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Preview da Temporada: Bologna

Investimento:€ 12 milhões.
Reforços: Gillet (goleiro) e Diamanti (meia-atacante)
Ausências: Britos (zagueiro, vendido ao Napoli)
Técnico: Pierpaolo Bisoli.
Destaque: Gaston Ramirez (meio-campista).
Aposta: Rene Krhin (Meio-campista)
Ponto fraco: zaga – o miolo da defesa pode entregar o ouro.
Luta pela… permanencia na Série A.
Na temporada…o Bologna começa encorajado por ao menos ter uma diretoria só na temporada – o último ano foi um caos de 12 meses. Se tiver outro ano administrativo como o passado, o Bologna cai sem a menor dúvida. Senão, vai tentar fazer um omelete sem ovos apostando em alguns emprestados, uns veteranos e o capitão Di Vaio, cujos 19 gol foram a diferença entre cair e não cair no último torneio. Pierpaolo Bisoli não tem um retrospecto empolgante (sete clubes de menor porte) e na pré-temporada, montou um time de muita, muita marcação. Além dos três volantes, o time joga com dois meias (Diamanti e Ramirez, a revelaçnao do time em 2011) que ajudarão na marcação e na reza para Di Vaio, o guerreiro do Dall’Ara, deixar mais 19 na rede Se tudo der certo, se salva. Se não der, as maiores chances é de que o problema venha da defesa, onde não há reposição garantida. Ou seja: o departamento médico e o preparador físico podem decidir se o Bologna cai ou não cai.

Gratidão em estado bruto...Marco Di Vaio

A Série A do Bologna

Posição final:15°
Em agosto estará na…Série A – se o clube não falir ou entrar em greve.

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Apresentação da temporada – Bologna

A corda no pescoço é a nova realidade do Bologna em anos recentes. O time bolonhês tem saudades da década passada quando era presidido por Giuseppe Frascara e quando teve nas suas linhas alguns craques como Roberto Baggio e momentos marcantes como uma semifinal de Copa Uefa. Agora é só suor.

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Garrafas para vender

Na semana passada, o Milan ganhou do Siena. Apertado. E a Inter empatou com o Bari. Por isso (porque um empate é pior que uma derrota), o MIlan passou sem mais nem menos a favorito no derby. Daí, no sábado, a lógica se recolocou e o Milan sofreu sua pior derrota (em número de gols) desde a eliminação na Liga dos Campeões de 2004.

Como o assunto é amplo, vamos seccioná-lo: primeiro, a partida. Ela não ocorreu. A Inter jogou sozinha e pela primeira vez em muitos anos, demonstrou que tem capacidade de jogar um futebol consistente para ganhar a Liga dos Campeões. O resto é conversa. Times que tem de confiar em um zagueiro como Materazzi ou dependem de um atacante como Ibrahimovic (craque, mas que some em partidas de porte) são “second class”. A Inter de Mourinho é (ou pelo menos mostrou que pode ser, quando quer) um Time, assim com “T” maiúsculo. Não há um setor que não ataque e defenda e até Maicon, que é mais ofensivo que um ponta, começou a defender.

Capítulo Milan. A temporada se desenha tenebrosa para o time. Leonardo não tem força junto ao elenco e tem a missão – condição determinada por Berlusconi – de fazer o time jogar em volta de Ronaldinho. Para piorar, não tem um grande goleiro, tem só laterais “idosos” para um esquema que dependeria fundamentalmente dos avanços dos defensores e não tem zaga reserva (Bonera-Onyewu seria uma excelente zaga para o Bologna, ainda que o americano ainda tenha a seu favor o álibi da adaptação, plenamente justificado). O miolo de meio-campo, por mais que se queira questionar Gattuso e Ambrosini, tem nomes para se montar um time de qualidade. O problema é que é só isso.

Seedorf (e outros cinco reservas) assistiam o jogo de meias. Quando Gattuso ia ser substituído, o holandês foi “se vestir” (estava com camisa de treino por causa do calor). Nos dois minutos seguintes, Gattuso, com uma lesão funda no tornozelo, fez a falta por trás em Sneijder, foi expulso e determinou o resto do jogo. Leonardo assistiu a tudo quieto.

