Seguimos com a apresentação dos seis grupos da EURO 2016, que começará a ser disputada na França, no próximo dia 10 de junho.

As seleções se dividem em seis grupos elencando quatro times em cada. As duas melhores colocadas de cada grupo, mais os quatro melhores terceiro colocados dentre todos os seis grupos, avançarão para o mata-mata.

A fase eliminatória se desenvolve em oitavas de final, quartas de final, semi-finais e final. A competição voltou a ter a fase de oitavas de final. A fórmula da EURO não inclui disputa de terceiro e quarto lugar. Confira agora o grupo E.

Grupo E: Bélgica, Itália, Irlanda e Suécia

Bélgica
Melhor colocação: vice-campeã em 1980.
Treinador: Marc Wilmots
Provável time-base: Courtois, Alderweireld, Vermaelen, Vertonghen e Jordan Lukaku. Fellaini, Axel Witsel, Carrasco e Hazard. De Bruyne e Benteke (Romelu Lukaku)

A badalada seleção da Bélgica atraiu muitas atenções no Mundial 2014, ocasião em que o time treinado pelo antigo ídolo Marc Wilmots, foi eliminado nas quartas de final ao perder para a vice-campeã Argentina.

De Bruyne, destaque da Bélgica. (Foto: Getty)

De Bruyne, destaque da Bélgica. (Foto: Getty)

Com uma média de idade baixa, o elenco belga pode atingir o ápice técnico mental, no ciclo do Mundial 2018/EURO 2020. Apenas dois atletas presentes na EURO 2016 possuem mais de 30 anos. A equipe pode se organizar num módulo tático padrão na Europa, dispondo um 4-2-3-1 que se verte num 4-3-3.

O grande desfalque é o capitão/zagueiro Vincent Kompany (Manchester City/Inglaterra), vetado por problemas físicos. Por outro lado, os meio-campistas e atacantes à disposição de Wilmots, oferecem talento e versatilidade. Apesar da má temporada feita pelo Chelsea (Inglaterra), o meia Eden Hazard é a principal referência do time.

Yannick Carrasco, um dos destaques do Atlético de Madrid (Espanha) vice-campeão europeu, pode se tornar preponderante no grupo belga, durante esta EURO. Já o atacante Kevin De Bruyne (Manchester City/Inglaterra), transcendeu a condição de promessa, sendo hoje um jogador pleno de fato.

Os belgas devem avançar ao mata-mata sem muitos problemas, tendo ainda condições de chegarem no mínimo, à final da EURO 2016.

Itália
Melhor colocação: campeã em 1968
Treinador: Antonio Conte

Após a conquista do Mundial 2006 há exatos 10 anos, a Itália tenta se renovar a duras penas. Depois de cair na primeira fase do Mundial 2010, o treinador Cesare Prandelli assumiu a azzurra para o ciclo EURO 2012/Mundial 2014. Em campo a Itália ainda se alicerçava em líderes tetracampeões de 2006, como Gianluigi Buffon e Andrea Pirlo.

A campanha na EURO 2012 que culminou com um surpreendente vice-campeonato, foi obtida com os italianos se escorando nos gols da então promessa, Mario Balotelli (atual Liverpool/Inglaterra). No Brasil em 2014, a azzurra caiu na primeira fase e Prandelli se demitiu na sequência.

Antonio Conte substituiu Prandelli, lançando expediente de um estilo de jogo conservador, pragmático e tipicamente italiano; diferente do conceito ofensivo e moderno de seu antecessor. Balotelli não se tornou o craque esperado, perdendo espaço no ataque da seleção.

As lideranças da azzurra seguem as mesmas da década passada, com Buffon (38 anos, Juventus/Itália) ainda titular no gol, e o volante Danielle De Rossi (32 anos, Roma/Itália). No entanto sem Pirlo aposentado da seleção, a referência técnica seria o meia Marco Verratti (PSG/França), cortado devido ao diagnóstico de uma hérnia constatada no mês passado.

Conte leva à França uma Itália low profile, que no máximo luta por uma segunda vaga do grupo E. Pouco para uma seleção tão tradicional.

Irlanda
Melhor colocação: eliminado na primeira fase em 1988 (terceiro colocado em seu grupo)
Treinador: Martin O’Neill

Apesar de ostentar alguma tradição, a seleção da Irlanda estará cumprindo apenas a sua terceira participação na EURO. A equipe irlandesa esteve presente na última edição em 2012, mas sequer conseguiu chegar ao mata-mata.

O elenco à disposição do experiente treinador Martin O’Neill, ostenta uma alta média de idade e alguma dificuldade em renovação. O’Neill trabalhou em clubes da Premier League inglesa como Leicester City, Aston Villa e Sunderland, além de ter treinado o tradicional Celtic da Escócia.

A Irlanda é a primeira oportunidade de O’Neill numa seleção, obtida a partir de 2013. O treinador porém não conseguiu conduzir o time para o Mundial de 2014. Em campo, a liderança técnica/moral ainda reside no veterano atacante Robbie Keane (35 anos, ex-Tottenham e Liverpool/Inglaterra, atual LA Galaxy/EUA).

Os irlandeses se valem de um módulo tático tipicamente britânico (4-4-2), postando duas linhas de quatro atletas em seu campo defensivo. Valem-se da força física e das saídas em contra-ataque, em muitos casos via bola longa. A Irlanda lamenta o sorteio que a colocou num grupo duro, e briga por uma terceira colocação.

Suécia
Melhor colocação: quarto lugar em 1992
Treinador: Erik Hamrén

A seleção da Suécia é uma das mais tradicionais do norte da Europa. Foi medalha de ouro nas Olímpiadas de 1948 (possui ainda duas medalhas de bronze). Participou de 11 Mundiais, tendo obtido a terceira colocação em duas oportunidades (1950 e 1994).

A Suécia adentrará a sua sexta participação na EURO, da qual já foi quarta colocada em 1992. Os vikings suecos estiveram presentes na última edição do torneio em 2012, tendo sido eliminados na primeira fase.

Ibrahimović atuando pela Suécia nas Eliminatórias da EURO. (Foto Liselotte Sabroe - EFE)

Ibrahimović atuando pela Suécia nas Eliminatórias da EURO. (Foto Liselotte Sabroe – EFE)

O elenco a disposição do técnico Erik Hamrén no entanto não é o mais vistoso, se amparando única e exclusivamente na figura de seu carismático ídolo e craque Zlatan Ibrahimović (agora ex-PSG/França). Ibrah anotou assombrosos 11 gols em 10 partidas pelas Eliminatórias da EURO.

O atacante é a referência técnica do time, que depende totalmente dele. A equipe de Hamrén se desenha num 4-1-4-1, com o veterano meia Kim Källström (33 anos, Grasshopper/Suíça) atuando adiantado, em alguns momentos praticamente como um segundo atacante.

Além de Ibrah, a Suécia tem alguns destaques como o defensor Victor Lindelöf, campeão português pelo Benfica. E o meia Emil Forsberg um dos principais atletas do do alemão Red Bull Leipzig, que ascendeu a segunda divisão alemã e disputará a próxima Bundesliga.

Os suecos brigam por uma segunda vaga ou um bom terceiro lugar do grupo E. Fora isso, a presença de Ibrahimović em campo garante alguma expectativa por gols antológicos.

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