No último sábado Manchester United e Arsenal realizaram clássico válido pela décima segunda rodada da Premier League, em Old Trafford (Manchester/Inglaterra). O confronto foi equilibrado como o placar final em 1×1 faz supor. Da parte dos treinadores o encontro foi tenso como sempre, devido à rivalidade entre José Mourinho e Arsene Wenger.

O resultado deixou o Arsenal na quarta colocação com 25 pontos, ao passo que já pairam dúvidas acerca da possibilidade do United se classificar para a Champions League 2017/2018, via colocação da liga inglesa. Os red devils estão em sexto lugar (19 pontos), a cinco pontos de distância do quinto colocado.

Manchester United

José Mourinho mandou a campo De Gea, Valencia, Jones, Rojo e Darmian. Carrick, Herrera, Mata, Pogba, Martial. Rashford. Mou lidou com a suspensão automática de Zlatan Ibrahimović, mas teve os retornos de Ander Herrera (voltando de suspensão) e Antonio Valencia (recuperado de lesão num dos braços).

Com Valencia de volta, o módulo tático em 4-2-3-1, passível de se desdobrar em 3-4-3 quando o próprio Valencia avança, tornou-se novamente efetivo. Mais além, Phil Jones e Michael Carrick estabelecidos no time antes da última pausa para a data FIFA de jogos de seleções, segue plena.

A presença de Carrick foi enaltecida pela imprensa inglesa às vésperas da partida. O veterano volante está sendo um bom tutor para Ander Herrera, personificando sim uma aptidão de Mourinho em perceber as fragilidades de um sistema defensivo. Carrick contribui na parte tática e no aspecto mental.

Conseguindo bloquear os intentos ofensivos do Arsenal, o United mostrava maior efetividade nas jogadas de ataque. Os red devils porém abriram o placar apenas aos 68 min. Paul Pogba e Herrera tramaram jogada pela ponta direita (esquerda da defesa gunner). Herrera cruzou baixo para Juan Mata entrando pelo centro da área, finalizar.

O gol adversário que decretou o empate saiu quase no fim do tempo complementar, com Oliver Giroud superando Phil Jones. O zagueiro red devil por sua vez, ainda padece de falta de ritmo de jogo.

O United cumpriu sua proposta de jogo, entregando a posse de bola ao adversário para procurar os contra-ataques. Os red devils ostentaram 47% de posse de bola. Criou 12 ocasiões de gol, sete a mais que o rival, mas destas 12 apenas 5 foram em gol.

Arsenal

O time de Arsene Wenger se apresentou no alinhamento inicial com Cech, Jenkinson, Mustafi, Koscielny e Monreal. Coquelin, Elneny, Walcott, Özil e Ramsey. Alexis Sánchez. O desenho tático é um 4-2-3-1, sendo que Wenger optou por deixar o meia suíço Granit Xhaka, como opção no banco.

Walcott (a frente) e Darmian (P. Noble/Reuters)

Walcott (a frente) e Darmian (P. Noble/Reuters)

Os gunners criavam jogadas de ataque, mas não conseguiam obter efetividade dentro da área do United. Quando o time se abre ofensivamente, os laterais (Jenkinson/Nacho Monreal) concedem lacunas em suas costas, seja à direta ou seja à esquerda. Com Carrick fixo à cabeça de área do United, Mesut Özil que faz boa temporada, realizou partida discreta.

O gol do United anotado aos 68 min, surgiu após cobrança de lateral no setor esquerdo da defesa gunner. O ataque formado por atletas leves (à exceção de Aaron Ramsey), foi alterado aos 73 min, com Oliver Giroud entrando no lugar do meia egípcio Mohamed Elneny. Dotado de maior força física, Giroud pressionou Phil Jones e anotou de cabeça o gol de empate aos 89 min, após bola longa de Oxlade-Chamberlain.

O Arsenal ostentou 53% de posse de bola em seu tempo total de esférico rolando. A equipe de Wenger obteve 5 ocasiões de gol, sendo que destas apenas 1 foi em gol, aquela convertida em tento por Giroud.

O Arsenal volta a campo nesta quarta-feira 23/11, recebendo o PSG em Londres (Inglaterra) pela Champions League. O Manchester United retorna ao gramado na quinta-feira, por sua vez recebendo o Feyenoord pela Europa League.

Imagem de Martial do United e Mustafi do Arsenal (de costas): Phil Noble/Reuters