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Allegri, ma non troppo

A novela que se arrasta tendo o técnico Massimilano Allegri, o diretor Adriano Galliani e o ex-premiê e todo-poderoso milanista, Silvio Berlusconi, não terminará bem. No pano de fundo rubro-negro que vê um martírio operístico do treinador, o desfecho está definido: Allegri deixa o clube. Talvez isso não aconteça nesta semana (embora tudo indique que sim), mas a tentativa de Galliani de manter Allegri depois de um quase-milagre (classificação para a LC depois de vender os dois principais jogadores do time) é em vão. Freud teria dezenas de observações para fazer em relação à figura paterna castradora de Berlusconi. A luta não é de Allegri para permanecer no posto. Trata-se da enésima tentativa de Adriano Galliani se afirmar com Berlusconi lhe podando a autoridade.

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O exílio de um mito

Uma excelente entrevista com Paolo Maldini, mito milanista e italiano, foi publicada na semana passada pelo jornal italiano La repubblica. Embora Maldini não tenha feito críticas diretas ao comando do Milan, fica clara a mágoa dele com a diretoria e com os rumos que o clube tem tomado. A tristeza do jogador que mais disputou partidas na Série A na história é um lembrete de como o clube está com seus rumos atados ao destino de um político esclerosado e decadente e aos seus servos. Poucos clubes no mundo poderiam ter um mito como Maldini na sua cabine de comando. O Milan, pelo contrário, o afronta. E vive capturando seus Traorés e Boneras.

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Vitória merecida com pênalti que não existiu

Numa temporada claramente ruim, o Milan venceu a Juventus com méritos e não só – demonstrou capacidade de expandir seu quociente técnico ao longo da temporada. Mais: Max Allegri, que já vive um espírito de demissão antecipada, criou mais um esquema remendado que deu certo, com um volante na lateral esquerda (Constant) e outro de centroavante (Boateng). Sim, é verdade, a vitória veio com um pênalti inexistente, mas o Milan mandou no jogo, ainda que fazendo o resultado na base da determinação, muito mais do que na técnica.

Falando em Constant, foram as laterais que garantiram o resultado do Milan. O jovem De Sciglio teve uma atuação perfeita, que faz imaginar futuras convocações para a seleção, enquanto Constant, ajudado por um El Shaarawy definitivamente amadurecido, bloquearam qualquer apoio dos flancos aos isolados Vucinic  e Quagliarella.

Deixando de lado as invenções malucas de Allegri, como a de Boateng externo de meio-campo (contra a Sampdoria) ou Emanuelson na ponta, o elenco milanista tem toda condição de lutar por uma vaga europeia (com sorte, até na Liga dos Campeões). E o máximo que um time que perdeu seus dois pilares e apostou em uma serie de jovens (El Shaarawy, Bojan, De Sciglio) e tem seu jogador mais valioso (Pato) em estado de nulidade pode almejar.

De positivo, o Milan pode contar com o fato de ter pelo menos dois zagueiros de qualidade (Zapata e Mexés), um regente capaz de dar ordem ao meio-campo (Montolivo) e os jovens ja citados para a chegada de um  novo treinador (que certamente não será Allegri). Classificação à parte, o maior problema milanista é a recuperação de Pato, hoje, digno de um décimo de seue valor de mercado.

No ano que vem, mais uma leva de estorvos deve deixar Milanello (Bonera, Flamini, Yepes, Abbiati e o capitão Ambrosini) e abrir outra boa folga no orçamento. A questão é saber como esses vazios serão preenchidos. De Traorés e Taiwos, já ficou a lição que craque bom e barato não existe. Ou se aposta em jovens – para o futuro – ou se torra dinheiro trazendo craques. E dinheiro, parece que não há, ao menos enquanto Berlusconi for protagonista em Via Turati.

Allegria interista

Não que o Milan redimensionado seja um timaço – longe disso. Mas o futebol do time de Max Allegri no derby e em outras partidas da temporada tem quase que exclusivamente a responsabilidade do treinador. Além da provável inadequação à preparação física (dez lesões em sete rodadas, sendo que so0mente uma causada por trauma), o time se ressente por um estado tático confusionário. O confronto entre os dois rivais de Milão viram uma Inter muito mais bem postada, ainda que com um time ainda mais singelo que o milanista (Cassano é uma nota à parte em termos de nulidade). Verdade – o gol de Montolivo era válido e poderia ter dado outra história ao jogo. Só que a coleção de erros de um nervoso Allegri deixaram a festa ser interista, e não sem merecimento.

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Seleção da temporada – Série A

Com o fim da temporada, já dá para avaliar quem é que foi mais determinante no campeonato. Aqui está a seleção da Série A 2010/2011, uma temporada emocionante, mas não a mais brilhante do nível técnico. No ano do MIlan campeão, não houve nenhum craque incontestável como foram Kaká e Sneijder em campeonatos anteriores, mas há esperanças, como Sanchez, por exemplo.

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Título disputado entre a Lombardia e a Toscana

Terminada uma semana na qual as estrelas milanesas foram as que mais deram o que falar, a Série A retorna neste sábado com a disputa pelo título passando por times bem mais modestos, mas que podem guardar sérios riscos para os postulantes ao “Tricolore”. Antes de chegarem à segunda-feira firmes na luta pelo título, Milan, Napoli e Inter têm de se ver com Fiorentina, Chievo e Bologna. Geograficamente, o título italiano terá uma importante rodada entre San Siro e o Renato Dall’Ara, passando pelo Franchi.

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