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Análise do Campeonato – Parte I

Atalanta
Destaque: Adriano (ala-BRA)
Ponto forte: Disposição tática
Precisa melhorar: aproveitamento fora de casa
Tendência: Zona Uefa

Os bons prognósticos do início da temporada vão se confirmando, mesmo com as atitudes selvagens de parte da torcida. O técnico Del Neri fez um 4-4-1-1 tão ofensivo que, quando Doni não joga, o time se arma num 4-3-3. O brasileiro Adriano é o melhor externo do campeonato e está se fixando cada vez mais como atacante. Apesar do meio-campo sólido (destaque para Tissone, marcador incansável), fora de casa a Atalanta ainda bobeia demais.

Cagliari
Destaque: Foggia (meio-campista)
Ponto forte: nenhum
Precisa melhorar: tudo
Tendência: rebaixamento.

Tudo está errado no clube da Sardenha. A direção de Massimo Cellino é tão devastadora quanto poderia ser. O elenco está rachado, dois técnicos foram demitidos e chamados de volta (um deles, Marco Giampaolo se recusou a voltar), não há nenhum jogador se destacando e não parece haver dinheiro em caixa para uma revolução. Com um técnico demitido ainda no comando do time, o Cagliari terá de se livrar da lanterna. Difícil.

Catania
Destaque: Martinez (atacante-URU)
Ponto forte: meio-campo
Precisa melhorar: rendimento fora de casa
Tendência: permanência na Série A

Para todo mundo que apostava num “agora vai” para o rebaixamento do Catania, mais uma vez, uma surpresa. Confortavelmente no meio da tabela, o técnico Silvio Baldini fez feio ao dar um chute na bunda do técnico do Parma, mas montou um time certinho. Os três volantes no meio-campo realmente fecham a defesa e nessas, o time vai se safando de um rebaixamento antes dado como certo. O uruguaio Martinez já chama a atenção de clubes maiores.

Empoli
Destaque: Raggi (defensor)
Ponto forte: quantidade de jovens com potencial
Precisa melhorar: defesa
Tendência: rebaixamento ou permanência suada

Com a vaga na Copa Uefa, o Empoli deixou-se levar pelo entusiasmo e não pôs na conta o sacrifício que uma competição européia traz ao clube. Mesmo com vários bons jovens, o Empoli neste ano é muito irregular. A chegada do técnico Alberto Malesani parece ter dado fôlego ao time e nomes como Raggi, Marzoratti, Buscé e Giovinco ainda podem render mais. É do crescimento dessas promessas que depende a temporada dos toscanos.

Fiorentina
Destaque: Adrián Mutu (atacante)
Ponto forte: ataque
Precisa melhorar: Pazzini (atacante)
Tendência: vaga na Copa Uefa ou LC

A Fiorentina não mostrou ainda o que se espera de um time com tanto talento. A vaga na Liga dos Campeões ainda está ao alcance dos toscanos, mas só virá se a defesa parar de tomar tantos gols e se rivais pela vaga (como Milan e Lazio) não melhorarem. A morte da mulher do técnico Prandelli afetou de verdade o elenco, muito ligado a ele. O romeno Mutu está em grande fase, mas além da defesa, os ‘viola’ precisam que o centroavante Pazzini venha a ser o matador que todos esperam.

Genoa
Destaque: Borriello (atacante)
Ponto forte: entrosamento
Precisa melhorar: ataque
Tendência: permanência na Série A

O primeiro ano após voltar da Série B é sempre duro e talvez o Genoa achasse que fosse ter mais facilidade. Leon e Borriello estão jogando muito bem, mas a média de gols do ataque é de menos de um tento por partida – mesmo jogando num 3-4-3. O time tem dificuldade de manter a posse de bola e sofre muito jogadas pelas laterais. Di Vaio ainda está devendo, assim como Lucho Figueroa.

Juventus
Destaque: Trezeguet (atacante)
Ponto forte: ataque
Precisa melhorar: profundidade do elenco
Tendência: lutar pelo título

Sem Europa, a Juve tem a melhor temporada para poder se readaptar à Série A. O elenco juventino ainda está se refazendo e se percebe: com as lesões dos titulares Grygera e Jorge Andrade, o técnico Ranieri teve de rebolar para manter a defesa em pé. Por outro lado, o ataque é devastador. Trezeguet, Iaquinta e o capitão Del Piero se revezam mas nunca deixam as redes adversárias em branco.

