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Sete times e 90 minutos

Era uma vez um campeonato que, durante todo o ano, teve altos e baixos (mais baixos do que altos). Mas na sua última rodada, não. Tudo mudou. Sete entre seus vinte times entrariam em campo nos últimos 90 minutos precisando vencer para garantir alguma coisa. Até o título sairia de um jogo do líder contra um time que tinha que ganhar para não cair, além de torcer para o vice-líder bater outro ameaçado numa outra partida.

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Metralharam a Cinderela

A semana passada doeu em várias torcidas. Muito se falou do massacre do Zenit sobre o Bayern de Munique na Copa Uefa e da sofrida eliminação do Liverpool na LC. Mas ninguém – ninguém mesmo – teve uma semana tão infernal quanto a Fiorentina, a equipe mais simpática e promissora da Itália na temporada.

A simpatia da Fiorentina é fácil de explicar: é difícil não gostar de Florença e sua rebeldia organizada e sua cultura tão enraizada. O Artemio Franchi é um estádio com uma atmosfera sensacional, uma torcida apaixonada (ainda que às vezes imbecil na sua violência) e uma independência histórica do eixo Roma-Milão-Turim. E promissora porque nos últimos anos tem contratado os melhores jovens da Itália, como Pazzini, Montolivo, Potenza, Cacia.

Só que em uma semana, o mundo fiorentino ruiu. Antes do jogo com a Sampdoria, a Fiorentina tinha quatro pontos de vantagem sobre o Milan no campeonato, com quatro rodadas para seu final (com uma conseqüente vaga na Liga dos Campeões) e uma semifinal da Copa Uefa para decidir em casa (sem desvantagem para reverter).

Um empate no último minuto, uma derrota nos pênaltis e uma derrota merecida para o Cagliari simplesmente devastaram aquela que, na próxima temporada, poderia ser a Cinderela do futebol europeu, candidatando-se a fixar-se na LC a médio prazo. Com um grupo jovem, as pauladas derrubaram o time e agora é difícil dizer quando – e se – ele vai se recuperar.

O gol marcado por Gastaldello no empate da Fiore com a Samp afetou o grupo, sim, mas foi a desclassificação na Uefa que fez tudo ruir. A Fiorentina se dava como certa na final de Manchester. Ia pegar o Rangers e bastava ganhar de 1 a 0. Aí estava o problema.

O ataque fiorentino, até pela sua juventude (Vieri à parte), é estéril quando a coisa aperta. Pazzini, Vieri, Cacia, Di Carmine, Lepiller, Osvaldo, Papa Waigo, Santana e mesmo Mutu foram incapazes de decidir. E nos pênaltis, tudo foi para o saco. Inclusive Vieri, que ao desperdiçar sua cobrança, sofreu uma distensão muscular e está fora da temporada – e da Fiorentina (que não renovará seu contrato).

O golpe foi forte. Muito forte. Depois do jogo, o zagueiro Ujfalusi praticamente confirmou que está acertado com o Atlético Madrid, o técnico Prandelli admitiu que seu time é jovem demais e rumores de discussões entre os jogadores vazaram na imprensa. No domingo, a pá de cal veio na Sardenha. O Cagliari dominou amplamente o jogo e merecia até um placar mais elástico do que o 2 a 1. Para piorar, Mutu se destemperou e falou o diabo para o árbitro Farina, que o expulsou.

O que mais pesa contra o time toscano é o retrospecto de médio prazo. São 10 derrotas nos últimos 24 jogos. Agora, o Milan depende só de si para ficar com a quarta vaga na LC e a Fiorentina não tem nem Vieri nem Mutu e o jogo contra o Parma é vitam para manter as chances de sonho da LC, a única coisa que faria a temporada não soar como um fracasso.

Para a preocupação da torcida, o grande problema é o momento da crise. A quatro rodadas do fim da temporada, o time poderia se sagrar campeão da Uefa e ter uma vaga na Liga dos Campeões. Agora pode não ter nada e ainda perder jogadores importantes (além de Ujfalusi, o goleiro Frey também deve sair), além de questionar talentos como Pazzini (que o clube gostaria de trocar por Borriello, do Genoa), Montolivo, Kuzmanovic e outros. Quanto isso pode comprometer o projeto de Prandelli? Isso não tem como dizer agora.

O Parma tem seu Capitão Nascimento

Na semana passada, quando o Parma perdeu na Calábria para a Reggina, concorrente direta contra o rebaixamento, um clima de funeral se abateu sobre o elenco. Foi a segunda derrota seguida em um jogo no qual o Parma estava vencendo e tomou a virada depois de uma expulsão (Mariga contra o Napoli e Paci contra a Reggina). O meia Morrone chegou até a deixar o campo xingando o técnico Hector Cúper por ter substituído Cristiano Lucarelli.