Os jogadores já questionam Leonardo e é a hora dele mostrar se tem ou não estofo para gerenciar um grupo de milionários. Ele não ousa tirar Ronaldinho do time, até porque sabe que 1) sem ele, o time vai melhorar e o gaúcho não voltaria mais e 2) Berlusconi, seu único defensor, ficaria perigosamente contrariado. É a cruz ou a espada. Mas também é a hora de provar que não é um marionete. Leonardo não é o único questionado: Seedorf foi pego de pau pelo vestiário e Ronaldinho insiste (voluntariamente ou não) em não se mover em campo. Ambrosini, capitão do time, e Pippo Inzaghi, estão insatisfeitos com a reserva.

É um momento chave para Leonardo. Sem os dois laterais que ele pediu, seu esquema não vai funcionar. Zambrotta e Jankulovski podem ser excelentes numa defesa plantada, mas vão perder 10 em 10 duelos com Maicon. Caso o neotécnico milanista dê um murro na mesa, rearrume o time de modo mais coberto, com um meio-campo mais compacto, evitará vexames. Nem arquitetar um esquema para jogar no contragolpe o Milan não pode porque não tem mais homens de velocidade. Se não se rebelar agora, Leonardo não durará até a janela de janeiro, porque essa formação milanista está fadada a tomar muitas outras surras.

O futebol

Hoje, um possível comprador da Roma e do Bologna foi intimado a prestar esclarecimentos à polícia por agiotagem.

O Manchester City pertence a uma pessoa que tem – dele – US$ 300 bilhões – e cuja família tem US$ 1 trilhão.

O Chelsea pertence a um cara que há quinze anos era vendedor e vive do óleo russo, enquanto Portsmouth, Notts County e vários clubes ingleses estão na mão de gente cuja origem do dinheiro não se tem ideia.

Até há alguns anos, quando se falava do lado negativo em um clube grande como o Milan ter como dono um político como Silvio Berlusconi, sombrancelhas ficavam em pé.

Perto dos Gaydamaks, Al Fayeds e Abramovichs, Berlusconi é uma bonequinha de pano…

Apresentação da temporada – Parte III

FIORENTINA

Nome do Clube:Associazione Calcio Florentia Viola e Fiorentina.
Estádio: Artemio Franchi (47.232 pessoas).
Principal jogador: Adrian Mutu (atacante).
Fique de olho: Zdravko Kuzmanovic (meia-atacante).
Competição continental que disputa: Copa Uefa
Contratações: Jan Hable (volante, Hradec – TCH), Vanden Borre (defensor, Anderlecht – BEL), Balzaretti (defensor, Juventus), Mazuch (meio-campista, Brno – TCH), Semioli (meio-campista, Chievo), Lupoli (atacante, Arsenal – ING), Matavz (atacante, Nova Gorica – ESL), Vieri (atacante, Atalanta).
Quem saiu: Brivio (defensor, Atalanta), Toni (Bayern de Munique – ALE), Pettinari (meio-campista, Reggina), Reginaldo (atacante, Parma), Blasi (meio-campista, Juventus).
Técnico: Cesare Prandelli.
Objetivo na temporada: vaga na Liga dos Campeões.

Com um time engrenado e que contrata a 3 x 4, a Fiorentina só não sai direto pela luta pelo título por causa da forte concorrência. Isso à parte, é de se esperar do time ‘viola’ que não só ocupe as colocações de ponta como também jogue um futebol de qualidade, com a marcação aliada à técnica.

Cesare Prandelli, um dos melhores treinadores italianos em circulação, parte para a temporada com uma defesa muito segura, comandada pelo ótimo Frey no gol e pela zaga Dainelli-Gamberini. O técnico usa o tcecho Ujfalusi pela direita dando liberdade a Pasqual para avançar pela esquerda. Nesse caso, a defesa fica com três homens mas não perde eficiência.

No meio, Prandelli mantém um volante de contenção, mas o segundo homem normalmente é mais habilidoso. A sacada é possível porque o time joga só com Pazzini na área e cinco meio-campistas. Donadel é o volante fixo, atrás de Montolivo e Mutu, com Santana e Semioli pelas laterais.

“Então quer dizer que a Fiorentina não pode lutar pelo título?”. Pode sim, claro. Só que ainda tem um elenco abaixo do ‘primeiro time’ italiano. Com uma seqüência sem contusões e sem atropelos na Uefa, não será milagre vermos o time ‘viola’ novamente brigando pela ponta.

