Nesta terça-feira Manchester United e Hull City entraram em campo pela partida de ida das semifinais da Capital One Cup (copa da liga inglesa). Os red devils bateram o adversário por 2×0, em confronto ocorrido no Old Trafford (Manchester/Inglaterra).

O jogo de volta acontecerá no próximo dia 26 de janeiro em East Yorkshire. O finalista que sairá deste confronto jogará contra o vencedor da outra partida das semifinais, a ser definida entre Southampton e Liverpool.

Manchester United

O técnico José Mourinho mandou a campo o alinhamento inicial com De Gea, Valencia, Jones, Smalling e Darmian. Pogba, Herrera, Mata, Rooney e Mkhitaryan. Rashford. A equipe variou o 4-2-3-1 e o 3-4-3, sobretudo quando Antonio Valencia se desprendia da linha de quatro defensores.

O United sabia da limitação do adversário, tanto que Mourinho deu descanso para o volante Michael Carrick e sequer relacionou Zlatan Ibrahimović. As ações ofensivas ocorreram pelo lado esquerdo do ataque red devil, com Henrikh Mkhitaryan deslocado ao flanco esquerdo.

O meia-atacante armênio vinha atuando pela faixa direita mais recentemente. Mkhitaryan finalizou com perigo aos 19 min e protagonizou jogada veloz aos 40 min, onde foi parado através de falta dura do marcador. Apesar do bom volume de jogo ofensivo, o United só abriu o placar na segunda etapa.

O primeiro gol surgiu aos 56 min. Atuando mais recuado, Paul Pogba passou para Valencia que avançou pela direita e cruzou. À esquerda da área adversária Mkhitaryan escorou de cabeça para Juan Mata completar e fazer 1×0.

Já ao fim, o francês Anthony Martial (que entrou no decorrer do segundo tempo) criou jogada pela esquerda, quase perdeu a bola e passou-a para Darmian que cruzou. Marouane Fellaini (que substituiu Mata) postado na área, finalizou de cabeça aos 87 min, fazendo o 2×0.

A supremacia do United foi evidente com a equipe ostentando 67% de posse de bola. O time criou 21 ocasiões de gol (contra apenas 6 do Hull City), das quais 6 foram em gol e 2 se converteram.

Hull City

No momento ocupando a última colocação na tabela da Premier League, o Hull City tentou vender caro ao Manchester United, sua única possibilidade de êxito nesta temporada.

O técnico português Marco Silva mandou a campo Jakupovic, Huddlestone, Maguire, Robertson e Meyler. Clucas, Tymon, Snodgrass, Henriksen e Diomandé. A equipe tentou se portar num 3-5-2 e até saiu em contra-ataques nos primeiros 30, 35 minutos da primeira etapa.

Porém o intento ofensivo deixava muitos espaços. Com ascendência marfinense, o norueguês Adama Diomandé comandou as poucas ações de ataque do Hull, atuando aberto pelo lado direito. O atacante cabeceou bola na trave esquerda de David De Gea aos 31 min, aproveitando rebote posterior a falta cobrada a favor de seu time.

Sem utilizar laterais de origem, o 3-5-2 de Marco Silva mostrou falência plena, dando espaço para os jogadores tanto do lado esquerdo, quanto do lado direito do ataque do Manchester United. Isso a partir do momento em que o time se obrigou a colocar-se em postura defensiva, demandando um 4-4-2.

O veterano Tom Huddlestone (30 anos, ex-Tottenham), meia de origem recuado à lateral direita foi vítima tanto de Mkhitaryan, quanto de Martial. Pelo lado oposto o irlandês David Meyler, meia-atacante esquerdo de origem, também não foi efetivo no aspecto defensivo. No módulo 4-4-2, o zagueiro Josh Tymon postava-se como volante, mas não cobriu os laterais, nem ofereceu boa saída de bola.

A equipe de East Yorkshire sofreu os dois gols em jogadas ocorridas nas costas dos seus laterais. Em termos ofensivos, criou 6 ocasiões de gol, das quais apenas 3 ameaçaram de fato a meta dos red devils (todos os dados segundo o The Guardian).

Imagem de Fellaini no lance do segundo gol do United: Phil Noble/Reuters