Tag: júlio baptista

Mercado da Itália em janeiro – Parte I

Internazionale

Contratações excelentes. Se não fosse por Cassano, teria sido um mercado ainda melhor do que o do Milan. Luis Fabiano não deve fazer falta. Pazzini é um centroavante excepcional esperando uma chance como essa para converter-se num ‘top’ do futebol europeu. Em sua estreia, queimou a boca de quem pensava que ele pudesse ter problemas de adaptação com Milito (embora seus gols tenham vindo de uma ação pessoal). Com Kharja, Ranocchia e Nagatomo, a Inter fez exatamente o que Benitez tinha pedido: quatro reforços. A minha única dúvida fica sendo em cimade Nagatomo, que é muito baixo (1m70) para uma defesa acostumada com laterais altos nas jogadas de bola parada. Se adaptado, pode ser uma opção muito eficiente. A saída do excelente Santon foi acertada: fechado por Maicon e improvisado à lateral-esquerda, ele não tinha mais um mentor como Mourinho para desenvolvê-lo. Mesmo assim, segue sendo o mais promissor lateral italiano.

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Júlio Baptista, o mito anti-Gaúcho

Injustamente, Júlio Baptista está sendo desenhado pela imprensa como a antítese de Ronaldinho. Há argumentos para a tese, a mais forte sendo que Dunga considera que só tem mais uma vaga para o meio-campo e como os dois jogadores atuam no setor, estariam disputando o mesmo lugar. Só que um não tem nada a ver com o outro.

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Apresentação da temporada – parte V

Football Club Internazionale Milano
Estádio: Giuseppe Meazza “San Siro” (85.700 pessoas)
Principal jogador: Zlatan Ibrahimovic (atacante)
Fique de olho: Mario Balotelli (atacante)
Competição continental que disputa: Liga dos Campeões
Time base (4-2-3-1, 26/08): Julio Cesar; Maicon, Samuel, Chivu e Maxwell; J. Zanetti e Cambiasso; Figo, Muntari e Mancini; Ibrahimovic.
Técnico: José Mourinho (novo)
Objetivo na temporada: vencer a Liga dos Campeões

Contestado ou não, o tricampeonato italiano da Inter é o que determina a fixação dos objetivos do clube para esta temporada. Depois de conquistar a liga nacional por três anos, somente um sucesso na competição mais importante da Europa pode dar a sensação de uma boa temporada. Qualquer outra coisa é fracasso.

A cobrança espartana só aumenta com a contratação de José Mourinho, provavelmente o melhor técnico do mundo hoje. Ele mesmo perseguiu, no Chelsea, a taça que venceu com o Porto, mas não a conseguiu. Com um time entrosado, reforços mirados e a condição de “time que todos querem odiar” será que o lado ‘nerazzurro’ de Milão pode chegar ao final de maio próximo festejando?

Condições existem. A Inter tem um técnico que prioriza o sistema defensivo antes de tudo e essa boas defesas são a condição básica para vencer campeonatos. Nomes como Samuel e Chivu devem ser o suficiente para dar estabilidade ao time e no ataque, o sueco Ibrahimovic é a esperança de um setor ofensivo montado para fazer muitos gols.

Mourinho chegou na Itália fazendo inimizades (vide seu atrito com Claudio Ranieri) e precisa perceber que as relações interpessoais na Itália podem definir o futuro de um profissional – mesmo que extremamente competente. Outro desafio será o de fazer conviver dois atacantes natos como “Ibra” e o brasileiro Adriano. Com um pouco de sorte para evitar contusões e a carta branca que lhe foi dada pelo dono do clube, Mourinho tem como tirar a Inter do jejum europeu de 43 anos.
Associacione Sportiva Roma
Estádio: Olímpico de Roma (82.222 pessoas)
Principal jogador: Francesco Totti (meia-atacante)
Fique de olho: Stefanop Chuka Okaka (atacante)
Competição continental que disputa: Liga dos Campeões
Time base (4-2-3-1, 26/08): Doni; Panucci, Juan, Mèxès e Riise; De Rossi e Pizarro; Taddei, Julio Baptista e Perrotta; Totti.
Técnico: Luciano Spaletti (mantido)
Objetivo na temporada: vencer o campeonato

Mesmo que com rumores da venda do clube cercando a tranqüilidade do elenco, a Roma parte com uma vantagem sobre a maioria de seus rivais domésticos: o entrosamento. O clube de Trigoria tem basicamente o mesmo time há três temporadas e nem a saída de um nome importante como Mancini tende a diminuir a capacidade da equipe de Francesco Totti.

