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Considerações de um título aguardado

Jogo, feio, empate e scudetto. O Milan conquistou um título anunciado há meses, menos pelo próprio brilho do que pela entropia interista que voltou a níveis pré-calciopoli. Não se deve tirar o mérito milanista: o time não é excelente (ainda se recupera do caos causado pela confusão de 2006), mas se excedeu. Com um super-Ibrahimovic (campeão nacional há oito anos consecutivos), uma defesa imperfurável e algumas descobertas (vide Boateng), os rossoneri chegaram lá numa liga decadente e que precisa reaver seus grandes clubes no seu status natural.

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Falindo pela segunda vez em cinco anos

O Perugia, clube da região da Umbria que até outro dia disputava a Série A italiana conseguiu repetir a proeza do Venezia e falir pela segunda vez em menos de cinco anos.

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Hecatombe

Muito provavelmente o internauta tem acompanhado o escândalo no futebol italiano e já se deu conta que é algo grande, mas esta coluna fará nesta semana uma pequena observação. Não é algo grande. Estamos assistindo o maior escândalo na história do futebol mundial em todos os tempos. E não se trata de exagero.

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Nem tudo é tragédia

Nas últimas semanas, na Itália, não foram poucos os que tiveram a forte sensação de que a Série A desta temporada não começaria na data. Pudera. A quantidade de acusações, recursos, denúncias, escândalos e afins foi industrial. Os que apreciam o ‘calcio’ em toda a sua magnitude lamentaram que um campeonato tão disputado e cheio de bons jogadores fosse comentado pelas suas falcatruas e ‘viradas de mesa’.

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A volta dos dérbis

O futebol italiano tem ficado mais cinzento nos últimos anos. A quantidade industrial de escândalos jogou o esporte numa espécie de limbo monitorado, onde ele não acaba, mas exibe sua agonia lenta. Passaportes, doping, apostas, possíveis compras de resultados, praticamente tudo o que poderia dar problema já virou inquérito na Itália.

Mas talvez a próxima temporada tenha ao menos uma boa notícia para a Série A. A divisão máxima do futebol italiano terá, na temporada 2005/6, clássicos nas cidades de Milão, Roma, Turim e Genova, além do derby do ‘stretto’, entre Messina e Palermo. O futebol volta a ser estrela.

O último clube a definir o seu retorno à primeira divisão foi o Torino, que perdeu para o Perugia, em casa, mas garantiu a vaga pela melhor campanha. O ‘Toro’ não é um adversário à altura da Juventus há bastante tempo, mas quando os dois piemonteses se encontram no Delle Alpi sempre há muita tensão.

Fica na Ligúria o embate que a Série A não vê há mais tempo. Genoa e Sampdoria não se enfrentam na elite desde 1995, ano da última participação do time ‘rossoblú’. A promoção do Genoa está soterrada em sombras e dúvidas com o escândalo crescente de uma possível compra de resultados. Ainda que o drama esteja ganhanddo consistência, é pouco provável (mas não impossível) que o estádio Marassi volte a ter seu clássico. E afinal, o Genoa é o primeiro campeão italiano.

Em Roma, o derby ‘capitolino’ que decidiu o título algumas temporadas atrás agora está redimensionado. A Lazio assume a posição de quem quer uma fuga tranqüila do rebaixamento, enquanto a Roma quer fazer da próxima temporada o ‘ano I’ de uma nova fase, passada a euforia e pesadelo da entrada na Bolsa.

Milão segue como o confronto mais difícil. Junto com Londres, é a única cidade européia que tem dois clubes que começam o torneio pensando em título. O estádio milanês terá uma reforma de emergência, com 200 roletas e um circuito de TV, mas a adequação definitiva do estádio dificilmente sai rápido (leia abaixo).

Além da curiosidade pela volta dos clássicos, há alguma diferença causada pela volta dos derbys? Sim, definitivamente. A capacidade dos estádios da Série A somados aumentará em cerca de 37 mil lugares com o acesso de Genoa, Empoli e Torino. Além disso, o Genoa e o ‘Toro’ são clubes que têm uma torcida maior do que Bologna, Atalanta e Brescia. Se haverá uma melhora no nível técnico, isso só saberemos em agosto.

Aparando arestas

Meio na surdina, neste final de junho, quando o futebol europeu ainda se resume à final da Copa das Confederações e à Copa Intertoto, a Itália dá um passo importante do mercado de transferências interno. Nesta segunda-feira, os dirigentes dos clubes italianos se reuniram pela última vez em Milão, no saguão de um luxuoso hotel, para tentar acertar as co-propriedades dos jogadores divididos entre dois ou mais clubes. Sem acordo, a decisão vai para “as sacolas”, onde cada clube coloca a sua proposta e quem tiver feito a melhor fica com o jogador.

