TORINO

Nome do Clube: Torino Football Club 1906.
Estádio: Olímpico (25.370 pessoas).
Principal jogador: A. Rosina (meio-campista).
Fique de olho: D. Malonga (atacante).
Competição continental que disputa: nenhuma.

Contratações: Masiero (defensor, Ancona), P. Zanetti (volante, Ascoli), Corini (volante, Palermo), Rubin (defensor, Cittadella), Grella (meio-campista, Parma), Ventola (atacante, Atalanta), Bjelanovic (atacante, Ascoli), Sereni (goleiro, Lazio), Natali (defensor, Udinese), Di Michele (atacante, Palermo), Lanna (defensor, Chievo).

Quem Saiu: Abbruscato, (atacante, Lecce), Ardito (meio-campista, Lecce), Konan (atacante, Lecce), Gallo (defensor, Novara), Balestri (defensor, Mantova), Brevi (defensor, Venezia), De Ascentis (meio-campista, Atalanta), Taibi (goleiro, Ascoli), Music (atacante, Padova).
Técnico: Walter Novellino (novo).

Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento.

Indo ao mercado com parcimônia, o Torino aposta na chegada do bom técnico Novellino para fazer uma campanha menos conturbada do que a última. Novellino guiou (ou deveria ter guiado) a campanha de contratações do ‘Toro’ e o clube piemontês se prepara para receber a Juventus na Série A com um time bastante remodelado.

Novellino normalmente usa um esquema 4-4-2, mas não está descartada uma aventura com três defensores. Com o experiente Sereni no gol, a defesa deve ser bem sólida e pouco atrevida, com Di Loreto e Natali ladeados por Comotto e Lanna, que terão a guarnição de Grella e Corini – os responsáveis pela impostação de jogo.

Rosina e Lazetic asseguram as jogadas de linha de fundo, com o primeiro indo para o meio para chegar como um terceiro atacante. O Torino sofreu um duro golpe com a suspensão de Di Michele por três meses (nove rodadas) por causa de um escândalo de apostas. Stellone e Bjelanovic são os substitutos naturais, mas não se descarta o uso de mais um meia (Barone) com o avanço de Rosina. Escapar sem sofrimento da segundona está ao alcance do time ‘granata’.

CAGLIARI

Nome do Clube: Cagliari Calcio.
Estádio: Sant’Elia (39.905 pessoas).
Principal jogador: Pasquale Foggia (meio-campista).
Fique de olho: Roberto Acquafresca (atacante).
Competição continental que disputa: nenhuma.

Contratações: Marruoco (goleiro, Foggia), Pani (volante, Pistoiese), Parola (meio-campista, Sampdoria), Abdoulaye Diarra (meio-campista, Inter), Foggia (meio-campista, Lazio), Magliochetti (atacante, Roma), Fini (meio-campista, Ascoli), Acquafresca (atacante, Inter), Matri (atacante, Milan), Biondini (volante, Reggina), Shala (meio-campista, Foggia), D’Agostino (meio-campista, Atalanta), Larrivey (atacante, Huracán – ARG).
Quem Saiu: Suazo (atacante, Inter), Semedo (defensor, Charlton – ING), Esposito (atacante, Roma), Chimenti (goleiro, Udinese), Pepe (atacante, Udinese), Langella (Atalanta), L. Colucci (volante, Cremonese), Capone (atacante, Celtic – ESC).

Técnico: Marco Giampaolo.

Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento.

Uma olhada rápida no elenco do Cagliari deixa o torcedor ‘rossoblú’ da Sardenha bastante preocupado. Os melhores jogadores do time – Suazo, Esposito, Semedo, Capone – foram todos vendidos enchendo o caixa do clube do Sant’Elia. Em seu lugar, somente nomes modestos como Fini, Magliochetti e Matri. É o caso de se preocupar?

