Na última quarta-feira o pentacampeão FC Bayern venceu de forma convincente uma brava Juventus, no confronto de volta das oitavas de final da Champions League. O 2×2 na partida de ida realizada na Itália, dava aos bávaros alguma tranquilidade, em razão da vantagem do empate sem gols. Porém, a classificação não foi tão fácil assim.

FC Bayern

Pep Guardiola mandou a campo um time com Neuer, Lahm, Benatia, Kimmich e Alaba. Xabi Alonso, Arturo Vidal, Riberý, Douglas Costa e Thomas Müller. Lewandowski. A disposição em campo, seguia na variação do 4-2-3-1/4-1-4-1, tal qual na partida de ida. Porém, com duas alterações significativas na parte defensiva.

Recuperado de lesão, Benatia voltou a ter titularidade no miolo de zaga e Xabi Alonso, reapareceu como primeiro volante/interditor à frente da defesa. Guardiola parecia ciente da vantagem dos dois gols marcados fora, e curiosamente optou por um módulo cauteloso, incomum devido o seu estilo ofensivista.

Os dois gols anotados pela Juventus ainda na primeira etapa, se deram mais por algum desvio mental, do que devido ao aspecto técnico/tático. O primeiro gol de Pogba surgiu consequente a uma saída equivocada do goleiro Neuer. O detalhe poderia denunciar algum relaxamento psicológico da equipe, em razão da vantagem.

Com a equipe tentando se re-encontrar, ocorreu o segundo gol fruto exclusivo do talento de Álvaro Morata e da tranquilidade de Juan Cuadrado para finalizar. No segundo tempo, Guardiola voltou a postar o time a frente de forma ousada, sacando o zagueiro Benatia para colocar o lateral Bernat.

Além disso, Alonso saiu para a entrada de Kingsley Coman, o que deu a Vidal a função de interditor à frente da defesa. Vidal por outro lado apresenta grande qualidade na saída de jogo. Guardiola dispunha de uma bizarra linha defensiva em campo, onde o miolo de zaga se viu formado por Kimmich (volante de origem) e Bernat (lateral de origem).

A pressão se intensificou, mas a insistência da Juventus em atuar defensivamente, segurando o 2×0, foi também a sua ruína. As jogadas do empate, surgiram no setor esquerdo da defesa bianconera, em jogadas de linha de fundo que culminaram em cruzamentos, para os gols de Lewandowski e Thomas Müller. A missão do francês Coman à direita, era explorar o desgaste físico de Evra.

Desfalcada de Paulo Dybala, a Juve não tinha poderio ofensivo em contra-golpes. A vitória do Bayern na prorrogação foi uma questão de tempo.

Juventus.

Na véspera do confronto, o técnico Massimiliano Allegri já havia confirmado desfalques do citado Dybala e Claudio Marchisio. A equipe teve Buffon, Litchsteiner, Bonucci, Barzagli e Evra. Khedira, Pogba, Cuadrado e Hernanes. Alex Sandro e Morata. O desenho variava um 4-4-2 convencional e um 3-5-2.

Para suprir Dybala, Allegri adiantou o lateral brasileiro Alex Sandro, postando-o como um ponta esquerda. O treinador também deu titularidade a Hernanes, uma das peças chaves na reação obtida na partida de ida. Com os dois gols anotados na primeira etapa, a Juve desenvolveu seu melhor primeiro tempo da temporada.

A auto-suficiência defensiva, talvez seria cabível para segurar a vantagem diante de qualquer outro adversário. Porém, o adversário diante da Juve era uma equipe ofensivista comandada por Pep Guardiola. Defensivamente, a Juve não tem um bom interditor à frente da defesa, ainda que Khedira seja um bom volante.

Os lances dos gols de empate do Bayern surgiram à esquerda, setor pelo qual Patrice Evra é o responsável. Aos 34 anos, Evra é um lateral vitorioso mas já em fim de carreira. O miolo de zaga que se viu vulnerável a duas bolas aéreas, também não teve seu melhor zagueiro, o lesionado Giorgio Chiellini.

Nas quartas de final.

O FC Bayern enfrentará o português Benfica nas quartas de final da Champions League.

Imagem de Alonso (a esquerda) e Morata: Getty Images