No último domingo Manchester United e Liverpool empataram em 1×1, no clássico entre as equipes vermelhas, que valeu pela vigésima primeira rodada da Premier League inglesa. O confronto gerou expectativa mas não foi exatamente um primor de espetáculo.

O resultado mantém o United na sexta colocação com 40 pontos, ao passo que o Liverpool se vê na terceira colocação com 45 pontos, numericamente empatado com o ocupante do segundo posto, Tottenham Hotspur.

Manchester United

O técnico José Mourinho mandou a campo alinhamento inicial com De Gea, Valencia, Jones, Rojo e Darmian. Carrick, Herrera, Pogba e Mkhitaryan. Martial e Ibrahimović. O desenho tático variou o 4-2-3-1 e o 3-4-3 com Antonio Valencia mais sobressalente à linha dos quatro defensores. O segundo módulo se vê bem definido.

Tal qual no embate do primeiro turno, o United mais uma vez viu o Liverpool lhe entregar a posse de bola. Na primeira etapa os red devils foram pouco ameaçados. Anthony Martial conseguia encontrar espaços pelo lado esquerdo, Zlatan Ibrahimović quase abriu o placar aos 13 min, após recuo de bola equivocado do zagueiro red Dejan Lovren e Paul Pogba criou boa chance aos 19 min.

O gol dos reds que abriu o placar surgiu aos 26 min, decorrente do pênalti tolo cometido por Pogba. O meia francês tocou a bola com as mãos em jogada de escanteio a favor do Liverpool. James Milner cobrou e fez 1×0. Na sequência Ibrahimović (de falta) e Henrikh Mkhitaryan exigiram defesas difícieis do goleiro Mignolet.

A postura um tanto quanto covarde do Liverpool, não se alterou na segunda etapa. O gol de empate do United, saiu aos 84 min. Mourinho já havia colocado em campo Marouane Fellaini e a ordem era explorar as jogadas aéreas. Valencia iniciou jogada da direita para Wayne Rooney na esquerda que cruzou para Fellaini finalizar, sem sucesso. Valencia aproveitou a sobra tocando para Ibrahimović, fazer o gol de empate.

Curiosamente o United obteve menos ocasiões de gol que o Liverpool, 9 (contra 12 dos reds), das quais apenas 3 foram em gol. Os red devils ostentaram 56% da posse de bola.

Liverpool

O treinador Jürgen Klopp convive com problemas para escalar sua equipe. O brasileiro Philippe Coutinho retornou de lesão, mas ficou como opção no banco. O atacante senegalês Sadio Mané e o zagueiro camaronês Joel Matip, vinham sendo destaques, mas no momento servem (ou deveriam estar servindo) suas seleções na Copa das Nações Africanas.

Matip em especial de ascendência alemã, recusou-se a jogar pela seleção de Camarões na competição africana, mesmo convocado oficialmente. A circunstância impede Matip de retornar e atuar por seu clube, até que o torneio de seleções esteja encerrado, ou que a seleção camaronesa seja eliminada.

Klopp mandou a campo o time com Mignolet, Alexander-Arnold, Lovren, Klavan e Milner. Henderson, Emre Can, Wijnauldum, Lallana, Origi. Firmino. O desenho tático habitual dos reds em 4-2-3-1 não é possível. A disposição que se viu foi um tanto quanto esquisita, um 3-4-2-1 com Milner, meio-campista externo de origem, postado como falso lateral-esquerdo, quando o time se posicionava defensivamente em 4-4-2.

A ideia única de Klopp era sair em contra-ataques, com o técnico alemão parecendo ciente das limitações ofensivas de seu time. A equipe criou 12 ocasiões de gol (3 a mais que o adversário), das quais apenas 3 foram em gol e aquela que se concretizou, originou-se do pênalti cobrado pelo próprio Milner, na primeira etapa. Todos os dados segundo o The Guardian.

Sem a dupla Mané/Coutinho o ataque do Liverpool não dispõe de objetividade. Origi e Firmino são atacantes de maior força física. O goleiro belga Simon Mignolet foi o grande destaque dos reds na partida.

Manchester United e Liverpool retornam a campo pela Premier League no próximo sábado (21/01). Os red devils visitarão o Stoke City e os reds receberão o Swansea City.

Imagem de Origi (de amarelo, a esquerda) e Jones: Phil Noble/Reuters