Até é. O trunfo com o qual o torcedor conta é o técnico Giampaolo, que treinou vários desses ‘modestos’ no Ascoli que fugiu do rebaixamento há duas temporadas. Postando Fini e Foggia nas alas Giampaolo espera poder ter como deixar a defesa guarnecida com outros nomes (Parola, Conti, Bianco). No ataque, o jovem Acquafresca, depois de um excelente ano no Treviso, é a incógnita: será que ele dá conta da Série A? Se não der, o Cagliari pode ser sério candidato ao rebaixamento.

JUVENTUS

Nome do Clube: Juventus Football Club
Estádio: Olímpico (25.370 pessoas)
Principal jogador: Gianluigi Buffon (goleiro).
Fique de olho: Domenico Criscito (defensor).
Competição continental que disputa: nenhuma

Contratações: Belardi (goleiro, Reggina), Vanstrattan (goleiro, Verona), Jorge Andrade (defensor, Deportivo La Coruña – ESP), Almirón (volante, Empoli), Tiago (volante, Lyon – FRA), Molinaro (atacante, Siena), Nocerino (meio-campista, Piacenza), Iaquinta (atacante, Udinese), Grygera (defensor, Ajax – HOL), Salihamdzic (meio-campista, Bayern de Munique – ALE), Cristiano Novembre (goleiro, Fano).

Quem Saiu: Chiumiento (atacante, Lucerna – SUI), Giovinco (atacante, Empoli), A. Rossi (atacante, Siena), Piccolo (defensor, Empoli), Tacchinardi (volante, sem clube), Paolucci (atacante, Udinese), Bentivoglio (volante, Chievo), Giannichedda (volante, Livorno), Miccoli (atacante, Palermo), Bonnefoi (goleiro, Dijon – FRA), Kapo (meio-campista, Birmingham – ING), Mirante (goleiro, Sampdoria), Tudor (defensor, Hadsjuk Split – CRO), R. Kovac (defensor, Dortmund – ALE), Balzaretti (defensor, Fiorentina), Gastaldello (defensor, Sampdoria), Paro (meio-campista, Genoa), Sculli (atacante, Genoa), De Ceglie (meio-campista, Siena), Volpato (atacante, Siena), Marchisio (meio-campista, Empoli), Luci (meio-campista, Ascoli).

Técnico: Claudio Ranieri.

Objetivo na temporada: vaga na Liga dos Campeões.

No duro retorno da Juve à Série A, quem tem juízo não está se deixando levar pelo entusiasmo de falar em título: uma vaga na LC já estaria de ótimo tamanho. Claro, um time da envergadura da Juve não entra em nenhum campeonato sem chance de levar a ponta, mas tirar a diferença de elenco que existe em relação a Milan, Inter e até Roma não é tarefa simples.

Com Claudio Ranieri, a lógica é a de se esperar uma Juventus cautelosa até acertar sua defesa – que aliás é renovada. O miolo da retaguarda tem dois ótimos nomes (Grygera e Jorge Andrade), mas precisa de tempo. O tcheco é mais rápido e Andrade joga na sobra, com Chiellini e Zebina nas laterais.

No meio, a Juve tem o que deve ser o ferrolho do time: Almirón e Tiago devem fazer uma muralha no setor, deixando Nedved e Camoranesi livres para avançar em direção a Del Piero e Trezeguet – ou Iaquinta, o atacante que se espera seja o homem-gol da Juventus pós-inferno.

O retorno da Juventus à primeira divisão vem sendo bastante cauteloso sem nenhuma presepada e apostando na manutenção de seus medalhões, como o líder Buffon. Sem a Europa para encher sua agenda, a Juventus pode conseguir tirar a diferença para os rivais e talvez chegar no final lutando pelo título, só que não deve contar com isso.

GENOA

Nome do Clube: Genoa and Cricket Football Club.
Estádio: Luigi Ferraris (41.917 pessoas)
Principal jogador: Marco Di Vaio (atacante).
Fique de olho: Papa Waigo (atacante).
Competição continental que disputa: nenhuma.

