Categoria: Seleção (Page 7 of 7)

Sobre a convocação

De um modo geral, não teria nada a reprovar Dunga nas suas escolhas. Ronaldinho Gaúcho ainda está jogando 30% do que poderia e dessa forma não é intocável. Alguns nomes como Maicon, Dani Alves, Thiago Silva e Kaká se convocam jogando. Mas é nos detalhes que discordo diametralmente da lista do Anão.

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Brasil

Júlio César (Internazionale); Maicon (Internazionale) ou Daniel Alves (Barcelona), Douglas (Twente), Thiago Silva (Milan) e Filipe Luís (Deportivo); Felipe Melo (Juventus),  Hernanes (São Paulo) e Ramires (Benfica); Kaká (Real Madrid);  Pato (Milan) e Luis Fabiano (Sevilla)

É o que há de melhor do Brasil hoje. Contando Juan (Roma) e Fabio Aurélio (Liverpool) como lesionados.

PS: o negrito no Thiago é porque eu tinha esquecido dele. Realmente ridículo da minha parte (embora o Bordon também viva grande fase)

Luis Fabiano e mais…

Ninguém – absolutamente ninguém – pode dizer que apostava em Luis Fabiano como titular do time de Dunga quando ele assumiu a Seleção. Vágner Love, Alexandre Pato, Adriano, Afonso Alves, Rafael Sóbis, Ricardo Oliveira, Fred, Jô, todos esses tinham pinta de que ganhariam uma vaga para 2010. Mas a três meses do ano da Copa, só ele fez por merecer.

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Um jogo perfeito

Jamais escondi a desconfiança que eu tenho em relação ao trabalho de Dunga. Tendo visto alguns treinos da Seleção na Granja Comary e ourros pela TV, me parece que não é difícil concluir que o ex-volante esteja longe do ideal para comandar um time. Traduzindo: ainda acho que Dunga não tem a competência necessária para ser técnico e que sua posição é muito mais pelo allinhamento com a CBF do que qualquer outra coisa.

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A força do tempo

“Não podemos bobear. Vacilamos em Quito. Temos mais fome de glória do que o time de Dunga, que eu respeito muito”.

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Uma seleção com cara de Bunga

Não sei ao certo se dá para dizer que faltou alguém na última convocação da Seleção, feita por Dunga na última quinta-feira. Dá, sim, para cravar que tem gente que não faz sentido na Seleção, como o lateral Kléber – mas isso não é novidade. o técnico parece atado ao jogador por um compromisso eterno. Em nenhum momento além de dois ou três meses no Santos de Luxa, Kléber demonstrou futebol para ser chamado.

Dá para questionar Gilberto Silva também. A imprensa “dunguista”, que não vira a casaca enquanto não há grita popular, alega que ele quer um jogador de experiência no setor, como se Gilberto Silva fosse o único volante com mais de 22 e menos de 70 anos disponível no mercado. Mas, vá lá: esse é o perfil de Dunga como técnico e essas polêmicas já são costumeiras. Já nos acostumamos.

O que não dá para se acostumar é com a idéia de que o Brasil vá jogar um futebolzinho encruado – e vai, contra quem quer que seja. Dunga faz uma convocação mediana (um treinador que cria caso com Kaká, Ronaldinho, Adriano e Ronaldo “Gordômeno” não pode estar fazendo a melhor chamada possível), mas peca feio mesmo é na hora de montar o time.

Um exemplo: o Brasil tem dois canhões na lateral-direita. Um é um trator no apoio (Maicon) e o outro é mais completo, mas menos forte fisicamente (Daniel Alves). Enquanto isso, não tem ninguém na lateral-esquerda (porque mantém sua negação em relação a Fabio Aurélio). Juan, André Santos, Kléber, Adriano (Sevilla) e outros me parecem a léguas de distãncia dos colegas da outra faixa.

