Tag: parreira

A vitória da vocação para a derrota

O desastre brasileiro no Mineirão já vai longe – mais de duas semanas – mas ainda é tempo de se falar dele. Na verdade, apesar da maioria das pessoas não se dar conta, o jogo dos 7 a 1 é um evento histórico que gerará documentários, dissertações, livros e outras abordagens. Raramente as testemunhas de um evento histórico se dão conta de sua relevância na mesma hora. A história se consolida somente quando se transforma em passado e pode ser vislumbrada com um certo desprendimento.

Ler mais

Brasil no Mundial 2014: a derrota

A incoerência era gritante na véspera do jogo da semifinal entre Brasil 1×7 Alemanha. Até as quartas de final, toda a crônica esportiva era unânime em apontar que o time de Felipão, vencia mas não convencia. Curiosamente, após a vitória de 2×1 contra Colômbia, nas quartas de final, o Brasil, na opinião dos jornalistas/apresentadores/analistas, jogaria melhor contra a Alemanha.

Antes o Brasil jogava mal com seu melhor zagueiro (Thiago Silva) e seu atacante mais talentoso (Neymar), em campo. Por que cargas d’água o Brasil jogaria melhor contra a Alemanha sem Silva (suspenso) e Neymar (lesionado)?

Ler mais

A estreia da ParrÁfrica do Sul

Há algo a comentar sobre a estreia? Sempre pode haver, mas nada me surpreendeu. Um time mais habilidoso contra um extremamente dedicado e que com a torcida pode tornar difícil a vida de muita gente (leia-se França).

Ler mais

A melhor

Muita gente poderia se surpreender se, antes da Copa, fosse dito que Fabio Cannavaro levantaria o troféu em Berlim com Marco Materazzi fazendo o gol que manteve a Itália no jogo até os pênaltis. Mas de surpresa o resultado não teve nada.

Ler mais

Milão, Brasil e incerteza no gol

O Brasil em ano de Copa costuma apresentar uma personalidade maníaco-depressiva. Antes do torneio, ou a Seleção é considerada a melhor de todos os tempos, e até o roupeiro é considerado uma lenda, ou então é um verdadeiro lixo, que perderia até para a China (sim, houve quem defendesse a tese em 2002). Nessas, os detalhes ficam pelo caminho.

Ler mais

Rei em Milão, vassalo no Rio

O atacante Adriano vive um dilema comum a atletas brasileiros que, por uma razão ou outra, não foram ‘adotados’ pela mídia nacional: em Milão, é tido, de longe, como o jogador mais importante da Internazionale, cobiçado por quase todos os clubes da elite continental. No Rio de Janeiro, sua cidade natal, é visto quase que como um peso para a seleção de Parreira. Um jogador a ser suportado, diante da magnificência de craques disponíveis para a posição.

Ler mais

Risco desnecessário

Suspeita-se que o técnico de uma seleção nacional assiste aos jogos de seus jogadores preferidos, antes de uma convocação. Sim, especialmente se ele dispõe de todo o tempo e verba necessários para viajar, ou se munir de vídeos, ter uma equipe de observadores. Enfim, poder saber exatamente como está cada jogador, e convocar os melhores jogadores nas melhores condições para cada partida, especialmente se dispusesse opções válidas para os diversos setores.

Ler mais

E o Brasil empolgou contra a Colômbia

Pela primeira vez em vários, mas vários anos, o Brasil começou as Eliminatórias rumo à Copa do Mundo com otimismo e entusiasmo. E não, não é somente pelo fato de estarmos defendendo o título mundial. O Brasil venceu a Colômbia em Barranquilla na tarde deste 7 de setembro com sobras, sob todos os aspectos. E até mesmo o técnico Carlos Alberto Parreira acabou sendo merecedor dos mais rasgados elogios da crônica esportiva.

Diga-se de passagem, ele mereceu. Parreira resolveu as ausências de Ronaldo Assis e Kleberson de uma maneira muito eficiente. Zé Roberto fez uma de suas melhores partidas com a camisa amarela (mostrando que evoluiu muito como meio-campista), e Alex, se não foi o mesmo craque do Cruzeiro, teve uma participação importante.

O técnico brasileiro não fez a ‘renovação’ pedida por parte da imprensa, e ainda bem. O Brasil de hoje é uma valiosa herança de Felipão, com experiência, talento e quantidade. Como sempre, nosso ponto fraco é a dupla de zaga, que sempre joga sobrecarregada, a tal ponto de Lúcio perder a disputa com Angel, o atacante colombiano, na jogada do gol adversário. Resolver esta fragilidade continua sendo o grande desafio do técnico para conduzir o Brasil ao hexacampeonato.

No mais, tudo funcionou. Zé Roberto fez bem a cobertura de Roberto Carlos, Gilberto fez o mesmo em Cafu, Ronaldo demonstrou estar em estado de graça, e quando da entrada de Kaká e Renato, no segundo tempo, o Brasil só não aumentou a vantagem sobre os colombianos por preciosismo.

O capítulo Rivaldo merece ser estudado à parte. Ao contrário do que 90% da mídia fala, Rivaldo não é reserva de Kaká no Milan, e isso porque nem Kaká é titular no clube italiano. O pernambucano vem de uma temporada difícil tecnica, fisica e psicologicamente. Também aqui, Parreira acerta ao dar suporte ao atacante, que se bem gerido, mesmo jogando mal pode decidir a partida num lance. Ao contrário do Rivaldo inseguro de 1998, o Rivaldo decisivo de 2002 vale a pena de ser recuperado.

Bater a Colômbia em seus domínios é uma tarefa duríssima. Basta dizer que, na história, somente uma vez o Brasil conseguiu tal proeza (nas Eliminatórias para a Copa de 1970). Foi um excelente início para um selecionado que normalmente tropeça nos próprios cadarços quando ruma para um Mundial. Parreira tem, até aqui, as rédeas da situação. É verdade que ainda faltam 17 jogos, mas nem por isso podemos menosprezar o mérito da empreitada.

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén

Top