Ligue 1: Girondins Bordeaux 0x3 Paris Saint-Germain – o duelo tático

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A rodada 25 da Ligue 1 francesa teve início já na última sexta-feira. O Girondins Bordeaux recebeu o Paris Saint-Germain em Bordeaux (França), com os parisienses conseguindo impôr convincente vitória por 3×0.

A princípio o PSG “dormiu” numericamente empatado com o líder da tabela, Monaco, sendo que os monagescos enfrentaram o Metz neste sábado batendo-os por 5×0. O Monaco lidera com 58 pontos, seguido pelo PSG com 55 pontos. O Bordeaux por sua vez, se vê na sétima colocação com 36 pontos.

Bordeaux

Hexacampeão francês o tradicional Bordeaux faz uma temporada mediana, tentando ao menos obter índice mínimo que o qualifique em alguma vaga para a próxima edição da Europa League.

O treinador Jocelyn Gourvennec teve força máxima, mandando a campo alinhamento com Carrasso, Gajic, Jovanovic, Pallois e Sabaly. Plasil, Toulalan, Sankharé. Menéz, Rolan e Malcom. O módulo tático era um 4-3-3, com o tridente ofensivo formado pelo veterano Jérémy Menéz, mais o uruguaio Diego Rolán e o brasileiro Malcom (ex-Corinthians).

O Bordeaux tentou manter marcação pressão e mesmo já em desvantagem no marcador nos 45 min iniciais, conseguia anular as ações do PSG de forma eficiente. A equipe é esforçada e bem estruturada, devido ao equilíbrio no meio-campo concedido pelos veteranos Jaroslav Plasil e Jérémy Toulalan.

No aspecto defensivo Gourvennec optou por utilizar quatro defensores natos, incluindo-se o lateral Youssouf Sabaly, emprestado pelo próprio PSG. Postado na lateral-esquerda, Sabaly anulou as ações do brasileiro Lucas de forma notável.

O time girondino sucumbiu devido aos talentos dos atletas mais qualificados do time adversário, e não por incompetência. Manteve 44% de posse de bola no tempo total de jogo e finalizou 14 vezes (6 a mais que o PSG).

PSG

O treinador Unai Emery promoveu novamente rotações no time titular, sendo que o PSG entrou em campo pela terceira vez em seis dias. Entretanto, Emery teve um trunfo interessante com a recuperação física do meia italiano Marco Verratti, que surgiu entre os titulares.

O PSG foi a campo com Trapp, Meunier, Marquinhos, Kimpembe e Kurzawa. Thiago Motta, Verratti e Rabiot. Lucas, Di María e Cavani. Com Verratti o módulo tático varia o 4-3-3 e o 4-2-3-1, com o próprio meia italiano sendo o terceiro homem do meio em 4-3-3, ou meia ofensivo centralizado dentre 3 no 4-2-3-1. O goleiro Kevin Trapp voltou de lesão e os titulares poupados da vez foram Thiago Silva, Blaise Matuidi e Julian Draxler.

Tentando se desvencilhar da marcação pressão do Bordeaux, o PSG abriu o placar com apenas 6 min de jogo. O zagueiro brasileiro Marquinhos lançou bola ao ataque que ia em direção a Angel Di María, mas que acabou aproveitada por Edinson Cavani que finalizou com precisão.

A partida era equilibrada com Cavani e Lucas abandonando as posições de ataque, para auxiliar na recomposição e desarme. Porém a saída de bola do PSG voltou a ter boa articulação com Verratti centralizado. O segundo gol anotado aos 41 min, começou com bola roubada no campo de defesa por Lucas que passou para Verratti, que por sua vez lançou Di María. O argentino ficou cara a cara com o goleiro e finalizou tocando por elevação.

A superioridade do PSG estava expressa nos 45 min iniciais. O terceiro gol saiu aos 3 min do segundo tempo. Di María cruzou da esquerda e Cavani, invadindo a área do Bordeaux, finalizou de primeira. Artilheiro máximo da Ligue 1, o uruguaio Cavani contabiliza 25 gols em 23 jogos disputados.

O PSG ostentou 55% de posse de bola, tendo obtido oito finalizações. Destas oito, cinco de fato foram em gol e três se converteram em tentos, um índice muito bom. Verratti atuou por 59 min (foi substituído Christopher Nkunku), realizou 60 passes (56 certos) e protagonizou a jogada do segundo gol (dados segundo o L’Équipe).

Os parisienses voltam a campo na próxima terça-feira pelas oitavas de final da Champions League. A equipe enfrentará o Barcelona.

Imagem de Lucas (a esquerda) marcado por adversário do Bordeaux: L’Équipe.