Champions League – oitavas de final: PSG 4×0 Barcelona – o duelo tático

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Em partida de ida válida pelas oitavas de final da Champions League, o Paris Saint-Germain recebeu o Barcelona no Parc des Princes (Paris/França), na última terça-feira. Os parisienses conseguiram impor uma sonora goleada frente a um irreconhecível time culé.

O quadro para a partida de volta que ocorrerá no Camp Nou (Catalunha/Espanha) no próximo dia 08/03, é bastante crítico para os blaugrenas. A equipe culé precisará de pelo menos quatro gols sem sofrer nenhum, para levar a partida para a prorrogação.

PSG

Mantendo um conjunto em ascensão técnica desde o início de 2017, o treinador Unai Emery teve o desfalque confirmado do capitão Thiago Silva, na véspera da partida. Entretanto, Emery manteve proposta ofensiva de agredir o Barcelona, uma vez que a partida se dava em domínio francês.

O alinhamento teve Trapp, Meunier, Marquinhos, Kimpembe e Kurzawa. Rabiot, Verratti e Matuidi. Di María, Cavani e Dralxer. Sem T. Silva, Emery manteve o jovem Presnel Kimpembe ao lado de Marquinhos. O treinador não teve o suspenso Thiago Motta, postando Adrién Rabiot em seu lugar.

O desenho tático seguiu variando o 4-3-3 e o 4-2-3-1, tal qual se viu na rodada de fim de semana da Ligue 1. Marco Verratti voltou de lesão no último fim de semana, dando o toque final no meio-campo parisiense. Verratti flutua como meia centralizado, o que permite a formação com três meio-campistas do 4-3-3, ou cinco onde ele Verratti é o meia centralizado dos 3 meias ofensivos em 4-2-3-1.

Rafinha (de máscara) e Draxler: Phillipe Lopez/AFP

Rafinha (de máscara) e Draxler: Phillipe Lopez/AFP

O placar foi aberto aos 18 min, em grande cobrança de falta de Angel Di María, que contou com alguma displicência do goleiro adversário. O segundo gol surgiu aos 50 min, após Rabiot recuperar bola, tomando-a de ninguém menos que Lionel Messi. Rabiot tocou para Verratti que proporcionou enfiada de bola para Julian Draxler, aberto pela direita. O alemão invadiu a área adversária e tocou com categoria.

Na segunda etapa o PSG ampliou com Di María avançando pela direita e finalizando a longa distância, aos 55 min. Edinson Cavani deu números finais à goleada, aos 71 min. O uruguaio recebeu pela direita, após grande jogada do belga Thomas Meunier. Foi o sétimo gol de Cavani em sete jogos da atual edição da CL.

Ostentando apenas 43% de posse de bola, o PSG conseguiu transformar a posse de bola catalã em posse de bola inútil. Os parisienses finalizaram 16 vezes (9 a mais que o adversário). Destas finalizações, 10 foram em gol e 4 se converteram em tentos. Um número acima da média. Dados segundo o L’Équipe.

Barcelona

O técnico Luís Enrique lidou com importantes desfalques de Arda Turan e Javier Mascherano. A escalação inicial teve Ter Stegen, Sergi Roberto, Umtiti, Piqué e Jordi Alba. Busquets, André Gomes e Iniesta. Messi, Suárez e Neymar. O habitual 4-3-3 não funcionou.

Luís Enrique optou pelo português André Gomes, jogador de maior verticalidade, deixando Ivan Rakitić no banco. O croata surgiu em campo aos 72 min (no lugar de Andrés Iniesta), quando a partida já estava em 4×0 para o adversário. Em detrimento de Gomes e Rakitić, talvez o indisponível Arda Turan fosse o meia necessário para ocasião, aliando força física e capacidade de contenção de bola.

O primeiro gol do PSG surgiu em falha do goleiro Marc-André Ter Stegen. Os outros três, se deram com os atletas de frente da equipe parisiense atuando no campo esquerdo da defesa culé, nas costas de Jordi Alba. O lateral sempre avança muito, mas não havia um atleta do Barcelona apto a cobri-lo. Turan poderia fazê-lo.

Mais além, é muito provável que as condições físicas do elenco culé, neste momento não sejam as melhores. Luis Enrique expressou recentemente e com razão, que as 11 partidas disputadas só em janeiro exauriram seu plantel.

Outro agravante é que os principais atletas europeus e sul-americanos tiveram tempo reduzido de férias, devido a disputas de EURO e Copa América Centenário. O treinador da equipe não pode ser culpado pelo desgaste físico sofrido por seus jogadores.

Imagem de Cavani (número 9) no lance do quarto gol: Michel Euler/AP