Mas antes que a balbúrdia reinasse em Collechio, o CT do Parma, o presidente do clube, Tommaso Ghirardi, tomou as rédeas e assumiu seu lado Capitão Nascimento. Depois de uma bronca violentíssima no time, ainda na Calábria, Ghirardi ganhou pontos com a torcida ao adotar uma disciplina draconiana no clube.

“É mentira que eu vá deixar o clube [n. Do e.: Ghirardi comprou o Parma há dois anos]. Também não é verdade que eu esteja aborrecido com Cúper”, disse Ghirardi. “Saímos da Calábria no máximo da humilhação e me sinto envergonhado como torcedor”, disse o dirigente.

Depois de poupar o técnico e a torcida, Ghirardi não poupou munição. “Também tenho orgulho e sofrer os insultos e cuspidas que eu sofri não é fácil. Mas que todos saibam: não deixarei de dar meu apoio moral nem financeiro, mesmo caso acontecesse uma desgraça esportiva que rebaixasse o Parma”, afirmou à agência italiana Ansa.

“Mas não é justo que eu pague a conta sozinho: os responsáveis por esse possível rebaixamento – os jogadores – sofrerão as eventuais penas do inferno junto comigo e com o Parma e terão de comer o pão que o Diabo amassou e coisas muito piores. E garanto: todo o elenco ficará em caso de rebaixamento, até que o Parma seja recolocado na sua posição devida”, disse o empresário.

Ghirardi assumiu a responsabilidade por parte dos erros, dizendo que errou em apostar nos jovens e em um técnico fora do “circuito” (Domenico Di Carlo). “Mas é que eu queria fugir dos nomes de sempre e fazer crescer jovens identificados com o clube”, afirmou. No domingo, o preço do ingresso em Parma foi reduzido em 75% e o estádio estava lotado, ajudando o time a superar um difícil Genoa. Contra Fiorentina e Inter, o Parma terá de comer a grama como fez no domingo. Caso contrário, segundo garante Ghirardi, passará toda a próxima temporada com coisas piores do que capim no prato.

Os duelos dos desesperados

Todos os focos estarão voltados para San Siro no próximo fim de semana. É ali que debe acontecer a partida que definirá o campeão italiano. A Internazionale enfrentará um Siena que já se salvou do rebaixamento matematicamente precisando de uma vitória simples para assegurar-se o título.

Contudo, Livorno e Reggio Calábria hospedarão jogos que significarão muito mais para os times envolvidos. Na Toscana, o time ‘amaranto’ pega o Torino, enquanto na Calábria, a Reggina receberá o Empoli. Em disputa nas duas partidas, seis pontos envolvendo quatro ameaçados diretos pelo rebaixamento. Nas duas partidas, quem perder, cai. Ou quase.

Com 30 pontos, o Livorno está praticamente rebaixado, já que o Catania – primeiro time hoje fora da zona de rebaixamento – tem cinco pontos a mais. A única coisa que pode soar como positiva de alguma forma é o fato dos dois últimos adversários serem rivais diretos na luta contra a queda: Torino e Empoli. A última vitória do Livorno na Série A ocorreu no começo de março, há dez rodadas (1 a 0 no Catania).

O Torino, adversário ‘livornese’ na próxima rodada, tem quatro pontos a mais do que o primeiro da zona de rebaixamento, mas antes do sucesso contra o Napoli, tinha sofrido quatro derrotas seguidas (a última vitória também tinha sido sobre o Catania). Jogando numa retranca quase sórdida, é pouco provável que o ‘Toro’ dê ao Livorno alguma sobrevida depois do próximo jogo.

No Oreste Granillo, a Reggina pode definir a sua premanência na Série A e fechar o caixão do Empoli. A ressurreição da Reggina se debe basicamente aos dois ‘trequartistas’ do time, Cozza e Brienza, que deram um novo ânimo ao time. No Empoli, nem o bom jogo de Giovinco sugere uma salvação.

Outros dois jogos são fundamentais para a decisão das vagas: além da já citada Fiorentina x Parma, em Florença, também a viagem do Catania a Turim para pegar a Juventus é vital. Se Parma e Catania não vencerem, dificilmente escapam na última rodada. Pelas circunstâncias e calendário, Livorno, Catania e Empoli parecem, hoje, os mais ameaçados.

Curtas

– Na semana passada, a Gazzetta Dello Sport se referiu a Filippo Inzaghi como “descontrolado” ao fazer gols sem parar “para levar o Milan sozinho à Liga dos Campeões”.

– Com o gol contra a Inter, já são nove em cinco jogos.

– A boa fase é tamanha que o Milan até começou a declarar que não está mais interessado em Ronaldinho Gaúcho.

– Claro que ainda está, mas com um Inzaghi assim, o Barcelona terá de pedir menos do que os €35 milhões desejados.

– Nesta segunda-feira, o francês Mathieu Flamini já fez testes em Milão e já é jogador do clube de Kaká.

– Na antepenúltima rodada do Italiano, nenhum empate: seis vitórias dos mandantes e quatro dos visitantes.

