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Poder de verdade têm de ser arrancado…

“Il Milan non spende poco. Il Milan spende male” (“O Milan não gasta pouco. O Milan gasta mal”). A análise de meia linha da Gazzetta é a a mais bem acabada definição de por que o clube se acostumou há anos com listas de reforços cheias de Bakayés Traoré, Dominic Adiyah, Oguchi Onyewus e similares. Tudo que você ouviu nas últimas semanas em termos de vaticínios sobre a saída ou não do eterno direttore generale Adriano Galliani é orelhada. Nada está definido. Como afirma o poster do filme “O Poderoso Chefão III“, poder de verdade não pode ser dado – precisa ser arrancado. No clube, tem lugar a maior batalha política desde a compra do clube pelo cleptopolítico Silvio Berlusconi nos anos 80.

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O exílio de um mito

Uma excelente entrevista com Paolo Maldini, mito milanista e italiano, foi publicada na semana passada pelo jornal italiano La repubblica. Embora Maldini não tenha feito críticas diretas ao comando do Milan, fica clara a mágoa dele com a diretoria e com os rumos que o clube tem tomado. A tristeza do jogador que mais disputou partidas na Série A na história é um lembrete de como o clube está com seus rumos atados ao destino de um político esclerosado e decadente e aos seus servos. Poucos clubes no mundo poderiam ter um mito como Maldini na sua cabine de comando. O Milan, pelo contrário, o afronta. E vive capturando seus Traorés e Boneras.

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Vitória merecida com pênalti que não existiu

Numa temporada claramente ruim, o Milan venceu a Juventus com méritos e não só – demonstrou capacidade de expandir seu quociente técnico ao longo da temporada. Mais: Max Allegri, que já vive um espírito de demissão antecipada, criou mais um esquema remendado que deu certo, com um volante na lateral esquerda (Constant) e outro de centroavante (Boateng). Sim, é verdade, a vitória veio com um pênalti inexistente, mas o Milan mandou no jogo, ainda que fazendo o resultado na base da determinação, muito mais do que na técnica.

Falando em Constant, foram as laterais que garantiram o resultado do Milan. O jovem De Sciglio teve uma atuação perfeita, que faz imaginar futuras convocações para a seleção, enquanto Constant, ajudado por um El Shaarawy definitivamente amadurecido, bloquearam qualquer apoio dos flancos aos isolados Vucinic  e Quagliarella.

Deixando de lado as invenções malucas de Allegri, como a de Boateng externo de meio-campo (contra a Sampdoria) ou Emanuelson na ponta, o elenco milanista tem toda condição de lutar por uma vaga europeia (com sorte, até na Liga dos Campeões). E o máximo que um time que perdeu seus dois pilares e apostou em uma serie de jovens (El Shaarawy, Bojan, De Sciglio) e tem seu jogador mais valioso (Pato) em estado de nulidade pode almejar.

De positivo, o Milan pode contar com o fato de ter pelo menos dois zagueiros de qualidade (Zapata e Mexés), um regente capaz de dar ordem ao meio-campo (Montolivo) e os jovens ja citados para a chegada de um  novo treinador (que certamente não será Allegri). Classificação à parte, o maior problema milanista é a recuperação de Pato, hoje, digno de um décimo de seue valor de mercado.

No ano que vem, mais uma leva de estorvos deve deixar Milanello (Bonera, Flamini, Yepes, Abbiati e o capitão Ambrosini) e abrir outra boa folga no orçamento. A questão é saber como esses vazios serão preenchidos. De Traorés e Taiwos, já ficou a lição que craque bom e barato não existe. Ou se aposta em jovens – para o futuro – ou se torra dinheiro trazendo craques. E dinheiro, parece que não há, ao menos enquanto Berlusconi for protagonista em Via Turati.

