Em pouco mais de um ano, Silvio Berlusconi matou dois ídolos recentes do Milan. Clarence Seedorf em sua mal-fadada primeira aventura como treinador no começo de 2014 e agora Pippo Inzaghi, que assumiu o clube no meio de 2014. No panorama atual que exclui disputas continentais, o Milan se vê eliminado da Coppa Itália e com provavel chance de nem se qualificar para próxima Europa League. O time é o oitavo colocado da Série A.

O atual Milan, não é aquele Milan de outros tempos milionários, os quais renderam um heptacampeonato da Champions League. Trata-se de um time que precisa pensar como uma potencia financeira média, de forma como Atlético de Madrid ou Borussia Dortmund, tem feito. O objetivo não é título e sim voltar a disputar regularmente a Champions League.

Porém o rossonero trouxe uma “colherada” de reforços nesta janela de janeiro sendo eles: Alessio Cerci, Jesús Suso, Salvatore Bochetti, Luca Antonelli, Gabriel Paletta e Mattia Destro. O detalhe mais irônico na primeira parte da temporada, foi a falta de espaço sentida por Fernando Torres, levado a Milanello a peso de outro. “El niño” acabou sufocado pela boa forma dos semi-anônimos Menéz e Bonaventura, num módulo 4-2-3-1 em que o “homem referência” do ataque não é imprescindível.

Torres voltou para Madrid em troca de Cerci, que inicialmente o Milan queria antes da temporada começar. O elenco rossonero atual é superior àquele do começo de 2012, logo após a venda de Thiago Silva e Ibrahimović. Diego Lopez, De Sciglio, Rami, Zapata, Armero, Nigel De Jong, Muntari, Honda, Montolivo, Bonaventura e Menéz, podem carecer de um ou dois protagonistas junto a si, mas formam um time. Há peças de reposição razoáveis (Alex, Méxes, Essien, Pazzini). Falta-lhes um treinador.

O principal reforço que o Milan impreterivelmente precisa adquirir é um treinador. Isso sob a condição de que nenhum treinador “top” aceitará o clube, partindo-se apenas da premissa de que a camisa rossonera é “pesada”. No começo da temporada, para se ter uma ideia, o time foi recusado pelo lusitano Jorge Jesus (Benfica). Apenas treinadores italianos que conhecem a tradição rossonera, poderiam topar re-estruturá-lo.

De momento Walter Mazzarri, demitido da Internazionale no fim de 2014 seria um nome interessante, pautando-se pelo trabalho dele no Napoli, entre o fim da última década e inicio deste decênio. Sonhos de consumo seriam Cesare Prandelli, ex-seleção da Itália, demitido do Galatasaray em novembro último ou, Luciano Spalletti fora do Zenit St. Petesburg desde a metade de 2014.

Chegaram: Alessio Cerci (atacante, ex-Atlético de Madrid), Jesús Suso (atacante, ex-Liverpool), Salvatore Bochetti (zagueiro, ex-Spartak Moskow), Luca Antonelli (lat.esquerdo, ex-Genoa), Gabriel Paletta (zagueiro, ex-Parma) e Mattia Destro (atacante, ex-Roma)

Saíram: Fernando Torres (atacante, Atlético de Madrid), M’Baye Niyang (atacante, Genoa).