A Fiorentina foi às negociações com mais interesses em jogo. Com a Juventus, tinha o defensor Chiellini, o volante Maresca e o atacante Miccoli. A Juve conseguiu comprar Chiellini de volta por € 4,3 milhões, mas Miccoli e Maresca foram para “as sacolas”. Também foram para o sistema de “concorrência” os meio-campistas Jorgensen (com a Udinese) e Obodo (com o Perugia).
A Udinese também teve participação ativa nas negociações. Acertou a compra definitiva de Di Natale, do Empoli, além de acertar a renovação de mais dois jogadores (Almirón e o brasileiro Cribari). Na Roma, meia defesa: o goleiro Curci e os zagueiros Ferronetti e Bovo voltam a Trigoria.

A Atalanta, mesmo tendo sido rebaixada, conseguiu acertar a permanência de Makinwa e Bianchi entre seus jogadores. O centroavante nigeriano é pretendido por vários clubes que desembolsarão á sociedade bergamasca euros valiosos para a temporada na Série B, enquanto o atacante italiano foi um dos melhores nomes da reta final do Cagliari.
Nenhum jogador de peso está sendo disputado, mas vários deles podem vir a ter destaque no futebol italiano, como Makinwa, Obodo e Bianchi, por exemplo. O resultado da ‘supersegunda’ é muito influente porque desenha as forças de clubes do segundo escalão. Exceção feita à negociação entre Fiorentina e Juventus, nenhum grande montante deve entrar em jogo. Mas a dureza da Série A começa aqui, ainda que sem alarde.

Projeto San Siro

Para não perder o hábito, como chega uma nova temporada, Inter e Milan voltam a discutir com o poder público de Milão a possibilidade de compra do estádio Giuseppe Meazza, também conhecido como “San Siro” (sim, é o mesmo estádio!). E também para manter tudo na regra, a prefeitura segura a rédea curta.

O famosíssimo estádio onde Milan e Inter mandam seus jogos tem muito glamour, mas tem várias deficiências. A primeira delas é no gramado, que não recebe a quantia adequada de sol e necessita de replantios de grama sistemáticos. O problema até transformou o estádio no primeiro candidato entre os ‘gigantes’ europeus a receber grama sintética.

Mas não é só: o estádio precisa implantar um novo circuito interno de TV, trocar as suas roletas, modernizar o controle de acesso dos torcedores ao estádio, entre outros. San Siro é tradicional, mas não é seguro, especialmente diante das novas investidas dos ‘hooligans’ italianos. Para reformar tudo dentro dos conformes, se gastariam mais ou menos €10 milhões imediatamente, mais uma quantia bem maior a médio prazo.

Milan e Inter têm posições diferentes em relação ao futuro do estádio. O Milan quer que a prefeitura venda San Siro ao clube, para que se disponha a fazer um investimento pesado. A idéia é transforma-lo numa arena multi-uso e poder capitalizar com o edifício durante todo o ano, e não só nos finais de semana. Já a Inter não esconde que prefere construir um estádio todo ‘nerazzurro’, sem a presença dos ‘cugini’.

A situação é cada vez mais instável. Para investir, os clubes querem um lugar que lhes pertença. Só assim, o estádio pode se adequar às exigências de segurança capazes de evitar os marginais uniformizados de fazer baderna. A posição da prefeitura em relação a San Siro é a de não vender, por se tratar de um patrimônio da cidade. Mas o que ela sabe bem é que se Inter e Milan pararem de alugar o estádio, como acontece hoje, o Giuseppe Meazza vira um elefante branco.

– A Juventus admitiu, finalmente, que Patrick Vieira é um de seus objetivos para a próxima temporada.

– O volante do Arsenal já foi ligado á Juventus em outras ocasiões.

– Fabio Capello quer montar uma dupla de meio-campistas vigorosa, com Emerson e Vieira.

– Na semana passada, o atacante da Inter, Álvaro Recoba, deu uma entrevista a um jornal do Uruguai onde externou uma opinião que promete polêmica.

– “Não temos um líder em campo. O Milan tem Maldini, nós temos Javier Zanetti”.

– Recoba se apressou em dizer que Zanetti é uma ótima pessoa, mas que o elenco interista ressentia da ausência de uma personalidade maior em campo.