– Seleção Trivela da 36a rodada:

– Doni (Roma); Motta (Torino), Nesta (Milan), Padoin (Atalanta); Adriano Ferreira Pinto (Atalanta), Cossu (Cagliari), Ambrosini (Milan), Sammarco (Sampdoria), Kaká (Milan); Inzaghi (Milan), Amauri (Palermo).

A casa caiu

Ao terceiro apito do árbitro Konrad Plautz, no fim de Milan 0 x 2 Arsenal, o semblante do time em campo era soturno – assim como nas arquibancadas do Giuseppe Meazza. Nas redações italianas e do mundo, o burburinho de uma “reformulação profunda” no clube estava com força total. No entanto, a torcida aplaudiu os jogadores, que retribuíram. Presidente e vice do clube desceram ao vestiário e agradeceram os jogadores (mesmo os reservas) e técnico, individualmente. Parece uma contradição?
Mais do que isso. Não há dúvidas de que o Milan fez o que pôde contra um Arsenal muito mais forte fisicamente e a temporada comprovou as limitações de um elenco carente. Haverá uma revolução? Tudo indica que não, ainda que os ‘bem-informados’ de plantão insistam no contrário.
A diretoria e comissão técnica certamente erraram na montagem do elenco para esta temporada – fato indiscutível. A um elenco de idade avançada, agregaram-se somente Alexandre Pato (a partir da metade dela) e Ba, um ex-jogador que provavelmente foi contratado por questões pessoais, a exemplo do holandês Esajas há alguns anos (que era amigo de infância de Seedorf). Ah, sim, também chegou Emerson, mas para azar do brasileiro, numa região do time em que o elenco não precisava de reforços.
A crítica mais comum ao Milan – a idade do elenco – é válida, mas não totalmente. O jogador mais velho do grupo, o lendário Paolo Maldini, foi um monstro nos últimos três jogos e deixou claro: se não tiver de atuar em 60 jogos no ano, ainda é um fora-de-série. E uma melhora nas condições de seu joelho o prontificaram a repensar a aposentadoria e cogitar mais um ano em ‘rossonero’.
Exaustão física, contusões e limitações de um grupo carente tecnicamente (leia abaixo) tiraram o Milan da briga domestica e internacionalmente. Contra o Arsenal, o cansaço do Milan foi claro nos dois jogos e não fosse o ‘bunker’ e a ausência de um artilheiro nato no time inglês, dois placares de 3 a 0 não seriam injustos, assim como os 18 pontos que separam Inter e Milan no campeonato também não o são.
O clima no elenco parece sereno e uma vaga na Liga dos Campeões (agora a um ponto de distância) está ao alcance. Com um jogo por semana, recuperando Seedorf, Jankulovski e Gattuso, apostar no Milan na quarta colocação da Série A em maio é seguro, ainda que o time não tenha um goleiro confiável, nem substitutos para a maioria das posições. Mais do que nunca, o time precisará de sua experiência. Felizmente para Kaká e companhia, isso sobra em Milanello.
Mercado mirado?

Pegando-se o time base do Milan (Dida; Oddo, Nesta, Maldini e Kaladze; Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká; Gilardino (Inzaghi) e Pato), só nos extremos – o gol e o ataque – é que há necessidade urgente de reforços. Já no banco de reservas, uma longa lista de dispensas seria conveniente (Cafu, Serginho, Gourcuff, Favalli, Fiori, Ba e um entre Simic e Bonera).
Aí que jaz o problema que trouxe o Milan abaixo na LC – a necessidade de rodízio. No elenco como um todo, vários adversários europeus como Manchester United, Real Madrid, Barcelona, e alguns domésticos, como Inter e até mesmo a Roma, têm reservas mais próximos da qualidade dos titulares. Sob esta ótica, sim, se deve falar em necessidade de uma ‘revolução’ no Milan.
Só que a navalha não deve cortar tão fundo. O ambiente em Milanello leva muito em conta os vínculos pessoais e sob este aspecto, é difícil imaginar uma demissão em massa acontecer. Renovações de contrato recentes, como (e principalmente) a de Kaká, até 2013, sugerem que o grupo sabe o que vai acontecer e está todo de acordo.
As contratações no Milan dividem-se entre as ‘urgentes’, as ‘necessárias’ e as ‘convenientes’, seguindo uma ordem de gradação. Na primeira categoria, sem dúvida, estão as de um goleiro e um centroavante. Dida não perdeu a posição por preconceito ou perseguição, como eventualmente se vê a mídia brasileira sugerir, mas porque não tem uma boa performance há tempos. Apesar da fase regular, Kalac dá, no máximo, um bom reserva. Na frente, Gilardino não dá conta do recado e Inzaghi, 34 anos, é ótimo para atuar em 30 jogos no ano, mas insuficiente para uma temporada, especialmente com Pato ainda amadurecendo.
Entre as ‘necessárias’, o Milan faria bem em investir em um zagueiro central jovem, além de alternativas (também jovens) para as laterais da defesa. A retaguarda milanista, mesmo com alta média de idade (quase 34 anos) é a segunda melhor da Série A e se mantiver a média de 0,7 gols sofridos por jogo, está ótimo. Só que é prudente pensar no futuro e um dia Nesta e até Maldini vão parar de jogar.
Na categoria ‘convenientes’, o clube poderia dar a Carlo Ancelotti mais uma alternativa de jogo pelas alas (fala-se insistentemente em Zambrotta, do Barcelona) e tentar encontrar alguém para cobrir o papel de Pirlo, mesmo que isso significasse maturar um jogador novo. O esquema do Milan é ‘Pirlo-dependente’ e quando o bresciano não atua, o time se ressente. Alternativas possíveis? Uma improvisação de Seedorf na posição ou a escalação de Kakha Kaladze ali – na verdade, sua posição de origem no Dínamo Kiev e Dínamo Tbilisi.
O internauta pode se perguntar: “ah, mas o Milan já não precisava disso tudo no ano passado?”. É, precisava. Mas em favor da diretoria de Via Turati, pode-se argumentar que Dida não estava tão mal, que Ronaldo dava sinais de uma recuperação definitiva e mesmo Gilardino tinha marcado seus golzinhos (16, na última temporada). Daí fica a dúvida sobre qual será a atitude no mercado. Se não agir como um clube grande, o próximo será ainda pior, com o time um ano mais velho, com a Juventus mais poderosa e com Inter e Roma mais reforçadas.
Risco Parma, Cagliari condenado

