Eu não esperava que um post em que eu dava minha opinião sobre os prediletos ao campeonato fosse causar tanta celeuma quanto o do Galo. Mesmo uma declaração (sincera) de simpatia foi tratada como se fosse uma heresia por alguns copépodos que acessam a Internet. De qualquer maneira a polêmica não merece persistir e volto a falar de futebol.

O que as derrotas de Galo e Flamengo indicam? Quase nada. Dentro da curva estatística de resultados, eles eram previsíveis. Talvez não para Fluminense e Barueri, mas em algum dado momento. Os dois times seguem com chances de título, embora a distãncia para o líder e a quantidade de times na briga naquele setor da tabela (seis, se contarmos o Cruzeiro), apontam para o Palmeiras como favorito e o São Paulo como principal ameaça.

A grita dos flamenguistas contra a suposta “mala branca” do Cruzeiro é ridícula. Patética. Não tem nada de ilegal na prática, a não ser que levanta claras suspeitas sobre o Barueri e o profissionalismo dos seus jogadores. Aceitar o “estímulo” sugere que sem o dinheiro, o empenho seria menor – ou seja, num jogo normal eles dão 80% do que podem e com o dinheiro, dão 100%. Só que aí a naba é do Barueri, e não do Flamengo. Barueri, diga-se que nem é um clube de futebol de verdade – é uma ficção técnica para interesses de terceiros.

Nos jogos em si, a derrota do Galo não é uma prova de fraqueza. O Atlético tem uma campanha excepcional para as condições, a exemplo do que Celso Roth fizera com o Grêmio em 2008. Um bom time consegue superar seus limites durante curtos períodos de tempo, mas manter o pé embaixo no acelerador o tempo todo não dá. Um título do Galo passa fundamentalmente por um subrendimento de Palmeiras e São Paulo. Se os três jogarem tudo o que podem, o campeão será de São Paulo. A incerteza – que é o mais legal do futebol – é que nenhum dos três renderá 100%. E o que patinar menos, leva.