– E quem há de culpa-lo pela observação?

– Nesta semana, a atenção do Milan é para assegurar Crespo e Gilardino.

– Se Crespo não se acertar com o Chelsea nos próximos sete dias, não continua em Milão.

– O Parma fez uma proposta para Zdenek Zeman assumir seu time na próxima temporada.

– O treinador tcheco é o preferido do clube por estar habituado a revelar jogadores novos e jovens, além de montar times ofensivos.

Apresentação da Temporada 2004

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A centrífuga Inter

Frey (Parma); Simic (Milan), Ferrari (Parma), Silvestre (Manchester United); Brocchi (Milan), Pirlo (Milan), Di Biagio (Brescia) e Seedorf (Milan); Roberto Baggio (Brescia); Mutu (Chelsea) e Vieri. Esta escalação é mais uma licença poética do que outra coisa, pois é um tanto quanto desequilibrada. Só que, inegavelmente, é composta de jogadores que são, na sua maioria, titulares absolutos em alguns dos maiores times da Europa. O ponto em comum? Todos foram escorraçados da Inter, ou vendidos a preço de banana.

O internauta atento há de se perguntar: “Mas o Vieri não está na Inter?”. Está. Ainda. Mas depois do último final de semana, é bem possível que Bobo Vieri, que outro dia completou 100 gols com a camisa interista, seja mais um bom jogador a deixar Appiano Gentile, “mandado embora”.

Quando soube que não seria titular contra o Bologna, Vieri simplesmente disse que não ia ficar no banco. Sua justificativa era a de que preferia ficar treinando em Appiano Gentile para melhorar a sua forma. Disse também que não devia satisfação ao treinador Alberto Zaccheroni, pois só falava com o presidente (na verdade, o ex-presidente Massimo Moratti).

Indiscutivelmente, Vieri foi um poço de arrogância no episódio, só que pela enésima vez, algo dentro da Inter consegue fazer com que seus melhores nomes acabem sendo expurgados praticamente como párias. Note o internauta que, na lista acima, esta coluna nem inclui o nome de Ronaldo, que certamente sentiu o mal-estar de que falamos, mas deixou a Inter porque quis. E ponto.

A saída da Inter na Copa UEFA deve custar a cabeça de Alberto Zaccheroni, mais um entre tantos técnicos que foram dizimados pela mesma máquina que queima jogadores. Se a Inter se classificar pela Liga dos Campeões, deve manter ‘Zac’. Se o fizer, estará condenando mais uma temporada, porque sua posição é fraca, e salvo um milagre, não conseguirá ter força para moldar um time competitivo.

Qual a razão de tanta instabilidade? Ninguém sabe ao certo. Porém, a convivência promíscua entre agentes de jogadores, dirigentes, funcionários do clube de longa data, e eminências pardas, certamente cria espaço para que fungos e bactérias ganhem terreno. Daí, jogadores tratados como refugo pela Inter, como Mutu, Pirlo e Seedorf, tenham ganhado status de mega-astros em outros clubes (para azar da Inter, boa parte deles, no arqui-rival Milan).

O destino de Vieri parece estar traçado, especialmente depois da chegada de Adriano, cujas características são similares às de Vieri. Em qualquer clube, daria-se sangue para colocar os dois em campo a qualquer custo. Na Inter, os “corneteiros” dão um jeito de inventar uma crise e mandam um embora. Se a projeção se concretizar, no ano que vem, Vieri vai estar enchendo as redes de gols. Se bobear, serão as redes do time em que ele joga hoje.

A decisão do ‘scudetto’. E não só.

A ponta da tabela é do Milan. O clube lombardo tem vantagem de pontos e de forma, e é favorito para ser campeão na Itália. Nesta semana, contudo, um jogo realizado em Roma pode ser o fiel da balança na decisão pelo título italiano desta temporada. O ‘replay’ de Lazio x Roma, é quem merece os holofotes da semana.

Só para relembrar: Lazio e Roma jogavam o derby, três semanas atrás, quando marginais da torcida organizada espalharam a notícia de que a polícia tinha matado um garoto torcedor da Roma. A torcida se enfureceu, o clima de pânico tomou conta do estádio e a partida foi suspensa.

Nesta quarta, o jogo mais quente da Itália, ganhou proporções de decisão, para os dois times, e também para Milan, Inter, Juventus e Parma. É que, dependendo do vencedor, o título pode ficar com o Milan, ou pode manter a Roma com esperanças matemáticas. Logo, a parte rubro-negra de Milão vai vestir a camisa da Lazio. Da mesma forma, a Juventus ‘seca’ a Roma, de olho no segundo lugar, que dá acesso direto à Liga dos Campeões.