EMPOLI

Nome do Clube: Empoli Football Club SpA
Estádio: Carlo Castellani (19.847 pessoas).
Principal jogador: Antonio Buscé (meio-campista).
Fique de olho: Sebastian Giovinco (atacante).
Competição continental que disputa: Copa Uefa.
Contratações: Piccolo (defensor, Juventus), Abate (meio-campista, Modena), Marchisio (meio-campista, Juventus), Antonini (meio-campista, Siena), Giacomazzi (meio-campista, Lecce), Giovinco (atacante, Juve), Volpato (atacante, Arezzo).
Quem saiu: Lucchini (defensor, Sampdoria), Almiron (meio-campista, Juventus), Matteini (atacante, Palermo), Ficini (meio-campista).
Técnico: Luigi Cagni.
Objetivo na temporada: ficar na metade de cima da tabela.

Não há nenhum time italiano que tenha feito uma campanha mais impressionante do que o Empoli. O pequeno time toscano teve longos períodos sem perder e sem nenhum jogador de relevo, conseguiu apresentar um jogo coletivo muito eficiente – além de quase todo italiano. Agora, sem Almirón, Lucchini e Matteini, precisa repetir a dose com um complicador: a Copa Uefa, que pela primeira vez terá jogos no Carlo Castellani.

O Empoli se baseia num time de forte marcação e contra-ataque. Além da sólida defesa Raggi-Adani-Marzoratti-Tosto, toda ela experiente e firme, o time se vale de dois volantes que fazem um ferrolho à frente da defesa. Almirón, Luigi Cagni deve usar Marianini e Marchisio . A dúvida está em saber se Marchisio – mais meia do que Almirón – estará apto para o jogo cavocado do Empoli. Os armadores, Buscé, Giacomazzi e Vannucchi se revezam entre armação e ataque, para apoiar Saudati ou Pozzi.

O problema que o Empoli terá na temporada é gerenciar suas forças para a Série A juntamente com a Copa Uefa. Times pequenos que jogam em competições européias acabam se fatigando por terem elenco curto – o que faz com que eles corram risco também nas zonas de rebaixamento domésticas.

ATALANTA

Nome do Clube: Atalanta Bergamasca Calcio SpA
Estádio: Atleti Azzurri D’Italia (26.638 pessoas).
Principal jogador: Cristiano Doni (meio-campista).
Fique de olho: Pablo Osvaldo (atacante).
Competição continental que disputa: nenhuma
Contratações: Forsyth (goleiro, Alianza Lima – PER), Coppola (goleiro, Piacenza), De Ascentis (meio-campista, Torino), Lazzari (meio-campista, Piacenza), Guarente (meio-campista, Verona), Padoin (defensor/volante, Vicenza), Muslimovic (atacante, Parma), Osvaldo (atacante, Lecce), Langella (atacante, Cagliari), Floccari (atacante, Messina).
Quem saiu: Calderoni (goleiro, Treviso), Brivio (defensor, Vicenza), Loria (defensor, Siena), Conteh (defensor, AlbinoLeffe), Ariatti (meio-campista, Lecce), Migliaccio (meio-campista, Palermo), Donati (meio-campista, Celtic – ESC), Ventola (atacante, Torino), Vieri (atacante, Fiorentina.), Bombardini (atacante, Bologna).
Técnico: Luigi Del Neri.
Objetivo na temporada: Evitar o rebaixamento.

Mais uma vez a Atalanta parte para uma Série A confiando nos recursos que tira de seu maior trunfo: a melhor divisão de base da Europa. Sem o ótimo técnico Stefano Colantuono (que foi para o Palermo), os bergamascos levaram outro ótimo nome para a Lombardia, Luigi Del Neri, que quer se recobrar de experiências ruins – incluindo o rebaixamento de seu Chievo.

Del Neri é um pregador de um futebol muito fluido e ofensivo, usando bastante as descidas dos alas, aplicando a linha de impedimento e a impostação de uma defesa mais estática. Em compensação, nenhum dos meio-campistas é exatamente um volante, porque a marcação fica dividida entre todo mundo. O brasileiro Adriano, por exemplo, chega muito à linha de fundo, assim como Langella, já que os laterais Rivalta e Bellini seguram a onda na retaguarda.

Não se sabe direito como Cristiano Doni, o astro atalantino, fica no clube. O seu começo de temporada foi conturbado por causa de uma renovação de contrato e ninguém se surpreenderia em vê-lo deixando Bérgamo. Com ele, Del Neri postaria um atacante (Zampagna) na área; sem ele, o técnico usaria seu amado 4-4-2.