Se não se tem dois laterais convincentes, porque não escalar um terceiro zagueiro e deixar Maicon à vontade para apoiar? Não faltam meio-campistas de qualidade pela esquerda para compensar a falta de um lateral ali e além do mais, resolveria um problema de cobertura crônico numa seleção onde os volantes sabem jogar e não resistem a tentar um golzinho.

Os volantes são outro ponto. Não me lembro de uma fase onde tenhamos tido tantos jogadores excelentes na posição. Lucas, Ramires e Hernanes (claro, o Hernanes de outrora), por exemplo, jogariam em qualquer seleção do mundo. Com Dunga, todos viram burocratas, preocupados em fechar a defesa que fica escancarada pela insistência de se liberar os dois laterais para o ataque.

Por fim, o ataque. Dunga pode tirar o cavalo da chuva se acha que tem alguma chance na Copa sem Kaká, Ronaldinho e Adriano. Os últimos dois parecem perdidos, mas ainda há alguma esperança e Kaká não pode se sentir diante de um técnico com má vontade para render o máximo. Além disso, precisa de um espaço no campo que veta a presença de outro armador (quando joga com dois atacantes) ou dois atacantes (quando joga com outro armador). Pato é excelente, mas jovem demais e Nilmar, Luis Fabiano e Robinho não têm o estofo necessário para carregar a seleção nas costas.

E o Brasil empolgou contra a Colômbia

Pela primeira vez em vários, mas vários anos, o Brasil começou as Eliminatórias rumo à Copa do Mundo com otimismo e entusiasmo. E não, não é somente pelo fato de estarmos defendendo o título mundial. O Brasil venceu a Colômbia em Barranquilla na tarde deste 7 de setembro com sobras, sob todos os aspectos. E até mesmo o técnico Carlos Alberto Parreira acabou sendo merecedor dos mais rasgados elogios da crônica esportiva.

Diga-se de passagem, ele mereceu. Parreira resolveu as ausências de Ronaldo Assis e Kleberson de uma maneira muito eficiente. Zé Roberto fez uma de suas melhores partidas com a camisa amarela (mostrando que evoluiu muito como meio-campista), e Alex, se não foi o mesmo craque do Cruzeiro, teve uma participação importante.

O técnico brasileiro não fez a ‘renovação’ pedida por parte da imprensa, e ainda bem. O Brasil de hoje é uma valiosa herança de Felipão, com experiência, talento e quantidade. Como sempre, nosso ponto fraco é a dupla de zaga, que sempre joga sobrecarregada, a tal ponto de Lúcio perder a disputa com Angel, o atacante colombiano, na jogada do gol adversário. Resolver esta fragilidade continua sendo o grande desafio do técnico para conduzir o Brasil ao hexacampeonato.

No mais, tudo funcionou. Zé Roberto fez bem a cobertura de Roberto Carlos, Gilberto fez o mesmo em Cafu, Ronaldo demonstrou estar em estado de graça, e quando da entrada de Kaká e Renato, no segundo tempo, o Brasil só não aumentou a vantagem sobre os colombianos por preciosismo.

O capítulo Rivaldo merece ser estudado à parte. Ao contrário do que 90% da mídia fala, Rivaldo não é reserva de Kaká no Milan, e isso porque nem Kaká é titular no clube italiano. O pernambucano vem de uma temporada difícil tecnica, fisica e psicologicamente. Também aqui, Parreira acerta ao dar suporte ao atacante, que se bem gerido, mesmo jogando mal pode decidir a partida num lance. Ao contrário do Rivaldo inseguro de 1998, o Rivaldo decisivo de 2002 vale a pena de ser recuperado.

Bater a Colômbia em seus domínios é uma tarefa duríssima. Basta dizer que, na história, somente uma vez o Brasil conseguiu tal proeza (nas Eliminatórias para a Copa de 1970). Foi um excelente início para um selecionado que normalmente tropeça nos próprios cadarços quando ruma para um Mundial. Parreira tem, até aqui, as rédeas da situação. É verdade que ainda faltam 17 jogos, mas nem por isso podemos menosprezar o mérito da empreitada.

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