A vitória da Lazio a coloca na quarta posição, a última que concede vaga à Liga dos Campeões. Desta forma, Parma e Inter querem mais é que a Lazio se enterre; os ‘gialloblú’ e a Milão ‘nerazzurra’ vestem as cores da Roma, de olho na luta pela mais prestigiosa competição européia.

Com o estádio com pelo menos 70% vestido de azul, o time de Roberto Mancini claramente priorizou o ‘derby’, quase perdendo para o Ancona em casa, mas ficando com alguns titulares no banco. A Roma jogou contra o Modena com o time titular, e não fez nenhuma alteração, usando todos os mesmos atletas por 90 minutos. A Lazio talvez não tenha Stam, com uma lesão sofrida contra o Ancona. Previsão em ‘derby’? Este colunista sabe bem que isso é para pedir para errar.

Perugia quer se salvar com “factóides”

Você se lembra da virada de mesa da Série B? Pois é. O vértice da palhaçada foi o Catania, comandado pela família Gaucci. O Catania teve um time ridículo por toda a temporada passada, caiu merecidamente, e conseguiu se manter na segunda divisão num tapetão sujo e cheio de bigatos, que causou conseqüências para Deus e o mundo.

Os Gaucci mostram que têm gosto pela coisa. Agora, com 30 rodadas de campeonato disputadas, Luciano Gaucci, ‘capo’ do time da Úmbria, disse que os “griffoni” não jogam mais nesse campeonato. “Estamos sendo roubados e não vou permitir mais que isso aconteça”.

As perguntas que ficam são: somente depois de 30 rodadas, Luciano Gaucci conseguiu ver o plano malévolo para prejudicar seu time? Será que ele não se lembra que o seu próprio técnico, Serse Cosmi, disse que o elenco se enfraquecera no mercado de janeiro? Ou quando Gaucci veio com a presepada de contratar uma mulher para jogar no time, Cosmi disse que o que o Perugia precisava eram “jogadores de verdade”? E o episódio macarrônico da contratação de “Gheddafinho”, um milionário filho de ditador da Líbia, que tem nível, no máximo, para se exibir no Tabajara FC?

O Perugia vai cair por várias razões. Primeiro, porque fez a besteira de participar da Copa Intertoto e ganhar uma vaga na Copa UEFA. O preço, em termos de preparação física, é altíssimo; segundo, porque o elenco é fraco, e como se isso não bastasse, Gaucci comprou e vendeu jogadores como se estivesse numa feira livre, deixando no ‘Renato Curi’, somente as frutas mais pisoteadas. Terceiro, porque a competição neste ano é acirradíssima.

Serse Cosmi é um excelente treinador, e deve encontrar guarida num time de porte ao menos médio na próxima temporada, mas não é o suficiente para compensar uma gerência estilo Eurico Miranda. O Perugia ainda não caiu, mas se cair, terá sido merecidamente. E pena que não haja justiça suficiente para que o Catania também não seja re-rebaixado. Um feito que até hoje, só o Fluminense conseguiu.

Curtas

Gianluca Pagliuca, veterano goleiro do Bologna, completou 527 partidas pela Série A, igualando o mito Gianni Rivera

A Juventus já prepara um passeio no mercado da bola para este verão europeu

Nomes cotados de verdade: Gilardino (Parma), Kapo (Auxerre), além de uma possibilidade concreta de que Didier Deschamps inicie um novo ciclo em Turim

O goleiro Dino Zoff, aquele que negou a Copa de 1982 ao Brasil, foi o italiano melhor colocado no ranking dos 50 maiores jogadores europeus de todos os tempos, no quinto posto

Paolo Maldini, Franco Baresi, Alessandro Nesta, Alessandro Costacurta e Gianni Rivera (Milan), Marco Tardelli (Juve e Inter), e Roberto Baggio (Brescia) são outros italianos que figuram

O milanista Marco Van Basten (quarto) também entrou no rol, assim como o juventino Michel Platini (nono)

Os três primeiros serão anunciados em Abril

Na segunda-feira, dia de fechamento desta coluna, mau dia para as ações dos clubes italianos

Estabilidade para os papéis da Lazio, enquanto os da Juve caíram 0,51% e os da Roma variaram –6,71%

E esta é a seleção Trivela da 30a rodada do campeonato italiano

Castelazzi (Brescia); Fernando Couto (Lazio), Cannavaro (Inter) e Falcone (Sampdoria); Appiah (Juventus), Gattuso (Milan), Brighi (Brescia) e Totti (Roma); Chevantón (Lecce), Gilardino (Parma), Adriano (Inter).

