Tag: Armando Picchi

Sete times e 90 minutos

Era uma vez um campeonato que, durante todo o ano, teve altos e baixos (mais baixos do que altos). Mas na sua última rodada, não. Tudo mudou. Sete entre seus vinte times entrariam em campo nos últimos 90 minutos precisando vencer para garantir alguma coisa. Até o título sairia de um jogo do líder contra um time que tinha que ganhar para não cair, além de torcer para o vice-líder bater outro ameaçado numa outra partida.

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Lá vem o Pato

Tá, vamos deixar para lá a ladainha de “fim da Era Pato” que tomou conta da mídia com a venda de Alexandre Pato para o Milan. Não dá para levar a sério quem quer dizer que um jogador com 27 jogos como profissional possa ter deixado uma marca na história de um clube da envergadura do Colorado, mesmo que ele tenha participado de uma conquista épica. A saída dele do Beira-Rio era certa, ainda que tenha sido apressada pelo modo ufanista como a mídia o tratou.

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A batalha da Terra Média

Se o retorno da Juventus à Série A promete uma temporada acirrada na briga pelas primeiras posições, outra briga muito boa deve ser aquela entre equipes no meio da tabela: aliás, na verdade, a força das equipes médias italianas é que faz com que o torneio seja tão duro para os grandes clubes.

A principio fora da luta pelo titulo, Sampdoria, Udinese, Torino, Atalanta, Genoa, Napoli e Empoli fazem pré-temporadas e contratações que deixam boas expectativas para as suas chances no campeonato, sem economizar e apostando em treinadores que gostam de planejar e não o rame-rame de ‘prancheta e amarelinha’.

Mesmo nesse batalhão, ainda há subdivisões: Genoa, Sampdoria e Udinese, aparentemente se esforçarão até mesmo para surpreender algum dos grandes clubes. Os investimentos dos três parecem apontar para a montagem de times realmente fortes e que, porque não, não fariam milagres se lutassem por vagas na Europa.

Em Genova, uma briga particular entre Sampdoria e Genoa, que pela primeira vez se enfrentam na Série A em mais de uma década. A Samp tem uma base mais entrosada e já acostumada à Série A, mas o Genoa conta com jogadores que tem tudo para se destacar no campeonato.

A Samp fez uma campanha de contratações quase toda ela italiana. O goleiro Mirante, da Juventus, o volante Sammarco e os atacantes Bellucci e Caracciolo encorparam muito o elenco de Walter Mazzarri, o arquiteto da milagrosa permanência da Reggina na primeira divisão. No Genoa. O bom arqueiro Pegolo, o meia-atacante Leon e o atacante Di Vaio podem ser a base de um time consistente.

Depois de garantir o passe de Quagliarella, a Udinese naturalmente chamou as atenções sobre si. O atacante italiano mais badalado do momento fará com Floro Flores e Di Natale um tridente ofensivo bem respeitável. Mesmo com as vendas de Muntari (Portsmouth – ING) e Iaquinta (Juventus), o clube de Udine desponta como forte candidato a ser um grande incômodo para os grandes.

Entre os outros quatro – Atalanta, Empoli, Napoli e Torino – a palavra de ordem é calma, mas as condições estão todas lá. Em Bérgamo, os atalantinos tem a melhor divisão de base da Europa e um treinador que sabe dar forma a novos times; o Empoli tem um grupo que joga a Copa Uefa e uma base ainda mantida (apesar de algumas cessões); o Napoli tem uma torcida fanática e isso deve pesar nos jogos em casa, enquanto o Torino não economizou, fazendo excelentes contratações como Natali (Udinese), Grella (Parma) e Di Michele.

É difícil prognosticar quem deve sair na frente com a campanha de contratações ainda em andamento; Reggina e Parma precisam de mais reforços se não quiserem correr riscos desnecessários, mas já tem boas bases para começar. Exceção feita a Siena, Cagliari e Catania – que ainda tem fragilidades mais sérias – jogar fora de casa será mau negocio nesta temporada, mesmo para os ‘gigantes’ do norte do pais.

Livorno

Destaque: Cristiano Lucarelli (atacante).
Classificação final: 11o lugar.
Resultados na Europa: eliminado pelo Espanyol (ESP) na segunda fase da Copa Uefa.
Copa Itália: eliminado nas oitavas-de-final pelo Arezzo.

Mesmo com todo o bate-boca entre o elenco, técnico e o presidente do clube, Aldo Spinelli, o clube toscano fez uma campanha muito boa para seu porte. Não há um mecenas bilionário por trás do clube que Fernando Orsi conduziu até um 11o lugar na tabela.

O Livorno dependeu, como há vários anos, de seu capitão e artilheiro, Cristiano Lucarelli, que é o maior jogador da história do clube. Se Daniele Arrigoni, que brigou com Spinelli e causou um mafuá no estádio Armando Picchi, não tivesse tido todos os problemas que teve, talvez pudesse até ter lutado por uma vaga Uefa. Mas do jeito que estava, o fim de campeonato foi muito bom.

Messina

Destaque: Christian Riganó (atacante).
Classificação final: 20o lugar (rebaixado).
Resultados na Europa: não participou.
Copa Itália: eliminado nas oitavas-de-final pela Inter.

Finalmente, a equipe siciliana entregou os pontos e acabou na posição que o seu elenco permitia. O talismânico atacante Christian Riganó não foi o suficiente para fazer com que o time realizasse algum milagre, como nas últimas temporadas. E a diretoria também não, com nenhuma tapetada de última hora. Poucos destaques (talvez só o marfinense Zoro) em um time que vai levar tempo para voltar da Série B.

Milan

Destaque: Kaká (meio-campista).
Classificação final: 4o lugar (vaga na Liga dos Campeões).
Resultados na Europa: Titulo da Liga dos Campeões.
Copa Itália: eliminado nas semifinais pela Roma.

Começo aterrador e final de conto de fadas – com direito à consagração de um ídolo, o brasileiro Kaká. A temporada do Milan no Campeonato Italiano foi bem sem graça, mas na Liga dos Campeões, foi um exemplo de como a manutenção de um treinador e o bom gerenciamento de um grupo podem fazer milagres.

Milagres sim, porque o Milan não era o melhor time da Europa nesta temporada, só que tinha uma garra que ninguém mais tinha e um Kaká em forma esplendorosa. O brasileiro teve, é verdade, a ajuda de outros jogadores sensacionais, como o holandês Seedorf, os italianos Gattuso, Inzaghi e Pirlo e o tcheco Jankulovski, todos em uma bela orquestra. Kaká, no entanto, foi um solista que já entrou para a história.

Curtas

– Se a Udinese garantiu uma série de reforços, como o italiano Quagliarella, deve perder o goleiro Morgan De Sanctis, que pediu para ser vendido, depois da chegada de Handanovic e Chimenti.

– Outro golpe da Juventus: o zagueiro Barzagli, do Palermo, está praticamente acertado com o clube de Turim.

O primeiro troféu

Não era muito difícil prever que a partida que valia a Supercopa Italiana, entre Milan e Lazio, tinha um favorito. De um lado, um time que vinha de um título europeu e um ‘scudetto’; do outro, um que se salvou por pouco da falência e que teve de vender seus melhores jogadores para rearrumar a casa.

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