SAMPDORIA

Nome do Clube: Unione Calcio Sampdoria SpA.
Estádio: Luigi Ferraris “Marassi”(41.917 pessoas).
Principal jogador: Vincenzo Montella (atacante).
Fique de olho: Vladimir Koman (meio-campista).
Competição continental que disputa: Copa Uefa.
Contratações: Mirante (goleiro, Juventus), Lucchini (defensor, Empoli), Campagnaro (defensor, Piacenza), Gastaldello (defensor, Siena), Poli (meio-campista, Treviso), Eramo (meio-campista, Bari), Sammarco (meio-campista, Chievo), Bonanni (meio-campista, Ascoli), Bellucci (atacante, Bologna), Caracciolo (atacante, Palermo), Montella (atacante, Fulham – ING), Kalu (atacante, Chiasso – SUI).
Quem saiu: Falcone (defensor, Parma), Terlizzi (defensor, Catania), Parola (meio-campista, Cagliari), Olivera (meio-campista, Juventus), Soddimo (meio-campista, Cremonese), Quagliarella (atacante, Udinese), Bazzani (atacante, Brescia), Romeo (atacante, Legnano).
Técnico: Walter Mazzarri.
Objetivo na temporada: vaga na Copa Uefa.

Estavelmente colocada entre as equipes medianas da Série A, a Sampdoria quer agora começar a se atrever entre os clubes que tentam vaga na Liga dos Campeões. Com um projeto que privilegia jogadores italianos, para tanto, a Samp levou para Genova o treinador Walter Mazzarri, que salvou a Reggina com ‘Calciocaos’ e tudo.

Do provável time titular de Mazzarri, somente o ala suíço Ziegler é que não é italiano. Mazzarri deve usar o mesmo esquema que usava na Reggina, com uma defesa a três (Lucchini, Sala e Accardi ou Zenoni), Maggio e Ziegler pelas alas e Palombo e Volpi na armação. O ataque terá praticamente um trio ofensivo, com Montella e Bellucci (ou Cassano, se ele for contratado) atrás do centroavante Caracciolo, que precisa confirmar que é mais do que uma promessa.

Sem Quagliarella (comprado pela Udinese), a Sampdoria deve ter opções suficientes no ataque para não lamentar a saída do atacante-sensação da Itália. Mesmo com vários jogadores de qualidade (Delvecchio, Volpi, Palombo, Pieri), falta à Samp o homem que decide sozinho. Caso chegasse Cassano – e ele estivesse com menos de 200 kg – talvez o problema estivesse resolvido.

UDINESE

Nome do Clube: Udinese Calcio SpA.
Estádio: Friuli (41.652 pessoas).
Principal jogador: Fabio Quagliarella (atacante).
Fique de olho: Mauricio Isla (meio-campista).
Competição continental que disputa: nenhuma.
Contratações: Chimenti (goleiro, Cagliari), Handanovic (goleiro, Rimini), Micolucci (defensor, Bari), Ferronetti (defensor, Parma), Mesto (meio-campista, Reggina), Boudianski (meio-campista, Ascoli), Inler (meio-campista, Zurique – SUI), Candreva (meio-campista, Ternana), Floro Flores (atacante, Arezzo), Quagliarella (atacante, Sampdoria), Pepe (atacante, Cagliari), Sforzini (atacante, Modena), Goitom (atacante, Murcia – ESP)
Quem saiu: De Sanctis (goleiro, Siviglia), Natali (defensor, Torino), Muntari (meio-campista, Portsmouth – ING), e Paolucci (meio-campista, Prato), Montiel (meio-campista, Reggina), D. Zenoni (meio-campista, Parma), Barreto (atacante, Treviso), Iaquinta (atacante, Juventus), Buonocunto (atacante, Prato).
Técnico: Pasquale Marino.
Objetivo na temporada: vaga na Copa Uefa.

A vocação de entreposto de jogadores não foi esquecida nesta temporada pela Udinese, clube que mesmo com um porte modesto, consegue se manter na parte de cima da tabela da Série A há alguns anos. Nesta temporada, com técnico novo, o grande trunfo da Udinese é Quagliarella, o atacante que foi surrupiado da Sampdoria por €10 milhões. O clube perdeu nomes importantes, como De Sanctis, Muntari, Iaquinta e Damiano Zenoni. Mas além de Quagliarella, fez um mercado de verão importante e tem tudo para um campeonato respeitável.