Contratações: Pegolo (goleiro, Verona), Barasso (goleiro, Taranto), Bovo (defensor, Palermo), Paro (meio-campista, Juventus), Danilo (meio-campista, Ponte Preta – BRA), Konko (meio-campista, Siena), Papa Waigo (atacante, Cesena), Borriello (atacante, Milan), Rivaldo (meio-campista, Avellino).
Quem Saiu: Criscito (defensor, Juventus), Carobbio (meip-campista, Albinoleffe), Botta (meio-campista, Cesena), Di Maio (defensor, Lugano – SUI) e Tavares (atacante, Lugano – SUI), Forestieri (atacante, Siena).

Técnico: Gian Piero Gasperini.

Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento.

O maior problema que o Genoa terá na sua volta à divisão máxima será conter o frenesi de sua torcida que pode estar iludida quanto às possibilidades do time lígure. Em quase 100% das vezes, um time que volta da segunda divisão, a luta é para não cair de volta. É o caso do Genoa.

Para tanto, o elenco genoano é bastante bom. Além do entrosamento de uma temporada, o 3-4-3 de Gasperini tem nomes bem interessantes. Com uma defesa a três que tem o brasileiro Rubinho como destaque, as jogadas ofensivas são feitas prioritariamente pelas alas, com o ex-São Paulo Fabiano e Marco Rossi. Milanetto é o homem de referência no meio para as incursões do experiente Di Vaio e do ótimo senegalês Papa Waigo.

Gerenciando bem as próprias ambições, o Genoa tem time até para tentar morder uma vaguinha européia. Só tem é de tomar cuidado com um torneio que será muito competitivo e onde todo jogo será uma pedreira. Atenção ao bom Pegolo na sombra de Rubinho. Apesar de ter caído para a terceira divisão com o Verona, o goleiro tem nível para peitar o brasileiro.

NAPOLI

Nome do Clube: Societá Sportiva Calcio Napoli
Estádio: San Paolo (78.210 pessoas)
Principal jogador: Ezequiel Lavezzi (atacante).
Fique de olho: Marek Hamsik (meio-campista).
Competição continental que disputa: nenhuma.

Contratações: Lacrimini (defensor, Frosinone), Gargano (meio-campista, Danubio – URU), Hamsik (meio-campista, Brescia), Schettino (meio-campista, Pro Vasto), Giglio (atacante, Gallipoli), G. Esposito (atacante, Pro Vasto), Lavezzi (atacante, San Lorenzo – ARG).

Quem Saiu: Giubilato (defensor, Vicenza), Trotta (defensor, Treviso).

Técnico: Edoardo Reja.

Objetivo na temporada: evitar o rebaixamento.

A leitura de ambição do Genoa vale também para o Napoli, que retorna à primeira divisão depois de temporadas orbitando entre segunda e terceira divisões. Sua torcida fanática precisará ser paciente para não jogar contra um time que claramente está em formação.

Edoardo Reja não é o melhor técnico do mundo e terá de lutar para adaptar seu time ao futebol da Série A. Na defesa, o irmão de Fabio Cannavaro, Paolo – napolitanos de coração – rege a orquestra com Domizzi e Savini. Rullo, outro defensor, joga mais adiantado mas tem noção de cobertura. E no meio, Reja ocupa o espaço com Bogliacino,Gargano e Hamsik – este último o candidato a arquiteto do time.

No ataque, o Napoli conta com o argentino Lavezzi para levar o time adiante. O teste para o ex-jogador do San Lorenzo será duro e ele deverá trabalhar com Calaió, atual homem-gol da equipe. O principal desafio dos napolitanos é o de conseguir gols tendo um time tão destinado à marcação. A esperança é a de que os três medianos revelem-se talentosos – e há bons indícios disso.