Neste último domingo, Portugal e França decidiram o título da edição 2016 da EURO, realizada em território francês. A partida foi realizada em Saint Denis (Paris/França), “casa” da seleção francesa. Os lusitanos porém surpreenderam, obtendo uma vitória suada por 1×0, na prorrogação.

O jogo

A princípio a seleção francesa de Didier Deschamps ostentava algum favoritismo, por não ter desfalques, nem ter se submetido a prorrogações durante todo o mata-mata. A França manteve o módulo tático em 4-2-3-1, tal qual Deschamps readequou a partir da vitória contra a Islândia, nas quartas de final.

Por outro lado, Portugal do técnico Fernando Santos desenvolveu campanha pautada por um jogo pragmático defensivo, onde suas estrelas Cristiano Ronaldo e Nani, não brilharam individualmente. No aspecto físico os lusitanos se submeteram a duas prorrogações nas oitavas/quartas de final.

Para a decisão, Portugal teve o retorno do defensor luso-brasileiro Pepe e também prosseguiu um esquema tático readequado por Fernando Santos (4-4-2 substituindo o 3-5-2/3-4-3 de início), já com a competição em andamento.

O lusitano Éder (a direita) no lance do gol. (Getty)

O lusitano Éder (a direita) no lance do gol. (Getty)

A partida não teve um grande atrativo técnico, mostrando equipes postadas de forma defensiva, arriscando-se de forma vertical apenas em contra-ataques. Com um nível de maior transpiração do que inspiração, sobressaíram-se os dois goleiros Hugo Lloris (França) e Rui Patrício (Portugal).

Cristiano Ronaldo deixou o campo aos 25 min, após entrada desleal do francês Dimitri Payet. CR7 tentou prosseguir, mas acabou substituído por Ricardo Quaresma. A França levava perigo com Antoine Griezmann, e com chutes de fora da área de Moussa Sissoko.

Tal qual na partida da semi-final contra a Alemanha, os franceses entregaram a posse de bola aos lusitanos, para sair no contra-ataque. Portugal percorreu 143.7 km durante toda a partida, contra pouco mais de 138 km percorridos pelos franceses, que ostentaram 53% de posse de bola com o esférico rolando.

A eficiência francesa nas finalizações foi baixa, em grande parte devido a partida impecável de Rui Patrício. A França finalizou 18 vezes (o dobro dos portugueses), onde sete chutes foram para fora e dos sete em direção ao gol, quatro foram interceptados pelo goleiro lusitano. Dados segundo levantamento oficial da UEFA.

No decorrer da segunda etapa, Fernando Santos postou o time num 4-3-3, com Quaresma, Nani e o atacante de área Éder, entrando aos 79 min, no lugar do meia Renato Sanches. O gol surgiu apenas aos 109 min da prorrogação, em chute de fora da área do próprio Éder.

Portugal obteve seu primeiro título relevante na categoria de seleção principal. Não jogou bonito, mas pode orgulhar-se de ter conquistado o título valendo-se de jogo coletivo superando a ausência de Cristiano Ronaldo, com certeza uma peça fundamental no conjunto da obra. Algo que inclui campanha de classificação e chegada às semi-finais, em duas EURO’s consecutivas.

Parabéns Portugal!

Imagem: Getty