Marino, dada a abundância de avantes, deve usar um 4-3-3 com dois pontas abertos. Di Natale e Quagliarella ocupariam as laterais e Floro Flores ficaria mais fixo. O esquema dependerá muito da capacidade de armação dos volantes (Pinzi, De Martino, D’Agostino, Sivok). Teoricamente todos eles têm condição de fazer esse papel, mas num esquema volátil como o 4-3-3, qualquer previsão fica arriscada.

O bósnio Handanovic tem a ingrata missão de substituir De Sanctis. Na sua frente, uma boa linha defensiva (Mesto-Coda (ou Zapotocny)-Zapata-Felipe) levanta boas perspectivas. Se há uma dúvida, é em relação a como o técnico Marino, que chega à Udine vindo do Catania, se comportará num clube maior. Tradução: para se dar bem, Marino tem de chegar falando grosso.

Tablóide Itália

A Itália, sempre que vai a uma competição internacional e dá vexame, volta reclamando de arbitragem, combinações, teatro, farsas e etc. Até daria para encarar, se a vida dentro do próprio futebol italiano não fosse tão cheia de escândalos. Doping, clubes com contas fraudadas, dirigentes envolvidos com credores de clubes. Tem de tudo. Nos últimos meses, o que chamou a atenção é um escândalo de apostas. E está pintando cana da brava para uma penca de gente.

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Il Parreira d’Italia

A histórica goleada por 5 x 1 imposta pela Lazio sobre a Inter neste fim de semana me motivou a escrever esta coluna. Não sou admirador de Luigi Simone, treinador da Inter. Aliás o acho um retranqueiro contumaz. Mas me motivei a escrever este artigo tal foi a fúria da mídia italiana contra ele.

O adjetivo “retranqueiro” foi o mais elogioso nos jornais europeus desta Segunda – Feira. A intensidade dos ataques sofridos por Simone me lembraram a relação de Parreira com a imprensa brasileira, principalmente a insidiosa e rancorosa imprensa paulista.

Simone tem uma concepção clara de futebol. Para ele, o importante não é a posse de bola (ao contrário de Parreira). O italiano valoriza os contra –ataques , em velocidade, em cima do que deveria ser uma sólida defesa. Resultado prático: um futebol feio, chato, mas eficiente quando a defesa não falha.

Com a goleada épica, Simone foi crucificado, e muitas das críticas procediam. Se disse que o elenco que ele tem a Inter deveria estar melhor, e que suas contratações não foram bem feitas, pois a Inter não tem um homem talentoso no meio – campo que possa municiar Ronaldo. Tudo verdade.

Mas além disso, ocorreu aquele tipo de “ajuste de contas” que os jornalistas esportivos fazem com seus desafetos após tragédias como a de Domingo. Para muitos, Simone era o próprio anticristo, e merecia ser exorcizado.

Com uma educação ímpar e uma fineza  semelhantes à de Parreira, Simone foi à TV e respondeu a muitas críticas, chegando até mesmo a debater com um jornalista que o havia criticado no ar. E aí se fez a diferença entre a mídia brasileira e a italiana. A discussão se seguiu dentro do mais profundo respeito, me revelando um lado de Simone que eu não conhecia. Um ‘gentleman’.

Quero ressaltar que continuo pensando que Simone é um treinador “outdated”, ultrapassado, e muito apegado a conceitos que não me agradam (exatamente como Parreira). Mas dentro de sua filosofia, os dois treinadores têm muitos méritos, e merecem respeito.

A Rodada

Internazionale 3 x 5 Lazio

O mundo acabou em Milão. A Internazionale simplesmente levou a maior goleada em casa de sua história. A maior tinha sido há 42 anos , frente ao Venezia. E como o amigo internauta deve imaginar, a Itália está enfurecida com Gigi Simone, responsabilizado como o grande vilão do episódio. Nem o céu nem a Terra…O treinador ‘nerazzurro’ tem culpa sim, pois escala mal, insistindo no burocrático Djorkaeff à frente, e monta sua defesa de modo arriscado, mesmo usando muitos defensores, e continua forçando Simeone, o botineiro argentino como meia. Mas lembremos que o time está sem Ronaldo e Baggio, e além disso a Lazio tem um timaço. Salas, o chileno marcou o seu primeiro, e o português Sérgio Conceição fez dois em uma partida brilhante. Vale lembrar que este time da Lazio custou inacreditáveis US$ 100 milhões, e é favoritíssimo. Dúvidas pairam sobre o destino de Simone, e sobre as verdadeiras possibilidades da Inter, que pega outra pedreira na semana que vem, a Juventus.

