Tag: Luciano Spalletti

Europa League: Lyon 4×2 Roma – o duelo tático

Na última quinta-feira o Lyon impôs uma grande vitória por 4×2 sobre a italiana Roma, em partida de ida válida pelas oitavas de final da Europa League. O confronto aconteceu nos domínios lioneses do Parc Olympique Lyonnais em Lyon, na França.

A partida apresentou bom espetáculo e seu resultado obriga a equipe giallorossi a buscar vitória por dois gols de diferença, na partida de volta que acontecerá no Estádio Olímpico (Roma/Itália).

Lyon

O time do treinador Bruno Génésio teve alinhamento inicial com Lopes, Rafael, Mammana, Diakhaby e Morel. Gonalons, Tolisso e Tousart. Ghezzal, Lacazette e Valbuena.

O módulo tático a princípio era o 4-2-3-1, com variação possível para o 4-3-3. O meia Mathieu Valbuena pode ser o meia centralizado dos 3 em 4-2-3-1, ou um atacante aberto pela esquerda num 4-3-3. Génésio ainda optou por zagueiros jovens e rápidos (Diakhaby/Mammana), posicionando a linha defensiva adiantada.

O Lyon sofreu pressão da Roma nos primeiros minutos até Diakhaby abrir o placar, aproveitando cobrança de falta de Valbuena aos 8 min. O zagueiro porém cometeu a falha que originou o gol de empate romanista anotado por Salah, aos 20 min. A virada parcial da Roma surgiu aos 33 min, com Fazio aproveitando lance de escanteio.

A defesa adiantada de Génésio vinha sofrendo com a velocidade de Mohamed Salah. Na segunda etapa o treinador foi obrigado a substituir o brasileiro Rafael Silva por lesão, dando lugar ao veterano Jallet. A presença do veterano mais o gol de Tolisso no segundo minuto da segunda etapa, recolocaram o Lyon na partida.

Génésio trocou o defensor Mammana pelo atacante Fekir aos 71 min, estabilizando o sistema defensivo que então determinava o desenho tático em 3-4-3. A zaga tinha (Jallet) Diakhaby/Gonalons(Diakhaby)/Morel com uma alternância entre Gonalons e Jallet, que por sua vez, dava opção de avançar pela direita.

O problema criado pela Roma à defesa lionesa foi solucionado, e a vitória ampla com os gols de Fekir e Lacazette não demandou muito esforço, uma vez que o ataque estava funcionando. O time criou 23 ocasiões de gol (6 a mais que o adversário), sendo que 11 finalizações foram em gol. 4 destas 11 finalizações se converteram.

Somando-se os 11 gols impostos pelo Lyon no holandês AZ nas duas partidas da fase 16-avos de final, a equipe francesa acumula 15 gols em três partidas da Europa League.

Roma

Tentando reverter um quadro ruim de duas derrotas consecutivas (Coppa Itália/Série A), o treinador Luciano Spalletti mandou a campo a Roma com Alisson, Manolas, Fazio e Juan. Strootman, De Rossi, Emerson e Bruno Peres. Nainggolan, Dzeko e Salah. A formação tipicamente italiana se desenhava numa variação do 3-5-2, para o 3-4-3.

Com a recuperação física plena do meia holandês Kevin Strootman, Spalletti tem utilizado o destaque belga Radja Nainggolan pelo lado do campo. Nainggolan se destacou nos últimos anos como um segundo volante, atuando por dentro tanto pela Roma quanto pela seleção da Bélgica.

Os dois gols romanistas não surgiram em jogadas criadas. O primeiro foi oriundo do erro do zagueiro adversário e o segundo em lance de bola parada. A proposta de Spalletti parecia ser a de fechar-se na defesa e sair em contra-ataques.

Mais além a Roma soube aproveitar a linha defensiva adiantada do Lyon, provavelmente antevendo a possibilidade de deixar Edin Dzeko em impedimento. A movimentação ofensiva giallorossi foi eficiente ao passo que Dzeko passou a postar-se aberto pelos lados/saindo da área , assim deixando o veloz Salah como referência.

Os romanistas ostentaram 47% de posse de bola, tendo criado 17 ocasiões de gols (9 foram em gol, 2 a menos que o adversário). Todos os dados segundo levantamento oficial da UEFA. O momento da Roma é ruim, mas seu elenco tem peças de qualidade que podem proporcionar algo melhor.

O Lyon volta a campo no domingo, recebendo o Toulouse pela Ligue 1, assim como a Roma que visitará o Palermo, pela Série A. Roma e Lyon se enfrentam na partida de volta das oitavas de final da Europa League, na próxima quinta-feira.