Spaletti criou uma equipe rápida e ofensiva, muito técnica, que prefere jogar com o baricentro alto (ou seja, com a posse de bola pressionando o adversário em seu campo). Uma dupla de medianos que marcam e passam bem (De Rossi e Pizarro) é a condição básica para o 4-2-3-1 romanista. O esquema nasceu da necessidade de se jogar para Totti e até o último campeonato, isso era um problema que o uso do montenegrino Vucinic parece ter resolvido.

O norueguês Riise na lateral-esquerda deve dar ainda mais solidez a uma defesa que na prática joga com quatro zagueiros. No extremo oposto, somente Perrotta tem características mais de meio-campista, com Júlio Baptista (finalmente escalado na sua posição predileta), Taddei e Totti (ou Vucinic) alternando-se no papel de último atacante.

Contratações como as do defensor Loría e a integração de Okaka ao elenco aumentam as opções do técnico Spaletti, mas não deixam o elenco largo o suficiente para a Roma lutar de igual para igual com o trio de ferro italiano. Pensar em LC e Série A não é viável. Se quiser vencer algum dos dois, a Roma terá de fazer uma escolha. E ainda assim, não terá vida fácil.

Juventus Football Club
Estádio: Olímpico de Turim (25.370 pessoas)
Principal jogador: Gianluigi Buffon (goleiro)
Fique de olho: Paolo De Ceglie (defensor)
Competição continental que disputa: Liga dos Campeões

Time base (4-4-2, 26/08): Buffon; Grygera, Mellberg (Legrottaglie), Chiellini e Molinaro (De Ceglie); Camoranesi, C. Zanetti (Poulsen), Sissoko e Nedved; Del Piero (Amauri) e Trezeguet (Iaquinta)
Técnico: Claudio Ranieri (mantido)
Objetivo na temporada: vencer o campeonato

Associazione Calcio Fiorentina
Estádio: Artemio Franchi (47.282 pessoas)
Principal jogador: Adrian Mutu (atacante)
Fique de olho: Zdravko Kuzmanovic (meio-campista)
Competição continental que disputa: Liga dos Campeões

Time-base (4-3-1-2, 26/08): Frey; Zauri, Gamberini, Kroldrup e Vargas; Kuzmanovic, Felipe Melo e Montolivo; Jovetic; Mutu e Gilardino.
Técnico: Cesare Prandelli (mantido)
Objetivo na temporada: vaga na Liga dos Campeões

A ativa comunidade de torcedores da Fiorentina há de se irritar, mas o fato é que o clube toscano começa sua temporada com uma meta fixa: se classificar novamente para a LC. “Mas como? E o título?”. Calma com o andor. A Fiorentina pode até ser campeã, mas começa a liga correndo por fora. E a avaliação é do insuspeito técnico do time, o excelente Cesare Prandelli.

Por mais que tenha se reforçado com ótimas promessas, a Fiorentina não tem ainda os nomes que decidem campeonatos. Mutu é um ótimo jogador, mas não é um Kaká nem um Ibrahimovic. E os muitos Montolivos, Jovetics e Osvaldos do elenco ainda precisam amadurecer para dar consistência a um time que quer ser campeão.

O time deste ano deve ser melhor que o anterior. Prandelli garantiu dois externos defensivos melhores (Zauri e Vargas), um ‘trequartista’ de imenso potencial (Jovetic) e aposta na recuperação de Gilardino, que nas suas mãos, já foi um atacante letal. Além disso, o técnico torce para que o brasileiro Felipe Melo tenha a capacidade de dar a segurança necessária á sua defesa.

Assim como a Roma, a equipe “viola” é de altíssima qualidade, mas não tem substitutos que mantenham o nível do elenco titular. O grupo é grande demais e tem muitas promessas que precisam de rodagem, mas que no ‘Franchi’ ficam sem ritmo de jogo. O clube chegou no difícil momento de trocar de estágio e precisa de craques. Promessas já não adiantam mais.

Despedida

Depois do meu amigo e sócio Tomaz Alves, chegou a hora de eu me despedir da Trivela também.
Dez anos depois, o laboratório de texto dos alunos da ECA-USP virou uma publicação sólida e chegou a hora de me despedir agradecendo a todos os leitores, colegas, críticos. Obrigado a todos.

Linha de largada

Finalmente, depois de anos de escândalos, desgraças, rebaixamentos, tapetões e baixarias, começa no sábado um Italiano sem nenhum atraso além do previsto e sem ninguém chiando. Um verdadeiro milagre que só faz a felicidade de quem está com saudade do ‘Calcio’.

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Tática: paciência

Milão teve uma edição não muito bela de seu derby no último domingo. Há oito anos que um Inter x Milan não acabava em empate, e graças a um toque fortuito de Kaká, o tabu continuou. O jogo foi sem graça, por vezes, chato; mas certamente terá importância vital no campeonato.

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