O meia Cesc Fàbregas que chegou ao inglês Chelsea nesta temporada, tem sido um dos principais atletas na boa campanha blue, a qual culmina com a liderança da Premier League. Na vitória blue contra o Swansea por 4×2, há quase um mês, Fàbregas se tornou recordista de assistências em partidas consecutivas no torneio (6 assistências).

Na última terça, o atacante Pedro Rodriguez, ex-companheiro de Cesc no Barcelona, expressou publicamente o descaso pelo qual o amigo e companheiro de seleção espanhola, passou no futebol espanhol.

“Quando estava no Barcelona, Fàbregas foi muito criticado o que, na minha opinião, não foi muito justo. Mas é o que acontece quando se joga nos times que jogamos. Mas estou muito feliz por ele porque é claro para todos que Fàbregas realmente está se divertindo e jogando muito bem”, disse Pedro segundo tradução do Lancenet.

Passado blaugrena.

Fàbregas foi revelado pelas canteras blaugrenas, tendo chegado ao futebol inglês por volta de 2003, após receber uma oportunidade do técnico francês Arsene Wenger. Fàbregas atuou pelo Arsenal como profissional entre 2003 e 2011. Por volta de maio de 2006, Fàbregas era títular do meio-campo gunner, com apenas 19 anos de idade, numa final de Champions League.

O adversário era exatamente o Barcelona, que acabou vencendo os gunners de virada por 2×1 naquela final da CL 2005/2006, muito em função de ter um homem a mais em campo. Isso devido à expulsão do goleiro Lehmann, ainda no primeiro tempo da decisão. Começava ali a obsessão blaugrena em repatriar Fàbregas, que havia jogado com Messi e Piqué nas categorias infantis do Barcelona.

Cesc chegou ao Barcelona na temporada 2011/2012, após o time vencer a CL 2010/2011. A “era dourada” da gestão Pep Guardiola já havia se findado e Fàbregas não foi uma peça primordial em sua volta à Catalunha. Isso tendo custado 29 milhões de Euros. O estilo de jogo do meia, foi moldado de forma eficiente por Wenger, para funcionar no futebol inglês. Fàbregas já não era mais um jogador típico do tiki-taka mas nunca escondera o desejo de atuar profissionalmente pelo blaugrena, em homenagem ao avô torcedor.

Dado o período em que Wenger o levou para Londres no começo dos anos 2000, é possivel notarmos uma coincidência com a época em que Xavi se firmou como titular absoluto e o momento em que Iniesta foi lançado no time principal do Barça.

Iniesta aliás um dos destaques do time catalão naquela final da CL em 2006, tendo entrado no decorrer da partida. Era uma concorrência dura e transferir-se para o futebol inglês foi uma aposta correta de Cesc. Porém, de volta à Catalunha, Fàbregas disputava a posição exatamente com os mesmos Xavi e Iniesta.

Mesmo tendo se tornado titular absoluto no período de “vacas magras” do Arsenal, que incluiu contenção de gastos (e escassez de títulos) devido a construção do estádio Emirates, Fábregas foi um dos principais ídolos gunners da última década. Na véspera do confronto entre Chelsea 2×0 Arsenal, pela Premier League no último fim de semana, Wenger disse em coletiva que “ama” Cesc.

O técnico francês explicou que não levou o meia de volta ao Emirates, uma vez que Mesut Özil é o principal atleta do setor atualmente. O Arsenal tinha preferência em ter o espanhol devido a uma clausula contratual. Fàbregas acabou curiosamente incluso numa lista de “caprichos” do Barcelona, de atletas trazidos a elevadas quantias mas que acabaram mal aproveitados.

Destes o exemplo maior foi o sueco Zlatan Ibrahimović.

Foto: AFP