Imagem de Tolisso comemorando o gol de empate do Lyon: fanpage oficial da UEFA no Facebook.

Champions League: Roma 0x2 Real Madrid – o duelo tático.

Na última quarta-feira, o espanhol Real Madrid visitou e venceu a italiana Roma, no Estádio Olímpico (Roma/Itália), em partida de ida válida pelas oitavas de final da Champions League. Ainda que ostentando favoritismo pleno, a vitória por 2×0 obtida pelos espanhóis, demandou algum esforço.

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Leonardo-Inter, uma aposta difícil de vencer

O que se murmurava há semanas se confirmou. Rafa Benitez, segundo o Guardian e a Sky inglesa, não é mais treinador da Inter. Na sede de Via Durini a diretoria está discutindo com o agente de Benitez o valor da rescisão, que deve ser oficializada nesta quinta. Tudo aponta para Leonardo como seu sucessor. Mais uma vez, Leonardo se apronta para entrar numa fria – assim como o foi quando assumiu um Milan sem Kaká e sem reforços. E para a própria Inter, a decisão não será a melhor e nem a menos pior.

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Roma, primeiro ato

Três jogos, três vitórias, sete gols feitos, nenhum sofrido e a liderança isolada após quatro rodadas. Não, a campanha romanista até aqui não quer dizer que a Roma agora seja a favorita para vencer a Série A e que Inter e Milan sejam cartas fora do baralho. Só que é o suficiente para deixar o torcedor da Roma confiante – com razão.

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Na última reta

Exceção feita aos interistas que comemoraram um título nacional esperado por 18 anos, a rodada do final de semana na Itália teve vários resultados importantes para os diferentes objetivos que os clubes perseguem. E tirando o título, como já dissemos, todo o resto está bem embolado.

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Il Parreira d’Italia

A histórica goleada por 5 x 1 imposta pela Lazio sobre a Inter neste fim de semana me motivou a escrever esta coluna. Não sou admirador de Luigi Simone, treinador da Inter. Aliás o acho um retranqueiro contumaz. Mas me motivei a escrever este artigo tal foi a fúria da mídia italiana contra ele.

O adjetivo “retranqueiro” foi o mais elogioso nos jornais europeus desta Segunda – Feira. A intensidade dos ataques sofridos por Simone me lembraram a relação de Parreira com a imprensa brasileira, principalmente a insidiosa e rancorosa imprensa paulista.

Simone tem uma concepção clara de futebol. Para ele, o importante não é a posse de bola (ao contrário de Parreira). O italiano valoriza os contra –ataques , em velocidade, em cima do que deveria ser uma sólida defesa. Resultado prático: um futebol feio, chato, mas eficiente quando a defesa não falha.

Com a goleada épica, Simone foi crucificado, e muitas das críticas procediam. Se disse que o elenco que ele tem a Inter deveria estar melhor, e que suas contratações não foram bem feitas, pois a Inter não tem um homem talentoso no meio – campo que possa municiar Ronaldo. Tudo verdade.

Mas além disso, ocorreu aquele tipo de “ajuste de contas” que os jornalistas esportivos fazem com seus desafetos após tragédias como a de Domingo. Para muitos, Simone era o próprio anticristo, e merecia ser exorcizado.

Com uma educação ímpar e uma fineza  semelhantes à de Parreira, Simone foi à TV e respondeu a muitas críticas, chegando até mesmo a debater com um jornalista que o havia criticado no ar. E aí se fez a diferença entre a mídia brasileira e a italiana. A discussão se seguiu dentro do mais profundo respeito, me revelando um lado de Simone que eu não conhecia. Um ‘gentleman’.

Quero ressaltar que continuo pensando que Simone é um treinador “outdated”, ultrapassado, e muito apegado a conceitos que não me agradam (exatamente como Parreira). Mas dentro de sua filosofia, os dois treinadores têm muitos méritos, e merecem respeito.

A Rodada

Internazionale 3 x 5 Lazio

O mundo acabou em Milão. A Internazionale simplesmente levou a maior goleada em casa de sua história. A maior tinha sido há 42 anos , frente ao Venezia. E como o amigo internauta deve imaginar, a Itália está enfurecida com Gigi Simone, responsabilizado como o grande vilão do episódio. Nem o céu nem a Terra…O treinador ‘nerazzurro’ tem culpa sim, pois escala mal, insistindo no burocrático Djorkaeff à frente, e monta sua defesa de modo arriscado, mesmo usando muitos defensores, e continua forçando Simeone, o botineiro argentino como meia. Mas lembremos que o time está sem Ronaldo e Baggio, e além disso a Lazio tem um timaço. Salas, o chileno marcou o seu primeiro, e o português Sérgio Conceição fez dois em uma partida brilhante. Vale lembrar que este time da Lazio custou inacreditáveis US$ 100 milhões, e é favoritíssimo. Dúvidas pairam sobre o destino de Simone, e sobre as verdadeiras possibilidades da Inter, que pega outra pedreira na semana que vem, a Juventus.

