Tag: brasileirão

Vagabundagem premiada

O retorno iminente de Robinho ao Brasil (provavelmente ao Santos) é um indício forte que a tendência ditada por Adriano para voltar ao Brasil. Joga-se o profissionalismo às favas, começa-se a fazer corpo mole e circuito night e de repente, um clube brasileiro apresenta-se para “ajudar” o jogador a reaver a forma. Grande coincidência. Apesar de ter um contrato em vigor, os jogadores se acham no direito de ir e vir quando quiserem. Contudo, quando se machucam e ficam vários meses parados, recebendo seus salários gordos bem gostoso, não me lembro de nenhum deles tentar rescindir o vínculo.

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O STJD é a cara do Brasil

Para o torcedor tricolor que está (justamente) revoltado com a decisão do STJD de suspender Borges, Dagoberto e Jean, ofereço pouco conforto. Era esperado. Aquilo que falei há poucos dias da “preferência” do Flamengo nos tribunais, não era uma provocação barata. É uma constatação. Borges merecia mais do que três jogos, Dagoberto e Jean, não mereciam mais do que a suspensão automática. Agora, por favor, que dêem um passo à frente os que argumentam que o São Paulo “tem força nos bastidores”. Tem. A força de uma ameba anestesiada.

PS1: “Dagoberto pegar três jogos faz sentido. Jean pegar três jogos é roubo. Roubo!” Do blog de Juca Kfouri.

Nem tudo é futebol

Esse é um blog de futebol e não pretende deixar de ser. Mas uma polêmica criada no blog do Juca Kfouri me chamou a atenção para um fato ao qual já tinha atentado na semana passada: o do desrespeito do leitor para com as opiniões que um jornalista escreva.

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Merece cair sim

Ontem Juca Kfouri disse na ESPN que o Fluminense, caso vencesse o Palmeiras, mereceria ficar na Série A. Não dava para saber se ele falava sério ou usava uma licença poética para elogiar a verdadeiramente heróica vitória tricolor no Mineirão. De qualquer maneira, é uma brincadeira de mau gosto. Juca pod eter dado ideias para quem adoraria fazer uma virada de mesa. O Flu recente é heróico,  merece aplausos, mas só merece não cair se acabar de 16º para cima. Senão cai merecidamente, obra de um ano ridículo.

As chances de cada um – sem oba oba

Uma tabelinha rápida para notar o tamanho do esforço necessário para ser campeão. Abaixo, você tem o rendimento dos times da ponta até aqui, o aproveitamento, a média de pontos feitos por jogo até a 32a. rodada, uma projeção de quantos pontos mais cada clube faria seguindo exatamente esta mesma média e uma projeção de quanto cada um teria no fim do campeonato seguindo exatamente o aproveitamento conseguido até aqui.

Supondo que o Palmeiras mantenha o aproveitamento de 59%, chegará a  aproximadamente 68 pontos (o Palmeiras foi o único que teve o cálculo arredondado para baixo exatamente para ilustrar sua vantagem). Assim, para superá-lo, os concorrentes teriam de chegar a 69. Mesmo o São Paulo – perseguidor mais próximo – teria de melhorar em cerca de 20% a performance até aqui. Cruzeiro e Fla precisariam vencer quase todos seus jogos. Ou seja: além de jogar bem, quem quiser derrubar o Palmeiras precisa que o Verdão tire o pé do acelerador. Como há muitos confrontos diretos, são esses os pontos cruciais da disputa.

A melhora de performance que os times têm de ter para recuperar a diferença esclarece por que razão o favoritismo está no líder e não nos postulantes à liderança. Chance de título todos têm – o duro é apertar o passo nesta altura do campeonato. Daí, quem entra em ação é o famoso Sobrenatural de Almeida. Esse sim pode mudar tudo.

Os Favoritos – A Missão

Eu não esperava que um post em que eu dava minha opinião sobre os prediletos ao campeonato fosse causar tanta celeuma quanto o do Galo. Mesmo uma declaração (sincera) de simpatia foi tratada como se fosse uma heresia por alguns copépodos que acessam a Internet. De qualquer maneira a polêmica não merece persistir e volto a falar de futebol.

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Toalha no campo

O Atlético-MG não será campeão brasileiro. A observação não pretende nenhum demérito. Pela primeira vez nesta década, o Galo montou um grupo de trabalho (incluindo técnico, preparação física, gerência de futebol, elenco, etc) que tem a ver com um clube que pretende assumir um espaço de protagonista. Ainda assim, não é um time pronto para ser campeão.

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Pagar as dívidas faz bem


A caminhada do Leeds rumo ao despenhadeiro financeiro na liga de futebol inglesa foi acompanhado por todo mundo que gosta de futebol inglês. Como era possível, um clube que estava na Liga dos Campeões até outro dia e tendo um estádio tão moderno como Elland Road, estar à beira do caos e correndo mesmo o risco de sumir. Pois é. Estava.

A resposta para a pergunta “como pode” é a maior seriedade com a qual o governo e a justiça britânica encaram e regulamentam o futebol. Lá, clubes em dívidas que não possam ser comprovadamente pagas, perdem pontos, são rebaixados e chegam até a sofrer intervenção, com a entrada de administradores que simplesmente deixam de lado a paixão e garantem que o clube pague suas dívidas – mesmo que isso signifique cair para a 17ª divisão.

Esse cenário, que deve causar horror na Gávea ou em General Severiano, foi a salvação do Leeds. Levado à bancarrota por uma administração megalômana (alô, Kléber Leite?), o Leeds facilmente quebraria se fosse uma empresa, mas um ano e meio depois de entrar na administração forçada, apresentou um lucro líquido de £4 milhões (cerca de R$ 15milhões) nos últimos 14 meses. É verdade, ainda não conseguiu se livrar de Ken Bates, um dirigente para lá de suspeito, mas isso é capítulo para outro post.

O interessante nessa recuperação do Leeds para nós brasileiros é a comprovação de que uma legislação impositiva aos clubes de futebol não quer dizer – como apregoam os cartolas – o fim do futebol. Na verdade, pode representar até mesmo uma grande ajuda para uma entidade que precise passar por uma depuração e renovação dos dirigentes (características que certamente encaixam na maioria dos clubes brasileiros).

Não é preciso fazer uma lista dos clubes mais endividados para convencer o leitor, mas se ele quiser pode ver uma matéria sobre o assunto aqui. O endividamento e má gestão crônicos são infinitamente mais nocivos do que um ou dois anos em divisões inferiores ou sem poder lutar por títulos. Enquanto isso não acontece, meia dúzia de maus dirigentes mama nas tetas dos clubes e no final, a conta é paga pelo contribuinte. Contribuinte esse, que quando não paga as suas dívidas, acaba na cadeia.

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