A crise existencial de um Barcelona perfeito

O Barcelona não está bem. A derrota para um Milan promissor, mas ainda medíocre e a derrota indiscutível para um Real Madrid determinado fazem crer que o time não está bem. A má fase não é técnica – é mental. Pensando no ano que vem (porque dificilmente conquista-se a Liga dos Campeões ou perde-se o Espanhol nas atuais circunstâncias), os catalães fariam bem a pensar num novo nome para seu banco de reservas. Por mais triste que seja, é fato que imaginar Tito Villanueva com a capacidade física que o cargo exige é otimismo puro. E sem treinador – como acontece hoje – nem o melhor time do mundo consegue jogar sem perder rendimento. O Barça precisa de um novo organizador. Continue lendo “A crise existencial de um Barcelona perfeito”

Sem hecatombes, a Juve já é bicampeã

Hoje , a combalida Gazzetta Dello Sport traz uma nota que diz: de Moratti a Petkovic, ninguém segura esta Juve. É uma análise seca e clara do atual italiano. Esta Juventus recuperou o seu DNA e, não fosse pela enésima pisada de bola em proteger com unhas e dentes um cara envolvido em mais um escândalo (o ótimo técnico Conte), mereceria mais destaques. Esta Juve joga mais do que pode, como a Juventus sempre fez (aliás, como um alvinegro de outro país também costuma fazer). Não serão uma Lazio e uma Roma em construção (em ótimo caminho, mas em construção) nem duas milanistas decadentes, ou um Napoli Cavani-dependente que poderão estancar a sangria que ela deixa. Este Italiano só sai de Turim por motivos  de força maior. Continue lendo “Sem hecatombes, a Juve já é bicampeã”

Adriano imperador

“Nella gioia e nel dolore, Adriano imperatore”. Estes eram os dizeres de uma faixa no campo de treinamentos da Pinetina, quando cerca de mil torcedores aguardavam Adriano voltar do Rio de Janeiro, onde fora acompanhar o enterro de seu pai. O centroavante já tinha conquistado a ‘tifoseria nerazzurra’, e de lá para cá, só fez crescer a idolatria, muito parecida com a que teve Ronaldo em seu primeiro ano de Inter. Continue lendo “Adriano imperador”