Bari 1 x 1 Udinese

O Bari, dono de uma defesa muito sólida, comeu no cortado para não perder três pontos frente a ótima Udinese. Pierini abriu o placar no segundo tempo, e parecia que o ex – time de Zico faturaria três pontos. Aos 48 do segundo tempo, Spinesi, que havia entrado há pouco empatou, em um resultado que teve sabor de vitória para os anfitriões, e de derrota para a Udinese de Amoroso.

Cagliari 1 x 0 Milan

Ouvi um repórter da Jovem Pan dizer que o Milan tinha perdido para o Cagliari, e então, continuava muito mal. Muito má é a qualidade da informação deste moço. O Milan não está mal no campeonato, com apenas três pontos a menos do que a líder Fiorentina. E perder para o Cagliari não é demérito. Vale lembrar que o time sardo meteu 5 x 0 na Samp há três semanas e é um surpresa. Um dia negro para Bierhoff que perdeu um pênalti. E um fato curioso. Quando já estava 1 x 0, o Cagliari sofreu um pênalti eo treinador Zaccheroni, do Milan, surpreendeu a todos ao tirar o goleiro Lehmann e colocar o experiente arqueiro Rossi, que defendeu o pênalti de Muzzi. E nem assim o Milan escapou da derrota.

Empoli 0 x 0 Bologna

Um desfalcado Bologna, na região do rebaixamento, proporcionou um modorrento empate em 0 x 0, num jogo de poucos chutes a gol. Signori, ainda devendo teve chances de marcar, mas ficou nisso. Um jogo para se esquecer.

Parma 2 x 0 Salernitana

O primeiro, o Parma começa a engrenar após um início de temporada meia – boca. E levando –se em conta o rio de dinheiro que lá se gastou. Algumas vitórias e os “gialloblu” já estão lá em cima. O outro, a Salernitana, apesar de não Ter um mau time, dá sinais de que só subiu mesmo para dar um alô, e deve descer para a série B no ano que vem. Chiesa e Fuser resolveram para a esquadra emiliana, que certamente vai lutar pela ponta. Na Salernitana, nem a estréia de Fresi (ex – Inter) na defesa salvou o time. Tá duro…

Perugia 1 x 0 Venezia

O time do japonês Nakata saiu pela primeira vez como vitorioso neste ano. E ajudou a aumentar as chances do pobre Venezia de voltar para a segundona. Um gol de Olive, simplório, garantiu os três pontos para o Perugia. No detalhe (como diria Rivellino), a volta de Zé Maria (ex – Portuguesa) bem na defesa do Perugia.

Piacenza 4 x 1 Sampdoria

Estou surpreso com este Piacenza. O único time italiano que só tem italianos vai bem obrigado. Saiu na frente com um gol prematuro do idoso Vierchowod, e viu seus atacantes fazerem a festa sobre o time de Genova, que só fez unzinho porque teve um pênalti a seu favor. Para mim, o Piacenza ia cair neste ano. Mas parece que eu estava errado.

Roma 2 x 1 Fiorentina

Fatos inéditos: Batistuta marcou gol, e Edmundo foi substituído afirmando que a mãe do treinador não era uma pessoa pudica. Após sair ganhando, o time de Firenze recuou, tirando Edmundo e colocando Robbiati (que ao contrário do que disse Milton Neves também na Pan, não é beque – é atacante). A Roma empatou aos 45’ do segundo tempo e virou aos 48’, em duas iniciativas do argentino Bartelt, a primeira anotada por Alenichev, a segunda por Totti. Mesmo assim, a Fiorentina ainda é líder, favorecida pelos maus resultados de Inter, Juventus e Milan.

Vicenza 1 x 1 Juventus

Olha, um joguinho safardana. Míseros oito chutes a gol foram um sofrimento para quem esperava um jogo com o nível merecido. De positivo, só o gol de Del Piero que mereceu a manchete de “Renascido!” de um jornal italiano.

Sem pizza na Itália

Logo na estréia deste site de altíssimo nível (para dar uma de Luxemburgo), o meu assunto de estréia para a Lega Calcio era justamente o que está pegando na Itália: o doping.

