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Pistas sobre a futura elite do futebol brasileiro

Abaixo, uma tabela que mostra quantos pontos os clubes brasileiros fizeram no Brasileirão, seguindo uma pontuação bastante lógica (creio eu): O primeiro colocado faz 20 pontos, o segundo 19 e assim por diante. Nos anos em que houve mais de 20 clubes, o mínimo para cada um foi de um ponto. Sugestões sobre como aprimorar o sistema de avaliação são bem-vindas. 

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A César o que é de César

Confesso que estava preocupado com a atuação do árbitro Sandro Meira Ricci na partida entre Botafogo e São Paulo. Um juiz sem maior expressão num jogo potencialmente crucial para o campeonato era uma boa deixa para alguma maracutaia. E num jogo extremamente emocionante (o que não quer dizer que tenha sido tecnicamente fantástico), Ricci foi muito bem: expulsou quando tinha que expulsare não deixou de marcar o que tinha de marcar.

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Fator Flamengo

Ontem, quando Jobson marcou o terceiro gol do Botafogo, a vizinhança que não torcia para o São Paulo ou que torcia para o Flamengo foi à janela para gritar e comemorar a derrocada tricolor. E era justo. Num Maracanã lotado, sem chuva e com um clima aceitável (e não o forno das 17h), não dava para imaginar que o rubronegro não conseguisse superar o pior time do returno. Só que não conseguiu. Sem tirar os méritos do Goiás, o empate foi todo (ou quase) responsabilidade do Fator Flamengo – a incapacidade do clube, torcida e imprensa de lidar com a pressão que coloca sobre si mesmo. Se, ao invés de conjecturar sobre onde levaria o time – líder – para se concentrar nesta semana, se não encanasse em planos para a Libertadores, se não deixasse seus jogadores em polvorosa com um título dado como certo, teria mais tempo e foco para superar o Goiás. Sorte do São Paulo.

Candidatíssimo

Uns meses atrás, escrevi um post sobre o fato do Corinthians não ser o melhor time do mundo. Não, não é brincadeira. Essa era uma discussão corrente. O Timão tinha vencido a Copa do Brasil, Ronaldo fazia chover mesmo beirando os 90 kg e como os campeonatos europeus estavam de folga, a referência era distante.

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Previsão para 2010

Se eu fosse a um vidente, ele me faria previsão. Diria que os quatro times do Rio terão times medíocres em 2010. Contudo, ele diria que depois do primeiro clássico, a imprensa local decantará um deles como candidato a vencer o Brasileiro (alguns falarão até em obrigação). Pedirão o meio-campista e o atacante deste time na Seleção. “Quem pode vencê-lo?”, perguntará uma manchete de jornal. Considerarão que a Copa do Brasil é desse time e ninguém tasca. Daí, passadas as águas de março, virá o Brasileiro e descobrirão que o rei está nu: que os times do Rio não existem.

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Botafogo…Bo-tafogo…cam-peão…desde 1910…

Onde o Botafogo acha que vai chegar mandando Ney Franco embora? Por acaso ele estava sendo intransigente e mantendo Gerrard e Kaká no banco?

Pagar as dívidas faz bem


A caminhada do Leeds rumo ao despenhadeiro financeiro na liga de futebol inglesa foi acompanhado por todo mundo que gosta de futebol inglês. Como era possível, um clube que estava na Liga dos Campeões até outro dia e tendo um estádio tão moderno como Elland Road, estar à beira do caos e correndo mesmo o risco de sumir. Pois é. Estava.

A resposta para a pergunta “como pode” é a maior seriedade com a qual o governo e a justiça britânica encaram e regulamentam o futebol. Lá, clubes em dívidas que não possam ser comprovadamente pagas, perdem pontos, são rebaixados e chegam até a sofrer intervenção, com a entrada de administradores que simplesmente deixam de lado a paixão e garantem que o clube pague suas dívidas – mesmo que isso signifique cair para a 17ª divisão.

Esse cenário, que deve causar horror na Gávea ou em General Severiano, foi a salvação do Leeds. Levado à bancarrota por uma administração megalômana (alô, Kléber Leite?), o Leeds facilmente quebraria se fosse uma empresa, mas um ano e meio depois de entrar na administração forçada, apresentou um lucro líquido de £4 milhões (cerca de R$ 15milhões) nos últimos 14 meses. É verdade, ainda não conseguiu se livrar de Ken Bates, um dirigente para lá de suspeito, mas isso é capítulo para outro post.

O interessante nessa recuperação do Leeds para nós brasileiros é a comprovação de que uma legislação impositiva aos clubes de futebol não quer dizer – como apregoam os cartolas – o fim do futebol. Na verdade, pode representar até mesmo uma grande ajuda para uma entidade que precise passar por uma depuração e renovação dos dirigentes (características que certamente encaixam na maioria dos clubes brasileiros).

Não é preciso fazer uma lista dos clubes mais endividados para convencer o leitor, mas se ele quiser pode ver uma matéria sobre o assunto aqui. O endividamento e má gestão crônicos são infinitamente mais nocivos do que um ou dois anos em divisões inferiores ou sem poder lutar por títulos. Enquanto isso não acontece, meia dúzia de maus dirigentes mama nas tetas dos clubes e no final, a conta é paga pelo contribuinte. Contribuinte esse, que quando não paga as suas dívidas, acaba na cadeia.

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