Inter
Destaque: Ibrahimovic (atacante)
Ponto forte: Tudo
Precisa melhorar: nada
Tendência: vencer o título

Se a Internazionale for congelada hoje, chega em junho campeã. Todos os setores estão jogando muito bem, o banco de reservas é muito sólido e até meninos da divisão de base (como Balotelli e Pelé) estão entrando e dando conta do recado. Se Roberto Mancini ainda não conseguiu fazer um omelete sem ovos, pelo menos com os ovos ele está fazendo até mais de um.

Lazio
Destaque: Pandev (meio-campista)
Ponto forte: alternativas de ataque
Precisa melhorar: não tem goleiro
Tendência: Copa Uefa, se tiver sorte

A Liga dos Campeões matou o começo de temporada da Lazio. O talento do macedônio Pandev não foi o suficiente para dar conta da maratona de jogos, Rocchi não está com o faro do ano passado e o time não tem goleiro (Ballotta é um ex-jogador e Muslera enterrou o time no jogo contra o Milan). A Lazio tem de comprar um goleiro de nível para não acabar em desastre. Além disso, tem de fazer com que Rocchi, Mauri e Ledesma voltem ao seu melhor nível. Boa surpresa é o lateral De Silvestri, uma prata-da-casa.

Livorno
Destaque: Tavano (atacante)
Ponto forte: entrosamento do elenco
Precisa melhorar: marcar mais gols
Tendência: se escapar do rebaixamento, será no grito.

Depois de um começo de torneio tenebroso, o Livorno contratou um técnico capaz de mudar mesmo as coisas: Alberto Camolese. O time melhorou e o atacante Tavano passou a ser um perigo para os adversários. Só que o setor ainda tem muito o que melhorar, com Tristán, Rossini e Bogdani passando a mandar para as redes. É candidato ao rebaixamento, mas já mostrou que tem como se safar – se quiser.

Freio de mão puxado

É para comemorar: depois de vários anos de encrencas ligadas à maracutaias mais variadas – que vão de doping a compra de árbitros – o Italiano desta temporada começou sem nenhum problema extra-campo e ainda de quebra teve ótimas partidas, estádios cheios e candidatos ao título mostrando as suas armas.

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Lá vem o Pato

Tá, vamos deixar para lá a ladainha de “fim da Era Pato” que tomou conta da mídia com a venda de Alexandre Pato para o Milan. Não dá para levar a sério quem quer dizer que um jogador com 27 jogos como profissional possa ter deixado uma marca na história de um clube da envergadura do Colorado, mesmo que ele tenha participado de uma conquista épica. A saída dele do Beira-Rio era certa, ainda que tenha sido apressada pelo modo ufanista como a mídia o tratou.

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Dança dos técnicos

De um campeonato sério se supõe que a maioria dos clubes mantenha seus técnicos, certo? Bem, certo. Nesse caso, o Campeonato Italiano não é tão sério assim. Pelas estimativas mais conservadoras, ao menos seis treinadores devem perder os seus empregos na Série A. Pelas previsões mais extremas, até 12 podem trocar de banco.

Tal fato vem em uma temporada na qual nada menos que nove agremiações fizeram alterações em seus comandos. Pior: quatro deles (Palermo, Cagliari, Torino e Messina) chegaram ao ridículo de trazer de volta os mesmos treinadores que tinham demitido anteriormente. A moda vai continuar?

Parece que sim. Apesar de historicamente as trocas de técnicos significarem um grande passo rumo ao rebaixamento no futebol italiano, a estabilidade no comando dos times foi pelos ares e a palavra ‘planejamento’ tornou-se uma estranha.

Ascoli e Messina, os dois já condenados pelo rebaixamento, quase que certamente trocarão de treinador depois do fim desta temporada. Os dois clubes se preparam para um redimensionamento e para um longo período na segunda divisão. Nedo Sonetti, do Ascoli, estuda a possibilidade de continuar no Marche mesmo na divisão inferior, mas no Messina o destino ainda é incerto.