Não é uma tentativa de dizer  “olha como eu sou profeta”, no melhor estilo Galvão “não sabe nada” Bueno. Qualquer pessoa que acompanhasse minimamente o futebol italiano já perceberia a profundidade do buraco aberto pelo treinador Zdenek Zeman, da Roma, que fez as primeiras denúncias.

Pois bem: passados praticamente três meses das primeira declarações, já surgem indícios sérios de doping, como por exemplo um exame de glóbulos vermelhos na equipe do Parma no qual simplesmente 24 atletas foram colocados sob suspeita; um responsável pelo exame anti – doping da Itália foi afastado e está sob investigação pois há denúncias de que um jogador da Udinese tinha sido pego no exame, mas a prova teria sido desviada (os dois jogadores eram Alessandro Calori e Francesco Statuto, e não Thomas Helveg como informou erradamente o JT nesta semana).

Mais importante do que se afastar este ou aquele pé de chinelo, é que na Itália está havendo uma profunda discussão sobre o assunto, questionando-se os métodos de exame, os métodos clínicos dos clubes, que obrigariam os atletas a ingerir “vitaminas” (mais de um clube aparece como suspeito nessa questão). O ex       – Parma Daniel Bravo (hoje no Olympique Marseille) afirmou que era obrigado a receber injeções em todos os dias de jogos; a Juventus deu pílulas aos seus atletas  na final da Copa dos Campeões…e por aí vai.

A única certeza que se tem é que toda esta crise pode até vitimar um ou outro, ou até mais pessoas. Mas certamente vai evoluir os princípios que parecem nortear a FederCalcio (a CBF deles). Fosse no Brasil, já teríamos pizza, e paradoxalmente, na terra da pizza, não deve acabar desse jeito. Sorte deles!

Os italianos nas Copas Européias

A semana foi boa para os times italianos que disputam Copas Européias, com duas exceções: primeiro para a Juventus que começou como favoritíssima, e agora já parece meio mal das pernas. O empate em Trondheim contra o Rosemborg não foi exatamente ruim, mas deixa a Juve precisando vencer o seu terceiro jogo no primeiro turno, contra o Athletic Bilbao, teoricamente o adversário mais forte. Pior ainda foi para a Udinese. O time de Amoroso pagou o preço de não ter vencido o Bayer Leverkusen em casa no jogo de ida. Na volta, perdeu por 1×0  e está desclassificado.

No mais o Parma se recuperou da derrota na Turquia e bateu o Fenerbahce em casa; A Roma passou pelo Silkeborg; a Fiorentina bateu novamente o croata Hadjuk Split;  e o Bologna passou pelo Sporting Lisboa, tudo pela Copa UEFA.

Na Copa dos Campeões, a Inter sem Ronaldinho passou pelo fraco campeão austríaco Sturm Graz, se recuperando da derrota para o Real Madrid (se beneficiou também pela derrota do Real na Rússia). E para finalizar, a Lazio bateu o Lausanne, meio apertado, mas ainda com expectativas de melhorar no decorrer da temporada.

Observação Perspicaz

Na edição de uma revista européia deste mês, li uma comparação curiosa e inteligente  quanto ao estilo dos últimos três treinadores da seleção italiana. O jornalista dizia que poderia de comparar os estilo de Sacchi, Maldini e Zoff com a cozinha. Arrigo Sacchi (hoje treinador do Atlético Madrid) seria um representante da “nouveau cuisine” (por ter rompido com o estilo defensivista do ‘catenaccio’ italiano); Cesare Maldini, seria do estilo “pão com salame”, bem ao gosto dos conservadores; e  Dino Zoff, um meio termo entre os dois.

A Rodada

Fiorentina 1 x 0 Udinese

Um belíssimo jogo no Artemio Franchi, em Firenze, entre os dois melhores times do campeonato até agora. Apesar da iniciativa ter sido na maioria das vezes dos anfitriões, a Udinese foi sempre perigosa, chegando até mesmo a mandar uma bola na trave. Mas o número de chutes a gol (15 contra 7) revela o maior ímpeto florentino. Excelente partida para o marginal  – herói Edmundo, autor de um gol nos descontos, fazendo jus à sua participação decisiva. A Fiorentina é o melhor time do campeonato, líder inconteste, e não por acaso, mexeu pouquíssimo no elenco do ano passado

