Se procurasse formular em sua mente qual seria a pior partida de estréia possível para a Itália, dificilmente o técnico italiano, Roberto Donadoni, imaginaria um jogo tão devastador quanto o que foi obrigado a assistir em Berna nesta segunda-feira, diante da Holanda. Contra uma ‘Oranje’ devastadora, a ‘Azzurra’ caiu por 3 a 0 e deu graças a Deus por não levar mais.

Tudo deu errado. Além da Holanda dominar em todos os aspectos e jogar com uma marcação e técnica digna das melhores seleções holandesas, a Itália esteve morta. Sem o capitão Cannavaro, o sistema defensivo italiano ruiu com um ainda mais desastroso do que o normal Marco Materazzi. Mas não foi só: com um meio-campo completamente imóvel e asfixiado pela marcação holandesa, a Itália parecia estar jogando com um time de uma divisão superior. E de fato – nesta partida – o foi.

Roberto Donadoni há de ter culpa em suas escolhas. Com Ambrosini e Gattuso, a Itália chamou a Itália para jogar em seu campo e não conseguia sair com Pirlo quando recuperava a bola, graças a uma marcação surpreendente. Camoranesi estava no tom cadavérico da Itália pela direita enquanto Di Natale aparecia estar “somente” em coma. E Luca Toni ficava sozinho. Só duas derrotas foram piores em finais de torneios na história da Itália: dois 4 a 1 impostos por Suíça (na Copa da Suíça em 1954) e pelo Brasil em 1970.

Verdade: o primeiro gol holandês foi em escancarado impedimento, mas depois disso, os álibis acabaram. A Holanda passou a encaixar seu contra-ataque letal com uma precisão mecânica diante de uma Itália atônita. As inversões de jogo entre van der Vaart, Sneijder e van Bronckhorst (espetacular em campo) pareciam uma coreografia sem marcação.

O que se pode fazer agora? Não há jeito: Donadoni tem de encontrar espaço para Del Piero e De Rossi no time e deve mudar o esquema tático. Sem ter como encostar Camoranesi e Di Natale em Pirlo, os três ficaram inócuos. Toni precisa de mais um suporte próximo à área e Materazzi têm de ser trocado por Chiellini ou Panucci.

Trivela – Análise da Temporada

A partir desta semana, a Trivela analisa os 20 times que participaram da última Série ª A cada semana, dois deles serão avaliados começando pelos dois lanternas: Livorno e Parma.

Livorno
Destaque: Francesco Tavano (atacante)
‘Flop’: Diego Tristán (atacante)
Posição final na liga: 20o
Copas Continentais: não participou
Nota: 3

No começo da temporada, todo mundo em Livorno temia por um campeonato ruim do Livorno. O capitão Lucarelli saíra para jogar na Ucrânia e, exceção feita a Tavano, os reforços foram muito fracos, como Alvarez e Giannichedda. Um deles – o espanhol Tristán – foi um verdadeiro fracasso, fazendo um gol em 21 jogos. O time trocou de técnico duas vezes (com o tradicional “retorno” do primeiro técnico nas últimas rodadas) e sem nenhum momento de alento no decorrer do campeonato. Só não caiu antes da 18a rodada porque a concorrência também marcou bastante bobeira.

Parma
Destaque: Andrea Gasbarroni (meio-campista)
‘Flop’: Damiano Zenoni (meio-campista)
Posição final na liga: 19o
Copas Continentais: não participou
Nota: 3

Sem dúvida, o time italiano que fez a pior campanha em relação às suas condições. O elenco emiliano era muito bom, com algumas grandes promessas (Dessena, Cigarini, Marco Rossi) e jogadores rodados como Morfeo e Corradi. Só que a coisa dsandou no aspecto disciplinar e o (bom) técnico Di Carlo não teve pulso para segurar a onda. O ataque foi particularmente ruim, com 19 gols divididos entre sete atacantes (sete dos gols só do croata Budan). Uma queda triste para a Série A, já que o clube realmente conta – investe na base, revela jogadores tem boa média de público). Só que sob o ponto de vista esportivo, o resultado é absolutamente merecido.

Lecce-Leffe: decepção Brescia

Os apreciadores da Série A que preferem ver o acesso de equipes de alguma tradição á divisão máxima foram atraiçoados neste final de semana. O autor da traição foi um simpático Brescia, dirigido por Serse Cosmi, que levou dois gols do Albinoleffe e perdeu a vaga na decisão dos playoffs da Série B. Com uma derrota por 2 a 1 (2 a 2 no placar agregado), ‘Le Rondinelle’ perderam a vaga por terem terminado atrás na tabela geral.

Em nenhum momento o Albinoleffe pareceu sem confiança. Atacando desde o início, os bergamascos, mesmo com um time menos qualificado, deixaram o Brescia sem ação. “No primeiro tempo, não jogamos”, lamentou-se Cosmi, que corre o risco de ser demitido pelo fracasso na tentativa de acesso.

No Via Del Mare, o Lecce não deu chance ao Pisa, vencendo também o jogo de volta.Tiribocchi e Abbruscato anotaram e colocaram na final um time que merecia até mesmo o acesso direto, tendo ficado a dois pontos do campeão Chievo e um do vice Bologna. “É ridículo fazer 83 pontos e não conseguir o acesso”, afirmou o técnico Papadopulo.

O primeiro jogo, nesta terça-feira, em Bérgamo, é a chance do Albinoleffe. O Lecce é um time com mais jogadores de Série A e o estádio da Puglia tem uma pressão muito maior. O técnico do Leffe não está em amores com a diretoria e o elenco sabe que sofrerá uma reformulação para a Série A e a maioria deve vazar.

– Juventus-Aquilani pode ser uma das contratações bombásticas deste mercado.

– Depois de acertar com Amauri, os piemonteses estariam por trás de uma repentina vontade de Aquilani de trocar o Olímpico de Roma pelo de Turim.

– A Juve recomprou do Siena a metade do passe do ala De Ceglie por €3.5 milhões.

– Na lista de possíveis saídas, Trezeguet.

– Luca Cigarini, do Parma, é um dos meio-campistas mais cobiçados do mercado italiano: está cotado em cerca de €15 milhões.

– O lobby de Filippo Inzaghi para ir às Olimpíadas foi abortado antes de começar.

– O Milan não liberará nenhum jogador acima da idade para o torneio.