Bari 1 x 1 Udinese

O Bari, dono de uma defesa muito sólida, comeu no cortado para não perder três pontos frente a ótima Udinese. Pierini abriu o placar no segundo tempo, e parecia que o ex – time de Zico faturaria três pontos. Aos 48 do segundo tempo, Spinesi, que havia entrado há pouco empatou, em um resultado que teve sabor de vitória para os anfitriões, e de derrota para a Udinese de Amoroso.

Cagliari 1 x 0 Milan

Ouvi um repórter da Jovem Pan dizer que o Milan tinha perdido para o Cagliari, e então, continuava muito mal. Muito má é a qualidade da informação deste moço. O Milan não está mal no campeonato, com apenas três pontos a menos do que a líder Fiorentina. E perder para o Cagliari não é demérito. Vale lembrar que o time sardo meteu 5 x 0 na Samp há três semanas e é um surpresa. Um dia negro para Bierhoff que perdeu um pênalti. E um fato curioso. Quando já estava 1 x 0, o Cagliari sofreu um pênalti eo treinador Zaccheroni, do Milan, surpreendeu a todos ao tirar o goleiro Lehmann e colocar o experiente arqueiro Rossi, que defendeu o pênalti de Muzzi. E nem assim o Milan escapou da derrota.

Empoli 0 x 0 Bologna

Um desfalcado Bologna, na região do rebaixamento, proporcionou um modorrento empate em 0 x 0, num jogo de poucos chutes a gol. Signori, ainda devendo teve chances de marcar, mas ficou nisso. Um jogo para se esquecer.

Parma 2 x 0 Salernitana

O primeiro, o Parma começa a engrenar após um início de temporada meia – boca. E levando –se em conta o rio de dinheiro que lá se gastou. Algumas vitórias e os “gialloblu” já estão lá em cima. O outro, a Salernitana, apesar de não Ter um mau time, dá sinais de que só subiu mesmo para dar um alô, e deve descer para a série B no ano que vem. Chiesa e Fuser resolveram para a esquadra emiliana, que certamente vai lutar pela ponta. Na Salernitana, nem a estréia de Fresi (ex – Inter) na defesa salvou o time. Tá duro…

Perugia 1 x 0 Venezia

O time do japonês Nakata saiu pela primeira vez como vitorioso neste ano. E ajudou a aumentar as chances do pobre Venezia de voltar para a segundona. Um gol de Olive, simplório, garantiu os três pontos para o Perugia. No detalhe (como diria Rivellino), a volta de Zé Maria (ex – Portuguesa) bem na defesa do Perugia.

Piacenza 4 x 1 Sampdoria

Estou surpreso com este Piacenza. O único time italiano que só tem italianos vai bem obrigado. Saiu na frente com um gol prematuro do idoso Vierchowod, e viu seus atacantes fazerem a festa sobre o time de Genova, que só fez unzinho porque teve um pênalti a seu favor. Para mim, o Piacenza ia cair neste ano. Mas parece que eu estava errado.

Roma 2 x 1 Fiorentina

Fatos inéditos: Batistuta marcou gol, e Edmundo foi substituído afirmando que a mãe do treinador não era uma pessoa pudica. Após sair ganhando, o time de Firenze recuou, tirando Edmundo e colocando Robbiati (que ao contrário do que disse Milton Neves também na Pan, não é beque – é atacante). A Roma empatou aos 45’ do segundo tempo e virou aos 48’, em duas iniciativas do argentino Bartelt, a primeira anotada por Alenichev, a segunda por Totti. Mesmo assim, a Fiorentina ainda é líder, favorecida pelos maus resultados de Inter, Juventus e Milan.

Vicenza 1 x 1 Juventus

Olha, um joguinho safardana. Míseros oito chutes a gol foram um sofrimento para quem esperava um jogo com o nível merecido. De positivo, só o gol de Del Piero que mereceu a manchete de “Renascido!” de um jornal italiano.

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