Bologna 0 x 0 Parma

Eu supunha que o Bologna faria um melhor início de campanha. É bem verdade que várias contusões e suspensões tem deformado o time e ainda não pegou nenhum jogo fácil. Mas no Italiano, esses pontos podem fazer falta no final. Um jogo amarrado, e que ainda mostra o milionário Parma fora do seu melhor, carecendo de um definidor, que não será Crespo nem Balbo. Um jogo equilibrado e resultado justo. Melhor para o Bologna que jogou os últimos 30 min. Com dez homens, pela expulsão do brasileiro Eriberto

Internazionale 2 x 0 Perugia

Sem seus dois principais jogadores, machucados (Roberto Baggio e Ronaldo), a Inter tenta não ficar muito para trás enquanto não pode contar com força máxima. Contra o valente Perugia, o time ‘nerazzurro’ se beneficiou de Ter saído na frente, com um belo chute de Zamorano. Daí em diante, a Inter mandou no jogo, chutando muitas vezes no gol adversário, sempre em velocidade, de acordo com a filosofia do técnico Simoni. Djorkaeff fechou o placar, mantendo a Inter viva no campeonato.

Juventus 1 x 0 Piacenza

Uma Juventus com uma defesa irreconhecível, se comparada ao ano passado (não em qualidade, mas sobre nomes e entrosamento) outra vez ainda deixou de aprsentar aquele futebol vistoso que venceu o ‘scudetto’ no último torneio. Sem Ferrara, Iuliano e Tacchinardi, a Juve não é um time ruim (longe disso, tem um elenco excelente), mas precisa de tempo para se entrosar. Para bater o modesto Piacenza não foi fácil, e o Piacenza não ficou encolhido tentando o empate. Mas Inzaghi ,( o Filippo e não o seu irmão Simone do Piacenza) fez a diferença. Meio como o Palmeiras do início do Brasileiro, a Juve vence , mas não convence.

Lazio 2 x 0 Cagliari

Nos últimos dias o elenco estelar da Lazio tem sido muito criticado. Contratações estratosféricas foram feitas, e bola que é bom, nada. E nesse clima pesado, piorado pela contusão que afastou Vieri por 15 dias, a Lazio recebeu o time sardo e se perdesse o pau iria quebrar. Um resultado razoável, a primeira vitória da Lazio no campeonato, pode dar um pouco da paz que o time romano necessita. A Lazio mandou no jogo, e venceu fácil. Ainda está devendo, assim como os outros ‘favoritos’ que mudaram muito o elenco.

Salernitana 1 x 1 Empoli

Um empate foi desanimador para os dois times, mal colocados na tabela. Em todo caso, melhor para o visitante. A Salernitana, que não tem um elenco rico, mas em todo caso não merece cair, está bem mal na tabela, e hoje poderia ter respirado um pouco. Saiu na frente com um belíssimo gol do meia Breda, mas cedeu o empate com um gol toscano de Lucenti. Sinceramente, dois times que não mereceriam cair, mas são candidatos à série B, tal a força da disputa.

Sampdoria 2 x 1 Roma

Após a vexatória partida em que perdeu para o Cagliari por 5 x 0 na semana passada, a Samp mostrava no começo da primeira etapa do jogo desta rodada que o pesadelo poderia se repetir. E Delvecchio abriu o marcador para a Roma desiludindo o pobre torcedor genovês. Mas o jovem treinador Spalletti foi p protagonista da vitória, mudando a cara do jogo no intervalo. Uma cena legal de se ver foi a alegria dos jogadores comemorando o gol de empate de Palmieri com o treinador, numa lição para os vendilhões do templo que estão nos clubes brasileiros. Pela Roma, boa partida de Cafú, e má para Paulo Sérgio. Falha de Antônio Carlos no gol de empate da Samp.

Venezia 0 x 2 Milan

O time veneziano é sério candidato ao rebaixamento. Ainda não venceu, e já perdeu algumas partidas em casa. E o Milan, fez valer sua superioridade técnica, e contou com uma boa sorte. Partida esplêndida do arqueiro milanês Lehmann , e mais uma vez, um gol de Bierhoff, de cabeça abrindo o placar ( o alemão é um prodígio). No segundo tempo, gol de Leonardo em posição duvidosa. Uma curiosidade. Nenhum jogador italiano marcou gols pelo Milan nesta temporada. Ainda sem brilho, o Milan vai evoluindo lentamente.

Vicenza 1 x 0 Bari

Para o Vicenza, esta partida era fundamental. Mal na tabela, o simples 1 x 0 deu fôlego ao time da casa. O Bari, que vinha bem na tabela, mostrou que é limitado, mas corajoso, colocando empecilhos para a vitória vicentina, chutando mais a gol do que os anfitriões. E para descrever a dificuldade da vitória, basta dizer que o gol de Otero foi o primeiro que o Bari sofreu neste campeonato.

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