Nesta série de posts dedicados aos grupos da Taça Libertadores, seguimos comentando aqui apenas os grupos onde se encontram os cinco times brasileiros, classificados para a edição 2016 do torneio.

O regulamento determina que oito grupos contendo quatro times cada um, proponha embates de ida e volta. Em cada grupo, todos jogam contra todos e os dois melhores colocados de cada um dos oito grupos, avançam às oitavas de final.

Grupo 8

Equipes: Corinthians (Brasil), Cerro Porteño (Paraguai), Cobresal (Chile) e Independiente Santa Fé (Colômbia).

Dentre todas as equipes brasileiras classificadas para a Libertadores 2016, o Corinthians possivelmente foi contemplado com o grupo menos difícil. Isso, mesmo após o clube ter negociado seus principais atletas, no último mês de janeiro.

O alvinegro do Parque São Jorge deve avançar as oitavas de final. O que porém, não garante favoritismo ao título, mesmo o time brasileiro sendo o mais tradicional dentre os clubes do grupo (1 título/2012).

A disputa no grupo 8 será pela segunda vaga, onde o paraguaio Cerro Porteño e o colombiano Independiente Santa Fe, devem se sobressair. O Cerro inicia o torneio se re-adequando, após negociar as peças do seu miolo de zaga. O promissor Balbuena foi adquirido pelo próprio Corinthians, ao passo que o experiente Diego Lugano, retornou ao São Paulo.

Os destaques são Jonathan Santana e Jonathan Fabbro. Ambos são argentinos naturalizados paraguaios. Santana é meia e contabiliza uma passagem pelo Wolfsburg alemão, entre 2006 e 2009. Fabbro é meia-atacante, tendo atuado pelo espanhol Mallorca entre 2002 e 2003, além de ter passado pelo Atlético/MG, em 2011.

O principal atacante de área do Cerro é José Ortigoza, velho conhecido dos brasileiros. Atuou por Palmeiras e Cruzeiro, tendo sido apelidado por aqui de “Coalhada”, devido a semelhança física com o personagem de Chico Anysio. O Cerro foi quarto colocado em seis edições da Libertadores, a última vez foi em 2011.

Corinthians

Torcida corintiana e imprensa que costuma incensar o time de grande apelo popular em nome de audiência, precisam ter bom senso e cautela. Até 31/12/2015, o alvinegro talvez tivesse o único elenco equiparável ao conjunto ostentado pelo favorito Boca Juniors (grupo 3).

Até então, o script era muito parecido com a trajetória que culminou no título de 2012, um time base bem ajustado que havia ganho um campeonato brasileiro. Após as negociações de Ralf, Renato Augusto, Jadson, Malcom e Vagner Love é insano impor qualquer tipo de obrigação ao título em relação ao clube, ou ao treinador Tite.

Em termos de planejamento, esta equipe só deve engrenar na virada do semestre. O sistema defensivo vai ser reconstituído, uma vez que o defensor Balbuena acabou de chegar para suprir a saída de Gil, também negociado com o futebol chinês. Gil era a pedra fundamental da defesa corintiana.

Tite dispôs bons jovens valores na reta final do último brasileirão, mas estes dependiam do protagonismo dos jogadores que foram negociados. A liderança do grupo ainda passa por Cássio e Danilo (remanescentes de 2012), além dos veteranos Elias e Cristian.

Correm por fora

O colombiano Independiente Santa Fe, vem no ritmo da surpreendente conquista da última Copa Sul-Americana 2015. O time venceu o argentino Huracán na decisão. O destaque é seu treinador, o experiente uruguaio Gerardo Pelusso. O time colombiano chegou às semifinais da Libertadores em 1961 e em 2013.

Já o chileno Cobresal é um jovem clube (36 anos, fundado em 1979) sediado na região do Atacama. É o rival local do Cobreloa. Embora tenha pouca tradição, o time venceu o Torneio Clausura chileno de 2015.

Estreia do brasileiro: o Corinthians visita o Cobresal no Chile, nesta quarta-feira 17/02, às 21:45 hr (horário de Brasília).