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Um técnico trabalhando

Pasquale Marino é um dos técnicos italianos que me surpreendeu recentemente. Primeiro, ele apareceu para a Série A num Catania que eu tinha certeza que ia cair, depois de uma boa campanha no Arezzo. Não só não caiu como plantou as bases para uma permanência dos etnei na Série A. Depois, fez a Udinese jogar realmente bem por um tempo e confirmou Di Natale como um goleador nato (algo que antes não acontecia, com o legítimo Totó jogando como externo direito, longe do gol, desde os tempos do Empoli). Agora, está acertando o Parma (ou pelo menos deu sinais disso) passo a passo, sem contratações nem mudança de esquema. É definitivamente um treinador trabalhando.

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Patoschi x Turbomario

Esqueça Kaká, Ronaldo e Seedorf. Esqueça também Ibrahimovic, Vieira e Cambiasso. Estes são os craques do passado. Milão agora está numa fase tão de renovação que a nova discussão já é para ver quem é o novo Pato. Tudo bem, é um exagero – mas não muito. A chegada explosiva do brasileiro ao Milan fez a imprensa italiana começar a debater qual dos dois lados da cidade tem o craque mais promissor.

Claro, a estréia de Alexandre Pato pelo Milan, fazendo um golaço contra o Napoli, é que começou a “disputa”. O ‘velho’ Pato, que completou 18 anos em setembro, é o símbolo do que o Milan não tem: uma divisão de base capaz de revelar craques. E um jogador tão novo num elenco cuja idade média beira os 30 anos caiu como uma luva para o clube.

Daí, a imprensa passou a dar atenção à ‘resposta’ interista a Pato. Mario “Turbomario” Balotelli ainda não tem 18 anos (faz aniversário em agosto). Filho de imigrantes ganeses e criado por uma família italiana, Balotelli estreou na Lumezzane em 2006 (então na terceira divisão, hoje na quarta) com 15 anos (um recorde), graças a uma autorização da federação. No mesmo ano, já foi levado à Inter por olheiros e em dezembro passado, estreou no time principal, contra o Cagliari. Duas ‘doppiettas’ contra Reggina e Juventus (pela Copa Itália) mostraram que o italianinho não estava para brincadeiras e o credenciaram como uma resposta à altura de Pato.

E eis que o Milan respondeu à resposta da Inter. Alberto Paloschi estreou pela Copa Itália e fez um gol na derrota para o Catania. Em fevereiro (já com 18 anos), estreou na Série A contra o Siena fazendo o gol decisivo na vitória sobre o Siena. Depois de o Milan vencer a Fiorentina com gol de Pato e o Siena com gol de Paloschi, o narrador Gianni Cerquetti, da RAI, cravou: “o Milan ganhou os últimos seis pontos graças a Patoschi”. Corrigido por um colega, o narrador reafirmou: “Não, Paloschi, não. Patoschi, a dupla”.

Na prática, o raro fenômeno de uma competição de promessas entre Inter e Milan ainda não tem uma conseqüência. Contudo, a empolgação das duas diretorias com as estréias de sucesso de jogadores tão novos podem estimular um maior investimento nas divisões de base dos clubes, especialmente o Milan, que ‘aposentou’ a divisão de base e raramente revela alguém, como atestou o capitão Maldini. “No Milan, a divisão de base foi esquecida”.

Quem é melhor? Bom, é até piada tentar dizer isso com jogadores que ainda mal completaram 18 anos. Pato é visivelmente mais experiente e aparentemente com mais lampejos geniais que os outros dois. Mas ‘Turbomario’ também impressionou, especialmente pelos dois gols sobre a Juventus. E Paloschi dá todos os sinais de um jogador à la Inzaghi, que não tem lances maravilhosos tecnicamente, mas tem um faro de gol notável.

Bem, todo este entusiasmo, devemos dizer, se dá depois de os três juntos terem menos de 30 partidas profissionais. Pato e Paloschi – aparentemente – têm um ambiente seguro para crescer, protegidos por craques experientes e um ambiente familiar e num elenco que carece de atacantes. Na Inter, Balotelli tem rivais pela posição (como Ibrahimovic e Crespo) e um ambiente mais instável. Talento, há. Se há suporte para tanto, o tempo dirá.

Perdeu, tomou!

Depois de quatro vitórias seguidas, a Fiorentina tinha uma sequência de dois jogos que nem soava assim tão mortal: Milan em casa e Atalanta em Bérgamo. Mas graças a um Pato em estado de graça e uma Atalanta azeitada e muito determinada, o clube toscano deve entrar na 23ª rodada na quarta posição, caso o Milan vença o Livorno. Por causa disso, toda a admiração que se tinha pela Fiorentina no começo do campeonato está indo por água abaixo e já há na Itália quem diga que o time é medíocre? Injustiça?