A demissão do sétimo treinador na Série A (Domenico Di Carlo, do Parma) dá uma dimensão de quão caótico é o ambiente do atual torneio. Cagliari, Empoli, Livorno, Palermo, Reggina e Siena também já alteraram o comando (alguns, mais de uma vez) e arriscaram-se a virar estatística. Com tudo, com tanta gente chutando o balde, demitir o técnico deixou de ser quesito pró-rebaixamento.
Di Carlo pagou um preço pelo qual tem uma parcela de responsabilidade. Embora tenha a base muito jovem, o time tem um elenco para estar numa posição melhor do que a atual. Com Cristiano Lucarelli no ataque e alguns dos mais promissores jovens italianos da Série A (Dessena, Cigarini, Paci, Moretti, Mariga), os resultados do Parma ainda são perigosamente inconstantes.
Os favoritos para assumir o cargo, Nevio Scala e Alberto Zaccheroni, têm cancha suficiente para reverter o quadro. Scala conduziu o Parma em uma das melhores fases de sua história (dirigiu o time na Liga dos Campeões) e Zaccheroni, entre altos e baixos, fez uma Udinese formidável em 1998.
Quem parece mesmo fadado a passar um ano sabático na Série B é o Cagliari. Depois de todas as presepadas de seu proprietário, Massimo Cellino, o time é uma âncora e a última colocação lhe pertence desde a 13a rodada, consecutivamente. De lá para cá, somente duas vitórias em 15 jogos.
Seis clubes, três vagas

Uma derrota do Pisa e empates de Lecce Bologna e Chievo mergulharam a Série B numa corrida emocionante novamente, favorecendo o Brescia (numa reação considerável) e o líder improvável Albinoleffe. Cinco pontos separam o sexto colcado Pisa do líder de Bérgamo.
E são exatamente esses dois times – Pisa e Albinoleffe – que se enfrentam na partida mais interessante da próxima rodada. Na Arena Garibaldi, de Pisa, o clube que despontou como sensação do campeonato ateará fogo na disputa caso vença o ‘Leffe’, que nesse caso poderá ser ultrapassado por Bologna e Chievo (que recebem Piacenza e Ascoli). O Lecce visita o Spezia (que derrubou o Verona na última temporada) e o Brescia viaja a Mantova, um perigoso adversário, que está na ponta do ‘segundo bloco’ da tabela.
Curtas

– O clube de Appiano Gentile completou um século numa das melhores fases de sua história. E as comemorações foram merecidas.
– Leia o ‘Conheça o Clube’ feito por Dassler Marques, sobre um dos maiores clubes do mundo.
– Júlio César (Inter); Loria (Siena), Grygera (Juventus), Maldini (Milan) e Radu (Lazio); Ambrosini (Milan), De Rossi (Roma) e Camoranesi (Juventus); Kaká (Milan); Totti (Roma) e Pandev (Lazio).

