Seguimos com a apresentação dos seis grupos da EURO 2016, que começará a ser disputada na França, no próximo dia 10 de junho.

As seleções se dividem em seis grupos elencando quatro times em cada. As duas melhores colocadas de cada grupo, mais os quatro melhores terceiro colocados dentre todos os seis grupos, avançarão para o mata-mata.

A fase eliminatória se desenvolve em oitavas de final, quartas de final, semi-finais e final. A competição voltou a ter a fase de oitavas de final. A fórmula da EURO não inclui disputa de terceiro e quarto lugar. Confira agora o grupo D.

Grupo D: Espanha, República Tcheca, Turquia, Croácia.

Espanha
Melhor colocação: campeã em 2008 e 2012.
Treinador: Vicente Del Bosque
Provável time-base: De Gea, Azpilicueta, Piqué, Sérgio Ramos e Jordi Alba. Busquets, Koke (Thiago Alcântara), Fàbregas e Iniesta. David Silva (Pedro) e Morata

Vencedora das duas últimas edições da EURO, a Espanha ressurge no torneio europeu tentando apagar o fiasco do último Mundial. Em 2014 a “fúria” foi eliminada na primeira fase, tendo ostentado no Brasil a condição de então atual campeã do mundo.

O veteraníssimo treinador Vicente Del Bosque segue à frente da equipe, que talvez chegue em melhores condições físicas do que o grupo que veio ao Brasil, há dois anos. Há mudanças no quesito liderança, uma vez que o goleiro David De Gea (Manchester United/Inglaterra), definitivamente deve se estabelecer como titular. Iker Casillas está no grupo, mas não fez boa temporada pelo FC Porto (Portugal).

Sem os aposentados (da seleção) Xavi e Xabi Alonso, o meio-campo espanhol deve se redefinir ao redor de Andrés Iniesta. Sérgio Busquets seguirá intocável à frente da linha de defesa. Koke, Fàbregas e o hispano-brasileiro Thiago Alcântara disputam duas vagas, oferecendo características diferentes entre si.

Ainda no setor de meio-campo, no último momento Del Bosque cortou da pré-lista Isco e Saúl, destaques respectivamente de Real Madrid e Atlético de Madrid. No ataque, o treinador privilegiou aqueles que realmente fizeram uma boa temporada, excluindo o hispano-brasileiro Diego Costa (Chelsea/Inglaterra).

David Silva, durante as Eliminatórias para a EURO. (Foto: JMSA)

David Silva, durante as Eliminatórias para a EURO. (Foto: JMSA)

Álvaro Morata bi-campeão italiano pela Juventus (Itália), fez ótima temporada e deverá ser o titular. O veterano Aritz Aduritz (35 anos), que fez uma temporada surpreendente pelo Athletic Bilbao (Espanha), também foi convocado. Aduritz é o único atacante com características de centroavante fixo.

David Silva teve problemas físicos no fim da temporada, atuando pelo Manchester City (Inglaterra). Se estiver fisicamente bem, a Espanha ostentará um ataque perigoso, privilegiado pelo poder de manutenção de posse de bola, oferecido pelos seus meias.

Os espanhóis lutam por uma das duas primeiras vagas do grupo D, que é porém duríssimo e muito equilibrado.

República Tcheca
Melhor colocação: vice-campeã em 1996.
Treinador: Pavel Vbra

Entre 1960 e 1992 a atual República Tcheca ainda era parte da Tchecoslováquia, que chegou a vencer a edição da EURO disputada em 1976. Depois de 1992 e com o fim da antiga União Soviética, a República Tcheca assim definida disputou a EURO pela primeira vez em 1996, quando foi vice-campeã.

De lá pra cá, os tchecos não deixaram de disputar nenhuma edição do torneio, horando a tradição futebolística da antiga Tchecoslováquia no leste europeu. Na última edição em 2012, foram eliminados nas quartas de final. Entretanto, nos últimos anos os tchecos tem lidado com um processo de renovação, que tem se mostrado lento.

