Pela décima rodada da Ligue 1 francesa, o milionário Paris Saint-Germain recebeu o Olympique Marseille no Parc des Princes (Paris/França), em partida de pouco brilho que terminou empatada com um placar sem gols neste domingo.

O PSG segue estacionado na terceira colocação da tabela com 20 pontos (a 6 pontos do líder Nice), ao passo que o time de Marselha subiu uma posição, agora ocupando a décima primeira colocação (13 pontos).

PSG

Já sentido alguma pressão por resultados, o treinador espanhol Unai Emery mandou a campo uma formação com Areola, Aurier, Marquinhos, Thiago Silva e Maxwell. Thiago Motta, Rabiot e Verratti. Lucas, Cavani e Di María.

O módulo tático apresenta uma variação do 4-3-3 para um 4-2-3-1. Em ambas opções Angel Di María fica na extrema esquerda ou do tridente ofensivo (4-3-3), ou da linha de 3 meias (4-2-3-1).

A equipe parisiense ainda parece atrelada a forma defensiva que o ex-treinador Laurent Blanc lhe determinava. Com T. Motta que retornou de lesão fixo à cabeça de área, a defesa do PSG é sólida com o miolo de zaga brasileiro composto por Marquinhos e o capitão T. Silva.

Embora disponha de boas peças ofensivas, o PSG sente a saída do seu antigo centro de gravidade técnico Zlatan Ibrahimović. Criticado pela imprensa francesa, Di María mostra-se nervoso. O argentino errou passes e tentou finalizar a longa distância sem sucesso, lances em que deveria ostentar a posse de bola, ou articular jogada com seus companheiros.

Na primeira etapa, entre os minutos 30 e 39, o PSG dominou as ações, explorando o flanco direito em jogadas conduzidas pelo brasileiro Lucas. A equipe levou perigo em finalizações de Edinson Cavani (de cabeça, após falta cobrada por Di María) e Sérge Aurier. O uruguaio Cavani ainda tentou simular um pênalti aos 43 min.

No tempo total de jogo, o PSG teve 69.8% de posse de bola, criando 17 ocasiões de gol. O aproveitamento porém foi baixíssimo, onde apenas 3 das 17 chances, de fato foram em gol.

Olympique Marseille

Em sua estreia o treinador Rudi Garcia mandou a campo Pelé, Sakai, Fanni, Rolando, Dória e Bedimo. Lassana Diarra, Anguissa e Thauvin. Njie e Gomis. A formação variava o 5-3-2 e um 3-5-2, nas poucas oportunidades em que o time tomou iniciativa de jogo.

Garcia reabilitou o veterano zagueiro português Rolando, ordenando uma postura com três defensores (Fanni/Rolando/Dória), que era utilizada por Marcelo Bielsa. O argentino ordenava três defensores quando o adversário utilizava dois atacantes, e dois defensores se o adversário utilizasse apenas um atacante.

Durante a primeira etapa, Rolando impôs superioridade sobre Di María, que passou a centralizar, deixando o espaço pelo flanco esquerdo para os avanços de Maxwell. Com o setor preenchido por muitos atletas marselheses, Di María não encontrava espaços.

O time marselhês apresentou apenas 30% da posse de bola, no tempo total de esférico rolando. A equipe previsivelmente não criou nenhuma chance de gol, numa proposta de franca postura defensiva. Os dados foram levantados pelo L’Equipe.

Ciente da superioridade técnica do PSG, Garcia sabia das limitações do próprio elenco. Um simples empate poderia lhe dar um “boost” psicológico, algo que ele obteve e ainda subiu uma posição na tabela com o resultado.

Rudi Garcia precisa impôr padrão de jogo ao time, algo que seus antecessores que sucederam Bielsa não conseguiram propôr. Com 200 milhões de Euros a serem gastos por Frank McCourt novo gestor do clube, a equipe ainda pode adquirir bons reforços na janela de transferências em janeiro.

Imagem de Dória (a esquerda) e Cavani (se lamentando): S. Mantey/L’Equipe