A casa caiu
Ao terceiro apito do árbitro Konrad Plautz, no fim de Milan 0 x 2 Arsenal, o semblante do time em campo era soturno – assim como nas arquibancadas do Giuseppe Meazza. Nas redações italianas e do mundo, o burburinho de uma “reformulação profunda” no clube estava com força total. No entanto, a torcida aplaudiu os jogadores, que retribuíram. Presidente e vice do clube desceram ao vestiário e agradeceram os jogadores (mesmo os reservas) e técnico, individualmente. Parece uma contradição?
Mais do que isso. Não há dúvidas de que o Milan fez o que pôde contra um Arsenal muito mais forte fisicamente e a temporada comprovou as limitações de um elenco carente. Haverá uma revolução? Tudo indica que não, ainda que os ‘bem-informados’ de plantão insistam no contrário.
A diretoria e comissão técnica certamente erraram na montagem do elenco para esta temporada – fato indiscutível. A um elenco de idade avançada, agregaram-se somente Alexandre Pato (a partir da metade dela) e Ba, um ex-jogador que provavelmente foi contratado por questões pessoais, a exemplo do holandês Esajas há alguns anos (que era amigo de infância de Seedorf). Ah, sim, também chegou Emerson, mas para azar do brasileiro, numa região do time em que o elenco não precisava de reforços.
A crítica mais comum ao Milan – a idade do elenco – é válida, mas não totalmente. O jogador mais velho do grupo, o lendário Paolo Maldini, foi um monstro nos últimos três jogos e deixou claro: se não tiver de atuar em 60 jogos no ano, ainda é um fora-de-série. E uma melhora nas condições de seu joelho o prontificaram a repensar a aposentadoria e cogitar mais um ano em ‘rossonero’.
Exaustão física, contusões e limitações de um grupo carente tecnicamente (leia abaixo) tiraram o Milan da briga domestica e internacionalmente. Contra o Arsenal, o cansaço do Milan foi claro nos dois jogos e não fosse o ‘bunker’ e a ausência de um artilheiro nato no time inglês, dois placares de 3 a 0 não seriam injustos, assim como os 18 pontos que separam Inter e Milan no campeonato também não o são.
O clima no elenco parece sereno e uma vaga na Liga dos Campeões (agora a um ponto de distância) está ao alcance. Com um jogo por semana, recuperando Seedorf, Jankulovski e Gattuso, apostar no Milan na quarta colocação da Série A em maio é seguro, ainda que o time não tenha um goleiro confiável, nem substitutos para a maioria das posições. Mais do que nunca, o time precisará de sua experiência. Felizmente para Kaká e companhia, isso sobra em Milanello.
Mercado mirado?
Pegando-se o time base do Milan (Dida; Oddo, Nesta, Maldini e Kaladze; Gattuso, Pirlo, Seedorf e Kaká; Gilardino (Inzaghi) e Pato), só nos extremos – o gol e o ataque – é que há necessidade urgente de reforços. Já no banco de reservas, uma longa lista de dispensas seria conveniente (Cafu, Serginho, Gourcuff, Favalli, Fiori, Ba e um entre Simic e Bonera).
Aí que jaz o problema que trouxe o Milan abaixo na LC – a necessidade de rodízio. No elenco como um todo, vários adversários europeus como Manchester United, Real Madrid, Barcelona, e alguns domésticos, como Inter e até mesmo a Roma, têm reservas mais próximos da qualidade dos titulares. Sob esta ótica, sim, se deve falar em necessidade de uma ‘revolução’ no Milan.
Só que a navalha não deve cortar tão fundo. O ambiente em Milanello leva muito em conta os vínculos pessoais e sob este aspecto, é difícil imaginar uma demissão em massa acontecer. Renovações de contrato recentes, como (e principalmente) a de Kaká, até 2013, sugerem que o grupo sabe o que vai acontecer e está todo de acordo.
As contratações no Milan dividem-se entre as ‘urgentes’, as ‘necessárias’ e as ‘convenientes’, seguindo uma ordem de gradação. Na primeira categoria, sem dúvida, estão as de um goleiro e um centroavante. Dida não perdeu a posição por preconceito ou perseguição, como eventualmente se vê a mídia brasileira sugerir, mas porque não tem uma boa performance há tempos. Apesar da fase regular, Kalac dá, no máximo, um bom reserva. Na frente, Gilardino não dá conta do recado e Inzaghi, 34 anos, é ótimo para atuar em 30 jogos no ano, mas insuficiente para uma temporada, especialmente com Pato ainda amadurecendo.
Entre as ‘necessárias’, o Milan faria bem em investir em um zagueiro central jovem, além de alternativas (também jovens) para as laterais da defesa. A retaguarda milanista, mesmo com alta média de idade (quase 34 anos) é a segunda melhor da Série A e se mantiver a média de 0,7 gols sofridos por jogo, está ótimo. Só que é prudente pensar no futuro e um dia Nesta e até Maldini vão parar de jogar.
Na categoria ‘convenientes’, o clube poderia dar a Carlo Ancelotti mais uma alternativa de jogo pelas alas (fala-se insistentemente em Zambrotta, do Barcelona) e tentar encontrar alguém para cobrir o papel de Pirlo, mesmo que isso significasse maturar um jogador novo. O esquema do Milan é ‘Pirlo-dependente’ e quando o bresciano não atua, o time se ressente. Alternativas possíveis? Uma improvisação de Seedorf na posição ou a escalação de Kakha Kaladze ali – na verdade, sua posição de origem no Dínamo Kiev e Dínamo Tbilisi.
O internauta pode se perguntar: “ah, mas o Milan já não precisava disso tudo no ano passado?”. É, precisava. Mas em favor da diretoria de Via Turati, pode-se argumentar que Dida não estava tão mal, que Ronaldo dava sinais de uma recuperação definitiva e mesmo Gilardino tinha marcado seus golzinhos (16, na última temporada). Daí fica a dúvida sobre qual será a atitude no mercado. Se não agir como um clube grande, o próximo será ainda pior, com o time um ano mais velho, com a Juventus mais poderosa e com Inter e Roma mais reforçadas.
Risco Parma, Cagliari condenado
A demissão do sétimo treinador na Série A (Domenico Di Carlo, do Parma) dá uma dimensão de quão caótico é o ambiente do atual torneio. Cagliari, Empoli, Livorno, Palermo, Reggina e Siena também já alteraram o comando (alguns, mais de uma vez) e arriscaram-se a virar estatística. Com tudo, com tanta gente chutando o balde, demitir o técnico deixou de ser quesito pró-rebaixamento.
Di Carlo pagou um preço pelo qual tem uma parcela de responsabilidade. Embora tenha a base muito jovem, o time tem um elenco para estar numa posição melhor do que a atual. Com Cristiano Lucarelli no ataque e alguns dos mais promissores jovens italianos da Série A (Dessena, Cigarini, Paci, Moretti, Mariga), os resultados do Parma ainda são perigosamente inconstantes.
Os favoritos para assumir o cargo, Nevio Scala e Alberto Zaccheroni, têm cancha suficiente para reverter o quadro. Scala conduziu o Parma em uma das melhores fases de sua história (dirigiu o time na Liga dos Campeões) e Zaccheroni, entre altos e baixos, fez uma Udinese formidável em 1998.
Quem parece mesmo fadado a passar um ano sabático na Série B é o Cagliari. Depois de todas as presepadas de seu proprietário, Massimo Cellino, o time é uma âncora e a última colocação lhe pertence desde a 13a rodada, consecutivamente. De lá para cá, somente duas vitórias em 15 jogos.
Seis clubes, três vagas
Uma derrota do Pisa e empates de Lecce Bologna e Chievo mergulharam a Série B numa corrida emocionante novamente, favorecendo o Brescia (numa reação considerável) e o líder improvável Albinoleffe. Cinco pontos separam o sexto colcado Pisa do líder de Bérgamo.
E são exatamente esses dois times – Pisa e Albinoleffe – que se enfrentam na partida mais interessante da próxima rodada. Na Arena Garibaldi, de Pisa, o clube que despontou como sensação do campeonato ateará fogo na disputa caso vença o ‘Leffe’, que nesse caso poderá ser ultrapassado por Bologna e Chievo (que recebem Piacenza e Ascoli). O Lecce visita o Spezia (que derrubou o Verona na última temporada) e o Brescia viaja a Mantova, um perigoso adversário, que está na ponta do ‘segundo bloco’ da tabela.
Curtas
– O clube de Appiano Gentile completou um século numa das melhores fases de sua história. E as comemorações foram merecidas.
– Leia o ‘Conheça o Clube’ feito por Dassler Marques, sobre um dos maiores clubes do mundo.
– Júlio César (Inter); Loria (Siena), Grygera (Juventus), Maldini (Milan) e Radu (Lazio); Ambrosini (Milan), De Rossi (Roma) e Camoranesi (Juventus); Kaká (Milan); Totti (Roma) e Pandev (Lazio).