A revelação do campeonato passado, Marco Giampaolo, que veio exatamente do Ascoli, teve vida dura em Cagliari e foi um dos que foi mandado embora e chamado de volta. O casamento entre as partes está definitivamente desfeito e o clube sardo está procurando um substituto.

Giampaolo, contudo, não deve ficar sem emprego. O Parma disputa com o Siena a precedência para contratá-lo. O time do Ennio Tardini sabe que o homem que está salvando os ‘Crociati’ do rebaixamento, Claudio Ranieri, tem proposta do Manchester City, da Inglaterra, e está se precavendo. Giampaolo também é a primeira opção do candidatíssimo ao rebaixamento, Siena, que já acertou a saída de Mário Beretta, que negocia com o Mantova.

Outro ameaçado de rebaixamento, o Catania, também já acertou a demissão de seu técnico, Pasquale Marino. O novo treinador deve ser Silvio Baldini, ex-Empoli, Palermo e Parma, mas não se sabe se ele aceitaria o time do estádio Massimino mesmo na Série B. Reggina e Chievo, apesar de ainda ameaçados, parecem intencionados a manter Walter Mazzarri e Luigi Del Neri por priorizarem o esquecido ‘planejamento’.

A Atalanta? Também está na roda. Stefano Colantuono está sendo cortejado pelo Palermo para entrar no lugar de Francesco Guidolin, que faz parte do time dos ‘demitidos-chamados-de-volta’. Se perder Colantuono (provavelmente por um bom pagamento do Palermo), o clube bergamasco sonda Domenico Di Carlo, que impressionou neste campeonato pelo Mantova, na Série B.

No Livorno, a contratação de um novo chefe é certa. Antonio Conte, que foi demitido pelo Arezzo na Série B mas chamado de volta e deu um ânimo novo ao clube toscano. O Torino pode trocar Giovanni De Biasi por Walter Novellino (Sampdoria) e Serse Cosmi (Brescia). E enquanto isso, Alberto Zaccheroni – demitido pelo Torino neste ano – é o preferido da Udinese para assumir o posto de outro Alberto, o Malesani.

Somente cinco clubes – Empoli, Fiorentina, Inter, Roma e Milan – terão quase que certamente os mesmos técnicos no Italiano 2007/08, quando a tendência deve se reverter, voltando a ser ‘moda’ manter os técnicos. Tanto melhor para o campeonato em si, que precisa ganhar bastante em seriedade depois de um ano tão opaco.

Juventus de volta

Com uma vitória sobre o Arezzo (comandado pelo ex-capitão, Antonio Conte), a Juventus garantiu, neste final de semana, finalmente a sua volta à Série A dentro de campo, deixando para trás (tomara) uma época que emporcalhou seus títulos e glória com corrupção endêmica.

Com o terror maior deixado para trás, a Juventus agora volta a sua atenção para a próxima temporada e sabe que o trabalho que tem diante de si não é menor do que o recém-terminado. O desafio agora é manter as grandes estrelas do elenco que ainda ficaram no clube e conseguir reforços para manter o ritmo de Inter, Milan, Fiorentina e Roma na Série A.

O primeiro problema que a Juve terá é o fato de que pelo segundo ano consecutivo não terá nenhum dinheiro vindo de competições européias entrando em seus cofres. Isso indiscutivelmente significa que o clube de via Galileo Ferraris sairá em desvantagem na montagem do time.

Até aqui, os reforços foram o ala Salihamdzic, do Bayern de Munique e o zagueiro Grygera, do Ajax, ambos com passe livre. Criscito, zagueiro do Genoa, que estava dividido em co-propriedade com o clube da Ligúria, volta definitivamente à base. E pelo menos duas contratações “de peso” estão previstas (embora se faça mistério em torno delas).

O que realmente assusta a Juventus é a possibilidade de perder Buffon para um rival italiano. Inter e Milan não se cansam de dizer que não querem o goleiro, mas é jogo de cena. Se houver a possibilidade, eles atacam. E a saída do campeão mundial faria com que a ‘Vecchia Signora’ perdesse um de seus pontos de referência.

Noventa minutos

Agora não dá mais para escapar. Com mais 90 minutos de Série A e o terceiro rebaixado da primeira divisão italiana estará definido. Na luta, ainda cinco times esperam pela contagem regressiva: Siena, Reggina, Catania, Chievo e Parma.

