Na última terça-feira, a seleção da Argentina recebeu a Colômbia no Estádio Bicentenário (San Juan/Argentina). A equipe albiceleste via-se pressionada, mas conseguiu impôr uma vitória convincente por 3×0, derrotando a seleção da Colômbia.

Lionel Messi fez grande exibição e o treinador Edgardo Bauza re-encontrou um êxito, após quatro partidas sem vitórias. A situação fez com que a Argentina alcançasse o quinto lugar (18 pontos), o qual dá direito a disputa da repescagem.

Em sexto lugar (18 pontos), a Colômbia por sua vez acabou empurrada para fora da zona de classificação para a copa de 2018.

Argentina

Edgardo Bauza promoveu mudanças em relação a equipe derrotada para o Brasil, quatro dias antes. Surgiram entre os títulares Gabriel Mercado (lateral), Ever Banega (meio-campista) e Lucas Pratto (atacante), nos respectivos lugares de Pablo Zabaleta, Enzo Pérez e Gonzalo Higuaín.

O que se pode especular a respeito das entradas de Mercado e Pratto, seria um caráter psicológico, uma vez que ambos são jogadores com pouca rodagem internacional. Gabriel Mercado (29 anos) chegou ao espanhol Sevilla como reforço para a presente temporada, oriundo do argentino River Plate.

Já Lucas Pratto (28 anos) do Atlético/MG, teve uma curtíssima passagem pela italiana Genoa entre 2011 e 2012. Caso Mercado e Pratto estivessem no alinhamento titular derrotado pelo Brasil, provavelmente ambos seriam contestados por imprensa e torcida. Pratto em especial se tornou uma opção única de Bauza, na função de atacante de área de maior força física.

Os atacantes à disposição do treinador são muito talentosos, mas Pratto é diferente de todos eles. Vale lembrar que Alejandro Sabella chegou a ensaiar uma convocação de Hernán Barcos para o Mundial 2014, algo que acabou por não ocorrer. A falta de um atacante de área fisicamente vigoroso, já vem de algum tempo. Este é o único argumento que torna verossímil a exclusão de Paulo Dybala das convocações.

A escalação teve Romero, Mercado, Otamendi, Funes Mori e Más. Mascherano, Biglia, Messi e Banega. Di María e Pratto. O desenho tático variava o 4-4-2 convencional, e um 4-2-3-1 funcional uma vez que Ever Banega pode atuar centralizado, na linha dos 3 meias ofensivos.

Porém o talento de Messi minimizou maiores enfases táticas. O camisa 10 abriu o placar aos 9 min, após cobrar falta de forma magistral. Aos 22 min, Messi na ponta direita recebeu de Otamendi. O camisa 10 cruzou de uma distância anterior ao início da grande área colombiana, com a bola chegando para Lucas Pratto cabecear e fazer o segundo gol.

O placar de 2×0 em 23 min, esfriou maiores pretensões dos colombianos que passaram a se expôr menos e padecer de faltas violentas. O terceiro gol surgiu aos 38 min já da segunda etapa. Messi realizou grande jogada com Enzo Pérez (que entrou no lugar de Banega) pela direita. Messi foi desarmado por Murillo, mas recuperou a bola, cruzando para Di María completar o placar.

A proposta defensiva de Bauza contra o Brasil, revelou uma lacuna criativa entre meio-campo e ataque do time argentino, sem Ever Banega preterido em nome de um terceiro volante (Pérez). O erro de Bauza contra os brasileiros talvez tenha sido a cautela em excesso.

Colômbia

O técnico também argentino José Pékerman mandou a campo Ospina, Arias, Davinson Sanchéz, Jeison Murillo e Balanta, Carlos Sanchéz, Daniel Torres, Wilmar Barrios. James Rodríguez e Juan Cuadrado. Falcao Garcia. A formação variava um 4-2-3-1, e um 4-3-1-2. Cuadrado determinava a postura com um ou dois atacantes, sendo Falcao o homem referência na área.

No aspecto defensivo, conter Lionel Messi de antemão já seria um problema. Mais além, Pékerman lidou com um veto do departamento médico ao zagueiro Yerry Mina (Palmeiras), lesionado no empate sem gols contra o Chile, quatro dias antes. A ausência do defensor destaque do Palmeiras, desestruturou o sistema defensivo.

Davinson Sanchéz, de apenas 20 anos, foi escalado no lugar de Mina, sendo que o zagueiro campeão da Libertadores pelo Atlético Nacional, acabou de ser contratado pelo holandês Ajax. Davinson fez sua estreia como títular no time colombiano, diante de uma situação abrasiva.

Os cafeteiros sofreram o segundo gol argentino em lance de bola aérea, com Lucas Pratto marcado pelo estreante Davinson. No lance do terceiro gol, Jeison Murillo desarmou Messi de forma displicente. No entanto, o time da Colômbia tem dificuldade extrema em atuar sem a posse de bola.

A proposta de jogo dos argentinos encurtou os espaços para James Rodríguez, tornando inoperante o atacante Falcao Garcia, que por sua vez não conseguia ser municiado. Juan Cuadrado aberto pelo lado esquerdo foi submetido a duras faltas, proporcionadas de forma desleal pelos oponentes.

As equipes sul-americanas voltam a se enfrentar pelas Eliminatórias em março de 2017.

Imagem de Messi (ao centro) cercado pelos colombianos: Eitan Abramovich – AFP