Quitandinha Série A

Se você já é fã do futebol italiano há algum tempo, provavelmente não se espantou que Ronaldinho não foi para o Milan, que Gerrard não apareceu na Juventus nem que outro maioral qualquer não foi contratado pela Inter. É, depois do escândalo de 2006, o futebol italiano empobreceu em todos os sentidos – especialmente o financeiro. Virou uma mercearia. Ou uma quitanda,

Mas mesmo o torcedor menos exigente há de ter torcido o nariz para as contratações que os clubes italianos fizeram para a reta final do torneio. Se todos os elencos estivessem azeitadíssimos e estivesse sobrando futebol, ainda haveria uma desculpa. Mas este não era o caso.

Exceção feita à Juventus, que buscou dois ótimos nomes em Stendardo e Sissoko, todos os outros clubes ficaram observando. Ta a Inter contratou Maniche, mas não é que o português seja a reencarnação de Eusébio – e na verdade a Inter não está carente. Todos – sem exceção – os outros clubes poderiam ter feito retoques e não seria exagero.

O campeão da necessidade é o Milan, que manteve a política de ficar fiel aos “velhos” heróis. O inconveniente é que o time está muito mal na Série A (ao menos em termos de futebol) e se bobear pode ficar até sem o quarto posto e a respectiva vaga na Liga dos Campeões.