Negócio de ocasião: Jay Bothroyd

Quando seu time anuncia que contratou, de graça, um jogador que vem de um time da segunda divisão de um país vizinho, time este que escapou do rebaixamento por bem pouco, o mais provável é que você não dê cambalhotas de alegria. Tudo bem, este é o comportamento mais adequado a um torcedor que tenha um mínimo de contato com a realidade.

Da mesma maneira reagiram os torcedores do Perugia quando souberam que o time umbro tinha acabado de assinar um vínculo de três anos com o atacante Jay Bothroyd, 21 anos, liberado pelo modesto Coventry City, da First Division inglesa (que é, na verdade, a segunda divisão).

Em que pese o retrospecto negativo, “The Snake” (“A Cobra”) chegou arrepiando no clube da cidade italiana. Estreou com gol contra os finlandeses do Alianssi, pela Copa Intertoto, repetiu a dose na final, contra o Wolfsburg do badalado Andrés D’Alessandro, assegurando ao Perugia uma valiosa vaga na Copa UEFA. E para reafirmar seus dotes, estreou também no campeonato com gol, marcando contra o estreante Siena.

Na Itália, todos passaram a se perguntar: “mas quem é este cara”? A dúvida é bem fundamentada. A custo zero, hoje em dia, nem ex-jogador em atividade. Mas a verdade é que o clube da Umbria mostrou mais uma vez que, com bons olheiros e um pouco de atenção, dá para arrumar reforços consistentes, sem gastar dinheiro, uma constante no clube nos últimos quatro anos.

Bothroyd começou a jogar bola no tradicionalíssimo Queen’s Park Rangers, da capital inglesa, Londres, onde nasceu. Com 13 anos, foi levado ao Arsenal, onde passou pelas divisões de base sempre chamando a atenção pela refinada técnica. Mas infelizmente, não só por isso. Bothroyd, segundo dizem as más línguas, não é o genro que você pediu a Deus. Assim, a promessa que fazia partidaças pelas seleções britânicas inferiores ia ganhando a fama de “eterna promessa”.

O Arsenal, crente que estava com uma bomba, tratou de se livrar de Bothroyd assim que pôde. E quando recebeu uma oferta de US$ 2 milhões pelo atacante de então 18 anos, em 2000, não titubeou. E lá foi Bothroyd para o Coventry City, então um time de primeira divisão. E com ele, a fama de encrenqueiro, relaxado… e talentoso.

Nos seus três anos de Coventry, Bothroyd ganhou o apelido de “Cobra”, pela sua agilidade, mas também a fama de “vagabundo”, por um gosto exacerbado pela noite. Por isso, mesmo tendo sido o artilheiro do time na temporada 2002/3, o técnico-jogador Gary McAllister, resolveu não renovar seu contrato, argumentando que precisava de um jogador de caracterîsticas diferentes. Com este ‘background’, a torcida do Perugia já pensou: ‘lá vem mais um cachaceiro come-dorme’…

Só que a performance de “Snake” Bothroyd até aqui é digna de craque. Com 1m90 e 95 kg, o atacante é centroavante à moda antiga: protege bem a bola, chuta bem e é ótimo no jogo aéreo. Em suma: tem todos os requisitos básicos para um bom marcador de gols.

Levando-se em conta o valor de seu passe (zero), o valor de seu salário (cerca de US$ 200 mil por ano) e o futebol apresentado até aqui, ‘Snakeroyd’ vai engrossando a coleção de ‘descobertas’ do Perugia de Serse Cosmi, que já tinha revelado e vendido Liverani, Blasi, Bazzani, Dellas e Di Loreto, entre outros. Para o próprio técnico Cosmi, Bothroyd não fica no Perugia mais de um ano.

Resta saber se ele sairá do clube pelas suas virtudes ou defeitos.

Jay Bothroyd

Data de nascimento: 07/maio/1982

Cidade de nascimento: Islington, norte de Londres, UK

Clubes em que atuou:

1994/5 – Queen’s Park Rangers

1995-2000- Arsenal

2000-2003 – Coventry City

2003 – Perugia (ITA)

Jogos pela Seleção Inglesa – 0

Gols pela Seleção Inglesa – 0

Site oficial:

http://www.icons.com/bothroyd/?playerbyclub=%2Fbothroyd%2F

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