Sim, é injusto sim. É verdade que a Fiorentina contrata bastante e tem muitos jogadores que podem explodir nos próximos anos (Lupoli, Kuzmanovic, Montolivo, Osvaldo, Vanden Borre), mas tirando Adrian Mutu, a Fiorentina não tem jogadores que sejam craques, como um Kaká no Milan ou um Ibrahimovic na Inter. E isso faz a diferença. Por exemplo: no jogo contra o Milan, a Fiorentina não merecia a derrota e manteve o Milan controlado. Só que na hora de decidir, o Milan tinha Kaká e Pato e a Fiore não.

Além disso, apesar do time de Cesare Prandelli dar suas patinadas, o técnico está maturando quase todo um time de jovens promessas (como as citadas acima). Algumas delas, como o atacante Pazzini, já têm condições de enfrentar a Série A com todos os méritos.

As críticas excessivas fizeram o diretor de futebol do clube, Pantaleo Corvino, partir para o ataque: “Estamos colados na zona de classificação para a Liga dos Campeões contra clubes que têm uma vantagem imensa. Colocar tudo abaixo depois de dois resultados negativos não é um sinal de crescimento. Se alguém quer descer o pau, que desça em mim”, disse Corvino à Gazzetta Dello Sport.

– A Fiorentina já dá como certa a partida de Ujfalusi em junho, destino Liverpool.

– A renovação de contrato de Ronaldo com o Milan depende do departamento médico do clube. Inzaghi, Pato e Paloschi estão confirmados para 2008, enquanto Gilardino depende da permanência ou não do brasileiro.

– Esta é a Seleção Trivela para a 21a rodada da Série A:

– Buffon (Juventus); Diana (Torino), Siviglia (Lazio), Modesto (Reggina); Mancini (Roma), Delvecchio (Sampdoria), Cambiasso (Inter), Seedorf (Milan); Di Michele (Torino), Pazzini (Fiorentina) e Muslimovic (Atalanta)

Roma, primeiro ato

Três jogos, três vitórias, sete gols feitos, nenhum sofrido e a liderança isolada após quatro rodadas. Não, a campanha romanista até aqui não quer dizer que a Roma agora seja a favorita para vencer a Série A e que Inter e Milan sejam cartas fora do baralho. Só que é o suficiente para deixar o torcedor da Roma confiante – com razão.

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Arbitragem e lama

Há determinados dias em que você sabe que não deveria ter saído de casa, porque tudo – simplesmente tudo – dá errado. Só que não há escapatória e é preciso que se vá até o fim. Essa é a sensação desta temporada na Itália. E na semana passada, ela ficou ainda mais forte.

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Como eles foram no primeiro turno

Inter – 1º turno nota 9
Não há necessidade de relembrar o quanto a Inter é onipotente nesta temporada. Com o melhor elenco, sem achaques psicológicos e uma largada com vantagem folgada sobre o Milan, o campeonato revelou-se mais fácil do que já parecia. A vantagem inicial esmagadora não zera os méritos de Roberto Mancini e companhia: o técnico conseguiu tirar o melhor de Ibrahimovic, Vieira, Crespo e Dacourt, além de gerenciar sem muito dano a situação de um Adriano que queria ser vendido por pressão do empresário. Só um desastre tira a Inter da rota do título, embora no âmbito continental, não haja sinais de que a primazia possa se repetir.

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B de Boa

Nem tudo é motivo de lamentação na Itália. Se a divisão maxima sofre para suprir a ausência do maior time do país, assiste uma queda de público sensível (mais de 10% a menos do que a temporada anterior) e teve uma saída de talento precioso rumo ao exterior (Thuram, Zambrotta, Shevchenko), os italianos voltaram a descobrir que existe vida embaixo do tapete. Graças à uma série de circunstâncias, a Série B 2006/07 vive um de seus melhores campeonatos de todos os tempos.

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O país da pizza

A fúria com que o escândalo do ‘Calciocaos’ se abateu sobre a Itália não deixava margem para dúvidas. Os culpados iriam ser punidos. E com rigor. A sociedade estava estarrecida. As instituições estavam em xeque e o sistema parecia pronto para o choque de honestidade que se revelava necessário há tanto tempo. Tudo isso provavelmente seria verdade, caso não estivéssemos em 2006, um ano de Copa do Mundo. Ou então, se a Itália não tivesse vencido a final.

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O que ocorre com o Imperador

Na temporada 2002/03, o Parma tinha descoberto uma nova jóia. Tinha perdido Crespo para a Internazionale, mas em troco recebera um Adriano que ainda era tratado com escárnio no Brasil. A lembrança era a do desengonçado atacante que Zagallo tinha dispensado do Flamengo em troca de meio Vampeta.

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