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E falando da Inter…

Num comentário de um conhecido jornalista italiano, famoso pela sua fé juventina, vi nesta semana uma observação ferina e passional, mas não totalmente. “É tornata la pazza Inter” (“A Inter tonta está de volta”). O verão foi cruel com os campeões europeus da temporada retrasada. Depois de toda a confusão na sucessão de Leonardo (que, diga-se, não foi somente culpa do clube mas sim do comportamento inseguro e errático do brasileiro), a Inter faz um bom negócio ao vender o trintão Eto’o, mas perde seu segundo melhor jogador sem ter uma reposição à altura nas mãos. E isso não é tudo.

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Um histórico da tensão milanesa

“Gattuso e Leonardo: cinco anos depois, o derby da vulgaridade, o jogo acaba empatado”. A definição do jornalista Luca Serafini, ex-diretor da Sky e hoje na Mediaset (declarado torcedor do Milan), me parece a mais adequada para o imbróglio envolvendo Gattuso e Leonardo, Inter e Milan, Moratti e Galliani, Curva Nord e Curva Sud. Nada disso aconteceria se não fosse Calciopoli.

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Fim da linha e reformulação à vista – se for tudo bem…

Esvaída a possibilidade de se manter campeã europeia, a Inter de Milão começou a ter um choque de realidade que já tínhamos sugerido aqui: o de uma reformulação. A entressafra que o time pode enfrentar nesta temporada faz a Inter considerar de fato a negociação de dois ou três medalhões e alguns encostos. A reforma acontecerá de qualquer jeito. Dependendo de como a Inter encerrar o campeonato, o número de saídas será maior ou menor.

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Leonardo-Inter, uma aposta difícil de vencer

O que se murmurava há semanas se confirmou. Rafa Benitez, segundo o Guardian e a Sky inglesa, não é mais treinador da Inter. Na sede de Via Durini a diretoria está discutindo com o agente de Benitez o valor da rescisão, que deve ser oficializada nesta quinta. Tudo aponta para Leonardo como seu sucessor. Mais uma vez, Leonardo se apronta para entrar numa fria – assim como o foi quando assumiu um Milan sem Kaká e sem reforços. E para a própria Inter, a decisão não será a melhor e nem a menos pior.

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Sinal amarelo

No clima pesado da entrevista coletiva depois da eliminação da Inter de Milão na Liga dos Campeões na última terça-feira, o técnico Roberto Mancini entrou de cara fechada. Era de se esperar. O que caiu como uma bomba foi o anúncio do técnico de Jesi que sairia do clube ao final a temporada. “Creio que estes sejam meus últimos dois meses e meio na Inter”, disse Mancini, antes de se retirar e deixar a imprensa em polvorosa.

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Zalayeta-Gol, a Roma respira

Quem diria? O eterno coadjuvante Zalayeta, juventino por toda uma vida, inesperadamente, reabriu as contas de um campeonato que já parecida com o caixão pregado a favor da Inter. E por uma pequena circunstância – o gol de Javier Zanetti no confronto direto entre Inter e Roma – esta segunda-feira não amanheceu com ares de terror para um time ‘imbatível’ até duas semanas atrás.

Mais do que uma boa partida do Napoli (onde um meio-campo onipotente destruiu as parcas ambições interistas), o que parece seguro afirmar é a existência de uma crise em Appiano Gentile. Antes que o internauta um pouco mais ‘nerazzurro’ possa dizer “Ih, olha lá o corneteiro”, que fique claro: não se trata de uma crise de resultados nem uma crise (ainda) interna, e sim uma crise de jogo.

Exceção feita a alguns trechos de partidas contra adversários mais frágeis e o período do jogo contra a Roma no qual os ‘giallorossi’ estavam com um homem a menos (Mexès tinha sido expulso), a Inter não mostra um jogo fluido durante toda uma partida há tempos. É preciso voltar a 09/12 (Inter 4 x 0 Torino) para se encontrar um jogo no qual a bicampeã italiana justificou o seu pedigree.

Não se pode contudo, falar em crise de resultados para um time que não perdia na Série A há 26 jogos. Em 2008, foram cinco vitórias, três empates e a derrota para ao Napoli. Os seis pontos de vantagem são uma folga considerável – mais ainda se a Inter for eliminada da Liga dos Campeões (as casa de apostas dão preferência de 75% para o Liverpool passar o turno).

A questão psicológica, no entanto, é mais delicada para a Inter. Se, depois de uma derrota que quebrou um tabú de 26 jogos, o time for eliminado da Europa, é difícil saber como o grupo reagirá. A história recente da Inter sugere sempre um clube que entra em ebulição por qualquer razão. Nesta temporada, o objetivo principal do clube é a Liga dos Campeões e uma eliminação teria um peso sensível.