Siena, Catania e Reggina estão na parte de baixo dessa disputa, mas o Catania enfrentará o Chievo no último confronto direto. A Reggina recebe e o Milan e o Parma terá o Empoli no Ennio Tardini precisando de somente um ponto para se livrar da degola.

Há grandes probabilidades de que a partida entre Catania e Chievo decida quem cairá. O jogo ainda acontecerá no campo neutro de Bolonha, cidade que fica mais próxima de Verona e deve ter um grande afluxo de torcedores do time vêneto. Além do mais, a equipe de Luigi Del Neri tem apresentado uma curva ascendente nesta reta final, enquanto o Catania só venceu duas vezes desde 14 de janeiro. No primeiro turno, o Chievo venceu por 2 a 1.

A situação dos sicilianos é ainda mais dramática porque em caso de empate em pontos com Siena ou Reggina (os dois que têm menos pontos), é o Catania que cai por causa dos confrontos diretos e pior saldo de gols por parte dos ‘Etnei’.

Infelizmente é provável que não vejamos em campo o comediante Gene Gnocchi, inscrito pelo Parma como uma forma de aliviar o ambiente carregado no clube há algumas semanas. O Parma, mesmo precisando de somente um ponto, não parece disposto a correr o risco de dar alguns segundos em campo a Gnocchi. Seria uma grande palhaçada, mas depois de uma temporada dessas, seria um epitáfio bem decente.

– Uma vez que o Italiano já está decidido, Adriano pediu para antecipar sua vinda ao Brasil, deixando de ir à festa interista do título.

– O clube negou a permissão e Adriano ficará em Milão.

– Até seu empresário, Gilmar Rinaldi, voou à cidade para conversar com a diretoria do clube.

– O episódio aumentou a incerteza sobre a permanência do atacante no clube na próxima temporada.

– O cotidiano esportivo francês L’Equipe, impressionado com a longevidade de Maldini, fez um ‘especial’ sobre o defensor milanista, com matéria de capa e a opinião do técnico da França, Raymond Domenech, que diz que ele merece o “Ballon D’Or” pela sua longevidade somada a um futebol de alto nível.

– Para a Liga dos Campeões, a Lazio cogita o campeão do mundo Simone Barone, hoje no Torino

– Já a Roma, iniciou os contatos com Pascal Feindouno, atacante de 26 anos do Saint Etienne.

– Esta é a seleção Trivela da 37a rodada:

– Castelazzi (Sampdoria); Dellafiore (Palermo), Rivalta (Atalanta), Cordoba (Inter) e Maicon (Inter), Corini (Palermo), Marchini (Cagliari), Brienza (Palermo) e Jorgensen (Fiorentina); Totti (Roma) e Amoruso (Reggina).

Na última reta

Exceção feita aos interistas que comemoraram um título nacional esperado por 18 anos, a rodada do final de semana na Itália teve vários resultados importantes para os diferentes objetivos que os clubes perseguem. E tirando o título, como já dissemos, todo o resto está bem embolado.

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Na marca do pênalti

À primeira vista, o leitor pode achar que esta coluna vai sugerir que um nome do Milan está na berlinda. Errado. No Milan, poucos são os que estão com a corda fora do pescoço. E sim, estão inclusas estrelas como Pirlo, Seedorf, Dida e Filippo Inzaghi.

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A Lenda

Não ter visto grandes heróis do futebol passado é uma frustração para qualquer um. Certamente não há quem não gostaria de poder ter visto Friedenreich, Leônidas, Pelé, Stanley Matthews, Uwe Seeler, Fritz Walter ou Jose Andrade. A lenda só ganha essa aura mítica depois que o jogador pendura a chuteira. Mas aí, já é tarde.

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Bola de Ouro

Deu a lógica. O atacante ucraniano Andriy Shevchenko venceu o prêmio “Ballon D’Or”, a “Bola de Ouro”, oferecida pela revista francesa “France Football” para o melhor jogador do ano em atividade na Europa. À parte as risíveis críticas sobre se o prêmio é ou não é democrático (por não levar em conta os atletas jogando na América do Sul), o ucraniano fatura a homenagem com uma justiça incontestável.

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