Entre os que não estão mal e até que fizeram um mercadinho razoável está a Lazio. O atacante Bianchi, o meia Dabo e os defensores Radu e Rozehnal devem agregar bastante, mas a Lazio não foi atrás da posição que mais a castigou no primeiro turno – o gol, onde o goleirossauro Balotta alterna atuações ótimas com vexames épicos.

O Napoli, já entre os times que tem ambições mais modestas, poderia ter gastado mais, mas fez contratações que prometem também em médio prazo. O volante Pazienza pode ser um excelente companheiro para Hamsik; o defensor Santacroce chega ao San Paolo cercado de boas recomendações e o goleiro Navarro, dos Argentinos Jrs. – ARG também era cotado para várias outras equipes.

Entre as boas assinaturas “esparsas” no ‘calcio’, estão a volta de Cristiano Lucarelli ao futebol italiano, com a camisa do Parma (que realmente precisa de um goleador nato), o defensor belga Vanden Borre, indo ao Genoa (na Fiorentina teve espaço zero) e Franco Brienza, na Reggina (que já estreou até fazendo gol).

Faltaram contratações que levassem à Bota nomes de peso no continente, ou ao menos craques em potencial, como o eslovaco Hamsik, por exemplo(que chegou ao Brescia há 18 meses sem nenhum alarde e hoje é o nome mais importante do Napoli). A falta de brilho do campeonato deste ano – também – é culpa da falta de craques.

Nhaca milanista

Com Dida em má fase E se machucando, com o legendário Maldini se preparando para abandonar os gramados e com um Pato que ainda alterna devastações e sumiços, o Milan se arrasta no campeonato. Não há riscos de grandes vexames, mas o time jpga muito mal mesmo. E a caveira de burro continua enterrada em San Siro. E é rubro-negra.

Oirregular Kalac vem jogando com mais freqüência e há rumores de que a relação entre Dida e o técnico Carlo Ancelotti estaria se deteriorando. Um site brasileiro falou na semana passada em “marginalização” de Dida por parte de Ancelotti, mas é uma obesa pataquada. Ancelotti sempre defendeu Dida com ferocidade, mesmo depois de frangos fantásticos do brasileiro.

A última baixa em Milanello parece ser o guerreiro Gattuso, que com um estiramento, estaria com um mês de férias forçadas agendadas. No período, Gattuso ficaria de fora de uma ou até as duas partidas com o Arsenal pela LC, o que seria péssimo. A coisa só não é pior, porque o Milan tem Emerson, que poderia ganhar ritmo com a vaga repentina no time.

Pataquê patacolá

Não há uma lembrança de tanta expectativa para a estréia de um jogador de 18 anos, com pouco mais de 50 partidas nas costas do que a que foi despejada em cima de Alexandre Pato. Técnico, companheiros, diretores, todos no Milan só fizeram aumentar a cobrança da torcida. Um desastre se anunciava. Conseguiria Pato fazer o que se esperava dele ou iniciaria-se uma “fritura” de talentos?

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A batalha da Terra Média

Se o retorno da Juventus à Série A promete uma temporada acirrada na briga pelas primeiras posições, outra briga muito boa deve ser aquela entre equipes no meio da tabela: aliás, na verdade, a força das equipes médias italianas é que faz com que o torneio seja tão duro para os grandes clubes.

A principio fora da luta pelo titulo, Sampdoria, Udinese, Torino, Atalanta, Genoa, Napoli e Empoli fazem pré-temporadas e contratações que deixam boas expectativas para as suas chances no campeonato, sem economizar e apostando em treinadores que gostam de planejar e não o rame-rame de ‘prancheta e amarelinha’.

Mesmo nesse batalhão, ainda há subdivisões: Genoa, Sampdoria e Udinese, aparentemente se esforçarão até mesmo para surpreender algum dos grandes clubes. Os investimentos dos três parecem apontar para a montagem de times realmente fortes e que, porque não, não fariam milagres se lutassem por vagas na Europa.

Em Genova, uma briga particular entre Sampdoria e Genoa, que pela primeira vez se enfrentam na Série A em mais de uma década. A Samp tem uma base mais entrosada e já acostumada à Série A, mas o Genoa conta com jogadores que tem tudo para se destacar no campeonato.

A Samp fez uma campanha de contratações quase toda ela italiana. O goleiro Mirante, da Juventus, o volante Sammarco e os atacantes Bellucci e Caracciolo encorparam muito o elenco de Walter Mazzarri, o arquiteto da milagrosa permanência da Reggina na primeira divisão. No Genoa. O bom arqueiro Pegolo, o meia-atacante Leon e o atacante Di Vaio podem ser a base de um time consistente.

Depois de garantir o passe de Quagliarella, a Udinese naturalmente chamou as atenções sobre si. O atacante italiano mais badalado do momento fará com Floro Flores e Di Natale um tridente ofensivo bem respeitável. Mesmo com as vendas de Muntari (Portsmouth – ING) e Iaquinta (Juventus), o clube de Udine desponta como forte candidato a ser um grande incômodo para os grandes.