‘Ah, então quer dizer que a Roma vai alcançar a Inter?’. Essa é uma outra questão, porque alem da Inter ter um elenco muito mais extenso e versátil do que a Roma, também o time de Trigoria tem o desafio da Liga dos Campeões. A permanência – ou não – dos ‘giallorossi’ na LC será fundamental para saber quanto o técnico Luciano Spaletti vai medir esforços no campeonato. Se a Inter sair e a Roma não, a líder terá uma competição só para se dedicar, e o inverso também é verdade.

O que não há como negar é que a Inter sofreu dois golpes importantes e a partida contra o Liverpool em San Siro ganhou uma importância extra. Toda a segurança que a Inter tinha até duas semanas atrás pode ir por água abaixo e mesmo o tricampeonato pode acabar sem ter o valor merecido. E se o tri não viesse, então, aí sim, Appiano Gentile pode vir abaixo como os castelos de areia.

Ulivieri demitido; Reggina ‘nei guai’

No momento em que a Reggina decidiu demitir o treinador Massimo Ficcadenti, na 10a rodada da Série A, estava dando um grande passo rumo ao rebaixamento, uma vez que história da Série A mostra que os times que degolam técnicos aumentam suas chances de cair. E quando anunciou o seu substituto, Renzo Ulivieri, deu mais um.

Assim, a demissão de Ulivieri pode até ser a correção de um erro, mas aproxima a Reggina ainda mais de um rebaixamento. Agora, já são 26 rodadas passadas e até a demissão de Ulivieri conta negativamente. A indicação de Nevio Orlandi, olheiro do clube, para o lugar do técnico toscano, soa como um certo ‘conformismo’ do clube calabrês.

Para usar uma imagem cunhada aqui na redação pelo jornalista Ricardo Espina, a Reggina já escorregou na casca de banana, mas a imagem foi congelada antes do choque no chão. Parece que a queda é certa, mas ainda não rolou – pelo menos no papel.

Che Fiore!

O gol de Gobbi contra a Juventus deixou os torcedores da Fiorentina animados, mas a virada juventina no Comunale teve um suspiro de ‘eu já sabia’ por parte das duas torcidas. “Da Juventus, em Turim, não se ganha” (a última vitória da Fiorentina lá tinha sido há 20 anos). Não?

Jogando com uma determinação ‘juventina’, sem Adrian Mutu, com uma escalação nada empolgante no papel (Ujfalusi, Kroldrup, Gamberini, Gobbi na linha defensiva, por exemplo), a Fiorentina obteve um resultado espetacular vencendo a Juve por 3 a 2 e justificando a confiança de Cesare Prandelli, que disse no fim do jogo: “Esse é um time de futuro”.

Alguém pode argumentar que, exceção feita a Zebina, toda a defesa juventina teve algum tipo de blecaute no domingo. Só que os méritos ‘viola’ vão bem alem disso. Prandelli conseguiu jogar só com um volante (Donadel), um meia adaptado à lateral (Gobbi) e um trio de ataque bem ofensivo. O centroavante Pazzini esteve em péssimo dia, mas provavelmente, só ele. O resto da Fiorentina foi digno de aplausos.

E teve também Papa Waigo. A sua jogada no gol de empate mostrou um faro de gol que os jogadores tem ou não tem – não dá para aprender. O senegalês ex-Cesena se desmarcou de Molinaro e arrematou sem chances para um frustrado Buffon, que deu uma bronca imensa no seu lateral. O Guerin Sportivo já aclamou o atacante e cravou em manchete: ‘Viva il Papa!’, o novo herói de Florença.

Cassano, l’Animale, pela enésima vez…

Numa fase em que está jogando muita bola, mas uma vez – a milésima – Cassano se enfia numa confusão por causa de seu comportamento. Depois de uma falta erradamente marcada pelo árbitro Pierpaoli, Cassano reclamou selvagemente e recebeu um amarelo – o segundo – e foi expulso. Para não bater no juiz, Cassano teve de ser contido pelo meio-campista Barone, do Torino.

“Cassabo acaba de perder sua chance de jogar a Euro”, disse o técnico Eugenio Fascetti, o homem que o descobriu em Bari. “Ele precisa entender que certos comportamentos não são aceitáveis. Se eu fosse seu treinador, estaria furioso”, disse Fascetti. “Cassano não é um grande jogador. Ele precisa entender que mesmo com nossa ajuda, corre o risco de ter sua carreira condicionada por atos assim”, afirmou Beppe Marotta, diretor de futebol da Sampdoria e um dos maiores defensores do jogador em Genova.

