No ultimo domingo, o Chelsea recebeu o Manchester United em partida válida pela nona rodada Premier League. No retorno de José Mourinho ao Stamford Bridge (Londres/Inglaterra) à frente de um time adversário, os blues impuseram uma vitória categórica por 4×0 sobre os red devils.

Uma nova crise eclodiu em Old Trafford (Manchester), após a derrota. O Chelsea se vê na quarta colocação da tabela, ao passo que o Manchester United segue estacionado na sétima colocação.

Chelsea

Antonio Conte solucionou os problemas de criação ofensiva do Chelsea, ordenando um alinhamento com Courtois, Azpilicueta, David Luiz e Cahill. Moses, Kanté, Matić, Marcos Alonso, Pedro e Hazard. Diego Costa. O módulo tático varia o 3-5-2, o 3-4-3 e um 4-5-1 (sem posse de bola). Na Inglaterra o Guardian o descreveu enquanto 3-4-2-1.

A postura denuncia o uso de três defensores de forma tipicamente italiana. Conte não reinventou a roda, mas propõe saída de jogo pelos flancos reabilitando Victor Moses aberto pela direita, ao passo que o belga Eden Hazard segue como externo esquerdo. Por outro lado, o meia Cesc Fàbregas parece definitivamente fora dos planos, não tendo sido nem relacionado.

O primeiro gol saiu com apenas 30 segundos, com Pedro posicionado entre Daley Blind e Chris Smalling, a receber um lançamento e superar dos defensores red devils, finalizando de primeira. A ação ocorreu com o goleiro David De Gea adiantado, e abandonando o próprio gol em vão.

20 min depois, o Chelsea ampliou em jogada de escanteio, na qual o zagueiro Gary Cahill entrou livre pelo setor direito da defesa do United, finalizando para anotar o segundo gol. Com um placar amplo em 20 minutos de partida, o Chelsea pôde fazer seu jogo convencional, fechando-se na defesa e aguardando o United tomar as ações.

Kanté no lance do quarto gol do Chelsea (Reuters)

Kanté no lance do quarto gol do Chelsea (Reuters)

No segundo tempo Hazard anotou o terceiro gol aos 62 min, criando jogada junto a N’Golo Kanté pelo lado direito da defesa do United. O volante francês Kanté completou o placar aos 70 min. Sua apresentação foi extremamente elogiada pela imprensa inglesa.

Além do preparo tático que ficou minimamente nítido ao menos nos três primeiros gols, os remanescentes do grupo que era comandado por Mourinho até o fim de 2015, pareciam ter algo a provar. Com certeza houve um aspecto psicológico motivando os jogadores.

Os blues obrigaram o United a sair para o jogo, ostentando apenas 42% de posse de bola, em tempo total de esférico rolando. O Chelsea ainda criou menos chances de gol (14 contra 16). Destas chances 6 foram em gol e 4 acabaram efetivadas.

Manchester United

José Mourinho mandou a campo uma escalação que vinha sendo a trivial, com De Gea, Valencia, Bailly, Smalling e Blind. Herrera, Fellaini, Lingard, Pogba e Rashford. Ibrahimović. O desenho tático era o 4-2-3-1, com Paul Pogba adiantado e centralizado na linha dos 3 meias ofensivos.

Porém, há algumas diferenças em relação ao time que goleou o Fenerbahçe, três dias antes pela Europa League. Um destes fatores foi a ausência de Juan Mata, sendo que Mourinho preferiu privilegiar o belga Marouane Fellaini, atleta de maior vigor físico compondo o meio-campo.

Os três primeiros gols do Chelsea saíram em falhas no sistema defensivo red devil. O primeiro de Pedro foi oriundo da desatenção de dois defensores (Smalling/Blind) e do goleiro De Gea, inexplicavelmente adiantado.

O gol de Cahill (em lance de bola parada) e Hazard surgiram no setor mais vulnerável da defesa do United, ou seja seu lado direito. O equatoriano Antonio Valencia não é um lateral-direito de origem.

No aspecto tático a equipe de José Mourinho demonstra alguma previsibilidade, e os defeitos de seu sistema defensivo são detalhes muito explícitos. O United buscou jogo, tendo criado 16 chances de gol (2 a mais que o adversário), das quais 11 foram para fora e apenas 5 em gol. Dados segundo levantamento do The Guardian.

Ambos os times voltam a campo nesta quarta-feira pela Capital One Cup. O Chelsea visita o West Ham, ao passo que o United terá mais um derby municipal. Os red devils se defrontam com o rival Manchester City, confronto que já ocorreu no primeiro turno da Premier League.

Imagem de Hazard (ao centro) entre Blind e Smalling: John Sibley/Reuters