Algumas semanas atrás, estávamos todos sentindo um inconfundível cheiro de pizza sendo preparada para ir ao forno. A Juventus quieta, o Milan fingindo que não era com ele e declarações aqui e ali de dirigentes falando em “anistia” caso a Itália vencesse a Copa eram sinais claros. Mas nesta terça-feira, o procurador federal Stefano Palazzi provou que, se a pizza está por vir, ela vem disfarçada.

Palazzi pediu penas duríssimas para os envolvidos. Se seu parecer for ouvido, a Juventus cai para a Série C e perde pontos e Milan, Lazio e Fiorentina caem para a Série B na punição mais severa da história do futebol mundial – o que seria excelente para o fatigado futebol italiano, sujo por tantos escândalos nos últimos anos. Até mesmo a imprensa, que exigia penas duras para quem estivesse envolvido, ficou surpresa com o chamado de Palazzi.

Na prática, uma punição similar teria desdobramentos ainda maiores. A Lazio correria o risco de sumir do mapa, pois pode não ter capacidade de arcar com seus débitos caso não tenha as receitas da Série A. Em Turim, a família Agnelli teria de recomprar todas as ações da Juventus para evitar um processo de falência fraudulenta. Milan e Fiorentina teriam de vender a maioria de seus jogadores de porte, fazendo a alegria dos outros grandes do continente.

É justo o pedido? É difícil dizer. Não há dúvidas que Luciano Moggi comandava todo o processo e que a Juventus era a maior beneficiária. Difícil de avaliar é qual o lucro que os outros clubes tinham, porque conhecimento dos fatos é difícil acreditar que os diretores dos clubes italianos não tivessem.

O processo ainda se estende por mais duas semanas e há boas chances de que as penas sejam abrandadas. Mesmo assim, Juventus na Série B e penalização de pontos para Milan, Lazio e Fiorentina ainda na primeira divisão são sentenças que soam absolutamente críveis.

Pessotto

A notícia de que o juventino Gianluca Pessotto tinha tentado se matar, jogando-se do prédio da sede da Juventus veio quase que como uma piada. “O que? O Pessotto? Não pode ser”. Atleta determinado, profissional modelo e jogador muito ligado a clube e família, Pessotto sempre foi um exemplo.

A primeira reação despertou o preconceito de todo mundo, com o imaginário popular remetendo às cenas de “O Poderoso Chefão”, onde os poderosos se livravam de inconvenientes com ‘acidentes’. Mas logo veio a versão que até agora é a mais aceita, a de depressão, stress e problemas familiares.

O caso ainda não terminou, especialmente porque o atleta parece estar se recuperando. Com a Juventus no olho do furacão, tudo sempre fica suspeito, mas a versão de problemas pessoais é muito mais verossímil.

– A ida de Fabio Capello para o Real Madrid é um sinal certeiro de como a Juventus não se salvará.

– Mas também é praticamente um adeus de Capello à Itália em sua carreira como treinador.

– Os italianos estão vendo muito mal a decisão do técnico de abandonar o barco quando ele está fazendo água.

– Seu substituto deve ser Didier Deschamps.

– A Roma negocia com Crespo, que já decidiu que quer deixar o Chelsea.

– O recém-eleito presidente do Real Madrid confirma as promessas de campanha e diz que Kaká vai para a Espanha.