Preview da temporada: Milan

Investimento: cerca de €25 milhões (contando o pagamento de Ibrahimovic ao Barcelona)
Reforços: Mèxes, Taiwo e Aquilani.
Ausências: Andrea Pirlo – uma ausência a ser sentida.
Técnico: Massimiliano Allegri.
Destaque: Zlatan Ibrahimovic.
Aposta: Stephan El Shaarawy, o “Faraó”.
Ponto fraco: o gol – Abbiati não é ruim, mas não está à altura de um candidato à Liga dos Campeões.
Luta pelo… título italiano e sonha com o Europeu.
Na temporada… que começa esta semana, o Milan tem uma tarefa dura – a de se manter campeão – e uma quase impossível – provar que a Itália ainda tem como competir com os gigantes de outros países. Allegri não só manteve a base como também a lapidou para ficar com os jogadores que precisa para sua concepção de futebol. Esta lapidação teve um preço alto: a saída de Pirlo, certamente o melhor na sua posição no mundo. O técnico quer um meio-campo “cascudo), mas que saiba passar a bola, e isso, certamente o Milan tem – mesmo sem a genialidade de Pirlo. O clube não fez a propalada compra de “Mister X”, um jogador de nível internacional que abalaria o mercado, por conta de uma multa de mais de €500 milhões (não está errado, o valor é esse mesmo) que Berlusconi teve de pagar. Para competir na Itália, um campeonato enfraquecido e decadente estruturalmente, o Milan está bem armado. Para tentar derrubar a concorrência europeia, a história é outra. O jogador mais estroso do time, Ibrahimovic, é um cracaço que tem medo de partidas decisivas, mas para ser o melhor do mundo, terá de superar esse seu limite. No mercado, o Milan foi o melhor, com contratações sensacionais a custo zero (Taiwo e Mèxès) e a preço de ocasião (Aquilani e Nocerino). O craque fenomenal, contudo, não apareceu. O limite do Milan agora está ligado ao reerguimento da Série A. Ou o Calcio se redesenha, ou será cada vez mais uma periferia europeia.

Mercado do Milan depende das renovações de contrato

O mercado milanista será definido pelas renovações: Nesta, Ambrosini, Gattuso, Seedorf e Pirlo. Juntos, eles representam um desembolso anual de €21 milhões. Para ficar, só baixando seus valores (corte de 50% em média).

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O redimensionamento do futebol italiano é para valer

Numa discussão com um colega em 2006, quando diante da descoberta do esquema do Calciocaos ele me disse que a Juventus deveria ser mais duramente punida, eu retruquei. “Do jeito que está [n. do r: rebaixamento para a segunda divisão], a Juve já levará 10 anos para se reerguer”. Creio, que metade do trajeto já passado, a previsão era acertada. Contudo, errei numa coisa: não era só a Juve a ser punida. O futebol italiano hoje é de segunda.

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Oficial: Leonardo deixa o Milan

O premiê italiano e dono do Milan, Silvio Berlusconi confirmou a saída de Leonardo do Milan. “Ele irá embora ao fim do torneio”, disse Berlusconi, que aidna criticou o brasileiro. “Foi teimoso e usou um módulo que não gosto.

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Só na trairagem

E finalmente, Silvio Berlusconi vem à luz com sua trairagem arrudiana de político ao dizer que o Milan tem jogadores para vencer, mas é preciso fazer os mesmo jogarem bem. É uma traição com Leonardo, que aceitou um superdesafio ao pegar um Milan velho, com jogadores semiaposentados (Dida, Favalli, Ronaldinho, Inzaghi, Jankulovski) e sem reforços e o fez jogar bem dentro das suas limitações. Ronaldinho é um craque mas se não recupera o ritmo e velocidade de 2004/5, é um peso para um time que joga em cima da pressão dos laterais e que adianta os zagueiros para atuarem como líberos no meio-campo. Quando ele resolve jogar, a música é outra, mas de vez em quando, bons marcadores podem anulá-lo mesmo bem – o que dirá sem vontade. Berlusconi é traiçoeiro com Leonardo, ainda que o brasileiro tenha culpas como manter um Dida que não seria reserva do Palmeiras.

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