É realmente uma pena ver um jogador com tamto talento chegar aos 26 anos sem ter conquistado nada. Ele podia ser o herdeiro de Totti na Roma e ter ajudado a Roma a ter um segundo jogador fora-de-série, mas ao invés disso, perdeu um ano e meio em Madri, ganhou o apelido de gordo e não tem a confiança de quase ninguém. Se a Samp quer mesmo recupera-lo, precisa manda-lo a um psicólogo com urgência. O comparativo com Edmundo se faz cada vez mais concreto.

Curtas

A renovação de Kaká com o Milan é bem sintomática de como está o humor do elenco.

Mesmo com o time na 5a colocação, o craque renovou até 2013, o que revela sem dúvidas uma certa confiança nos planos da direção para o futuro.

Do time titular do Milan, o único jogador com contrato a vencer antes de junho de 2010 é Paolo Maldini, que encerra a carreira em três meses.

A Lega Cálcio anunciou que trabalha com as hipóteses de novos horários de jogos para o Italiano seguindo o modelo inglês.

Ou seja: partidas nas noites de segunda-feira e ao meio-dia de domingo.

Dados os problemas defensivos no setor esquerdo da Juventus, começa-se a pensar em alternativas para a temporada que vem.

Além de mais um central (Legrottaglie e Grygera estão ameaçados), é quase certa a chegada de um lateral: Pasqual (Fiorentina) e Taiwo (Olympique-FRA) estão cotados.

Esta é a seleção Trivela da 27ª rodada:

Kalac (Milan); P. Cannavaro (Napoli), Portanova (Siena), Canini (Cagliari); Santacroce (Napoli), Hamsik (Napoli), Aquilani (Roma), Dossena (Udinese); Lavezzi (Napoli), Diamanti (Livorno) e Papa Waigo (Fiorentina)

Passo maior que a perna

Napoli e Genoa esquecem que voltaram da segunda divisão e tiram o sossego de seus treinadores

Se houvesse um “Manual para Times Recém-Promovidos”, no capítulo “Objetivos da primeira temporada na divisão máxima”, leríamos o seguinte: “Jamais um clube recém-promovido deverá almejar as primeiras colocações da tabela na sua primeira temporada, sob a penalidade de estremecer o ambiente no elenco, acabar demitindo o técnico e até mesmo correr risco de rebaixamento. Esta regra só não vale para clubes gigantes como Juventus e Milan”.

Essa regra é meio universal. A menos que seja um clube incrivelmente rico e que possa refazer o elenco de uma temporada para a outra, a troca de divisão representa uma impossibilidade de lutar por posições na ponta. O desnível entre as divisões normalmente é muito alto e a troca de quatro ou cinco atletas – por melhores que eles sejam – não é o bastante para fazer com que um time da Série B se equipare aos melhores da Série A.

Dois clubes italianos, Genoa e Napoli, estão ignorando esse capítulo do “Manual”. O primeiro não faz carnaval, mas em mais de uma ocasião, após uma derrota, o presidente do clube, Enrico Preziosi, deu entrevistas criticando seu técnico, Gian Paolo Gasperini. No dia seguinte, Preziosi se recompunha e prestigiava-o. Até renovou seu contrato, mas basta um mau resultado para começarem os resmungos.

Mas o Napoli parece estar cada vez mais arredio. Ainda que numa honrosas 10ª colocação, o clube partenopeu e seus dirigentes (em especial o presidente Aurelio De Laurentiis) ameaçam o técnico Edy Reja depois de maus resultados. No último fim de semana, o ‘mau resultado’ foi um empate em casa com a Lazio, clube que estava na Liga dos Campeões até semanas atrás.

Ainda no domingo, rumores de que Reja teria sido demitido começaram a circular. Os mesmos rumores tinham circulado durante a semana. Na segunda, De Laurentiis os demsentiu e reafirmou sua “confiança e amizade” a Edy Reja. Mas, convenhamos, não é muito reconfortante.

Reja não é um Rinus Michels. Longe disso. Seu Napoli joga bem mas tem problemas defensivos sérios, especialmente contra times que jogam com atacantes rápidos e capazes de encostar nas laterais. O 3-5-2 do treinador proporciona futebol bonito, mas nem sempre se acautela adequadamente.

Daí a exigir dele algo muito além de um 10º lugar é uma completa bobagem. Exceção ao excelente Hamsik, contratado junto ao Brescia, as maiores contratações do Napoli foram Lavezzi e Zalayeta – não por acaso no setor do time que menos precisa de reforços.

Tanto Napoli quanto Genoa ainda perdem partidas pela ingenuidade de seus elencos (que carecem de nomes de maior expressão e experiência). Contudo, os dois times conseguem eventualmente apresentar um futebol espetacular e ainda assim, não dão mostras de que estarão perto da zona do rebaixamento no final do torneio. Sinceramente: dá para exigir algo além disso de um recém-promovido? Se o torcedor acha que porque o time já foi campeão, não precisa seguir o ‘Manual’, deve tomar cuidado. Ou então pode ter de comprar outro título da mesma coleção: “Como evitar a Depressão Após o Rebaixamento”.

