promovidos.

Ler mais

O dia vai nascer

Se a Série B acabasse hoje, 03 de abril, a maior campeã italiana e o primeiro campeão italiano (Juventus e Genoa, respectivamente) teriam o direito de subir para a divisão máxima. E entre os outros quatro que disputariam a última vaga da promoção estariam mais dois clubes que já levantaram o ‘scudetto’: Napoli e Bologna.

Ler mais

Page 1 of 3

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén

Top