Entre os outros quatro – Atalanta, Empoli, Napoli e Torino – a palavra de ordem é calma, mas as condições estão todas lá. Em Bérgamo, os atalantinos tem a melhor divisão de base da Europa e um treinador que sabe dar forma a novos times; o Empoli tem um grupo que joga a Copa Uefa e uma base ainda mantida (apesar de algumas cessões); o Napoli tem uma torcida fanática e isso deve pesar nos jogos em casa, enquanto o Torino não economizou, fazendo excelentes contratações como Natali (Udinese), Grella (Parma) e Di Michele.

É difícil prognosticar quem deve sair na frente com a campanha de contratações ainda em andamento; Reggina e Parma precisam de mais reforços se não quiserem correr riscos desnecessários, mas já tem boas bases para começar. Exceção feita a Siena, Cagliari e Catania – que ainda tem fragilidades mais sérias – jogar fora de casa será mau negocio nesta temporada, mesmo para os ‘gigantes’ do norte do pais.

Livorno

Destaque: Cristiano Lucarelli (atacante).
Classificação final: 11o lugar.
Resultados na Europa: eliminado pelo Espanyol (ESP) na segunda fase da Copa Uefa.
Copa Itália: eliminado nas oitavas-de-final pelo Arezzo.

Mesmo com todo o bate-boca entre o elenco, técnico e o presidente do clube, Aldo Spinelli, o clube toscano fez uma campanha muito boa para seu porte. Não há um mecenas bilionário por trás do clube que Fernando Orsi conduziu até um 11o lugar na tabela.

O Livorno dependeu, como há vários anos, de seu capitão e artilheiro, Cristiano Lucarelli, que é o maior jogador da história do clube. Se Daniele Arrigoni, que brigou com Spinelli e causou um mafuá no estádio Armando Picchi, não tivesse tido todos os problemas que teve, talvez pudesse até ter lutado por uma vaga Uefa. Mas do jeito que estava, o fim de campeonato foi muito bom.

Messina

Destaque: Christian Riganó (atacante).
Classificação final: 20o lugar (rebaixado).
Resultados na Europa: não participou.
Copa Itália: eliminado nas oitavas-de-final pela Inter.

Finalmente, a equipe siciliana entregou os pontos e acabou na posição que o seu elenco permitia. O talismânico atacante Christian Riganó não foi o suficiente para fazer com que o time realizasse algum milagre, como nas últimas temporadas. E a diretoria também não, com nenhuma tapetada de última hora. Poucos destaques (talvez só o marfinense Zoro) em um time que vai levar tempo para voltar da Série B.

Milan

Destaque: Kaká (meio-campista).
Classificação final: 4o lugar (vaga na Liga dos Campeões).
Resultados na Europa: Titulo da Liga dos Campeões.
Copa Itália: eliminado nas semifinais pela Roma.

Começo aterrador e final de conto de fadas – com direito à consagração de um ídolo, o brasileiro Kaká. A temporada do Milan no Campeonato Italiano foi bem sem graça, mas na Liga dos Campeões, foi um exemplo de como a manutenção de um treinador e o bom gerenciamento de um grupo podem fazer milagres.

Milagres sim, porque o Milan não era o melhor time da Europa nesta temporada, só que tinha uma garra que ninguém mais tinha e um Kaká em forma esplendorosa. O brasileiro teve, é verdade, a ajuda de outros jogadores sensacionais, como o holandês Seedorf, os italianos Gattuso, Inzaghi e Pirlo e o tcheco Jankulovski, todos em uma bela orquestra. Kaká, no entanto, foi um solista que já entrou para a história.

Curtas

– Se a Udinese garantiu uma série de reforços, como o italiano Quagliarella, deve perder o goleiro Morgan De Sanctis, que pediu para ser vendido, depois da chegada de Handanovic e Chimenti.

– Outro golpe da Juventus: o zagueiro Barzagli, do Palermo, está praticamente acertado com o clube de Turim.

A festa da pivetada

Com 11 vitórias consecutivas, a Inter saboreia uma ponta da tabela que nunca tinha sido tão sua em quase duas décadas. Não é nada tão surpreendente. Com os dois maiores rivais colocados no escanteio, já se espeerava que a parte alta da Série A tivesse uma cara consideravelmente mudada. Só não se sabia que seria tanto.

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Cabeça nas nuvens

Milan em Lecce e a Juve recebendo o Treviso. Ah, que moleza, não? Vai nessa. Deixando de lado que até uma partida com a Igea Virtus é dureza se for pela Série A, os dois titãs italianos escorregaram no final de semana já pensando em ouvir a musiquinha da Liga dos Campeões. E com Henry e Juninho na cabeça de piemonteses e lombardos, a torcida da Puglia e do Veneto – regiões onde ficam Lecce e reviso – comemoraram. E seria este um sinal de fraqueza de Milan e Juventus? Não. Pelo menos não necessariamente.

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