A equipe do treinador Pavel Vbra ainda se estabelece sobre três lideranças envelhecidas da década passada. São eles o vitorioso goleiro Petr Cech (34 anos, ex-Chelsea, atual Arsenal/Inglaterra), o meia/capitão Tomás Rosický (35 anos, Arsenal/Inglaterra) e o volante Jaroslav Plasil (34 anos, Bordeaux/França).

A equipe lamenta o sorteio que a colocou num grupo dificílimo. Os tchecos lutarão por um terceiro lugar, na melhor das hipóteses.

Turquia
Melhor colocação: terceiro lugar em 2008.
Treinador: Fatih Terim

Ausente na edição da EURO 2012, a seleção da Turquia costuma surpreender. A equipe ressurge sob comando do veterano treinador turco Fatih Terim (62 anos), em sua terceira passagem pela seleção de seu país. Na última gestão de Terim entre 2005 e 2009, a Turquia obteve um terceiro lugar na EURO 2008.

A equipe é competitiva, tendo se classificado para a atual edição da EURO num grupo duro que incluiu a tradicional Holanda, deixada de fora do torneio. O estilo de jogo dos turcos continua o mesmo, aliando jogo coletivo e muita entrega física. Dentre seus atletas há uma “espinha dorsal” interessante.

O meio-campo conta com Nuri Sahin, destaque do alemão Borussia Dortmund, um dos responsáveis pela criação junto ao capitão Arda Turan (Barcelona/Espanha), por sua vez também uma liderança moral. Na seleção, Turan (17 gols pela seleção) obviamente tem mais protagonismo do que no Barcelona. Atua de forma mais ofensiva e livre de encargos defensivos, diferente do que se via em seus tempos de Atlético de Madrid.

No ataque, o meia-atacante Hakan Çalhanoglu (Bayer Leverkusen/Alemanha) de apenas 22 anos, é um dos trunfos futuros da seleção turca. Çalhanoglu formará dupla de ataque com o veterano artilheiro Burak Ylmaz (30 anos, 19 gols pela seleção), atualmente no Beijing Guoan (China).

A Turquia briga sim, por uma das duas primeiras vagas do grupo D.

Croácia
Melhor colocação: quinto lugar em 2008.
Treinador: Ante Čačić

Entre 1960 e 1992, a Croácia era parte da extinta Iugoslávia, que por sua vez conseguiu ser vice-campeã da EURO em 1960 e 1968. A seleção croata assim definida disputou sua primeira EURO em 1996. É uma das mais tradicionais do leste europeu e uma das que conseguiu manter-se competitiva, ao longo dos últimos anos.

Luka Modric em jogo pela Croácia durante a EURO 2012. (Foto: AFP)

Luka Modric em jogo pela Croácia durante a EURO 2012. (Foto: AFP)

A atual geração da Croácia é bastante interessante, contando com meio-campistas de talento extremo. Tais quais Ivan Perisić (Internazionale/Itália), Mateo Kovacić (Real Madrid/Espanha), além dos astros Ivan Rakitić (Barcelona/Espanha) e Luka Modrić (Real Madrid/Espanha).

No ataque os croatas tem como esperança de gol o artilheiro Mario Mandzukić (21 gols pela seleção), atacante da Juventus que acaba de ser campeã italiana. No conjunto geral o time do técnico Ante Čačić, alia uma defesa sólida à atletas de grande qualidade técnica, em seu meio-campo.

Sua forma de jogar favorece o estilo de jogo físico de Mandzukić, com meias explorando lançamentos longos e jogadas aéreas. Por outro lado, o protagonismo de Rakitić, Modrić e Mandzukić em seus respectivos clubes, pode fazer com que eles cheguem à EURO no limite do condicionamento físico.

Com suas principais peças em boas condições, os croatas brigam pelas duas primeiras vagas do grupo com turcos e espanhóis.

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