Pau que nasce torto

Não é mais novidade. Semana sim, semana não, a Itália volta às manchetes com algum tipo de problema ligado às torcidas organizadas. Nem a morte de um policial nem a suspensão de uma rodada inteira foram suficientes para que o país desse um jeito na questão. E na 19a rodada, a toada foi a mesma.

Marginais, travestidos de torcedores, vindos de Catania encontraram-se com criminosos vestindo camisas da Roma antes do jogo entre as duas equipes no último domingo, nas imediações do estádio Olímpico de Roma. O saldo, como sempre foi de alguns feridos. Um deles, em estado grave, foi para a UTI de um hospital romano.

O leitor há de se perguntar o que foi que aconteceu com as proibições do Observatório Nacional das Manifestações Esportivas, que vetava às torcidas visitantes de ir aos jogos. Na verdade, este colunista também se perguntou a mesma coisa, embora já intuísse a resposta. O rigor inicial passou e a Casa de Mãe Joana voltou a vigorar.

Nesta semana, o Observatório fará uma reunião para discutir o comportamento dos torcedores de Roma, Napoli, Atalanta, Verona, Inter, Juventus, Lazio, Salernitana e Juve Stabia. Só que desde já, é possível dizer que não é bom se esperar muita coisa. Uma ou outra declaração, algum dirigente fazendo declarações com cara de bravo. Depois, volta a mesma zona. Quando os públicos começarem a declinar, que ninguém estranhe.

Muito líder, sem esforço

No final de semana, a Internazionale bateu o Parma e manteve sete pontos de vantagem para a Roma. Mas não merecia vencer. O Parma foi mais incisivo, procurou mais o jogo e vencia a partida até o árbitro marcar um pênalti de Fernando Couto (que custou a sua expulsão), o que desequilibrou de vez o jogo.

O ponto a ser notado é que a Inter ganha mesmo quando joga mal. E quando joga mal, dá a sensação de que não decide a partida porque não quer, tal é a superioridade – especialmente individual – de sua equipe. Um cinismo que Juventus e Milan cansaram de ter nas últimas décadas. O campeonato ainda está aberto, mas nenhuma análise que não leve em conta alguma grande mudança de rota pode mostrar o troféu indo parar em outro lugar além de Via Durini.

Pela primeira vez em muitos anos, a Inter tem um time sólido, a ponto de mesmo com entradas de jogadores como “Zé Costela” Materazzi não façam a casa vir abaixo. Os três volantes no meio-campo (contra o Parma eram Maniche, Cambiasso e Javier Zanetti) proporcionam tanto equilíbrio que os jogos interistas são uma questão de tempo até o golpe final – mesmo que a Inter quase nunca tenha um futebol empolgante.

Roma, Milan e Juventus, os únicos três teoricamente capazes de uma reação (ou pela tabela ou pelo elenco), não seguem o passo. A Roma empolga, mas às vezes patina. A Juventus paga o preço de um elenco em contrução (embora faça algumas seqüências interessantes de jogos). O Milan? Bem, o Milan parece já ter admitido que se contentará com o quarto lugar na Série A e que o verdadeiro objetivo é mesmo a Liga dos Campeões.

Depois de 200 partidas no comando da Inter, o técnico Roberto Mancini pode reclamar parte do mérito do sucesso de seu time. Mancini tem mexido na escalação do time frequentemente sem perder, gerencia um elenco milionário e resiste ao caldeirão que é o clube. Não é pouco. Para o ‘scudetto’ da Inter, no entanto, calar os críticos, o time precisa convencer mais no seu jogo. Até agora, os resultados empolgam mais do que o jogo.

Curtas

Já se decidiu que a partida da Copa Itália, entre Sampdoria e Roma, não poderá ter torcedores da Roma, visitante.

Seleção Trivela da 19a rodada:

Amelia (Livorno); Bonera (Milan), Zapata (Udinese), Galante (Livorno) e Pasquale (Livorno); Hamsik (Napoli), De Rossi (Roma), Locatelli (Siena), e Giuly (Roma); Brienza (Reggina); Gilardino (Milan)

0 x 0. E a Juve agradece…

A última vez que Milan e Inter se enfrentaram pelo Campeonato Italiano e ninguém fez nenhum gol foi na temporada 1989/90, quando os interistas levantaram seu último ‘scudetto’. Toda a expectativa gerada nas últimas semanas para o derby (que teve 79.775 pagantes, para mais de € 1,5 milhões de bilheteria) acabou frustrada. Não foi uma partida horrorosa, mas esteve longe de ser o espetáculo que todos queriam.

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