Em Londres (Inglaterra), a situação de José Mourinho técnico do Chelsea, chegou a um ponto insustentável. Os blues acabaram derrotados pelo West Ham United por 2×1, no último fim de semana, em compromisso válido pela Premier League. E o treinador lusitano protagonizou sua própria expulsão.

Os blues tiveram diversos problemas contra os hammers, como a expulsão do volante Matić e um gol anulado de Cesc Fàbregas. Mourinho foi expulso pelo árbitro Jonathan Moss, durante o intervalo da partida contra o West Ham, devido a reclamações. A imprensa britânica ressalta o Chelsea, enquanto equipe dotada de vestiários “desgovernados”.

Segundo levantamento do periódico espanhol El País, o Chelsea atual campeão inglês, contabiliza três vitórias, dois empates e cinco derrotas em dez rodadas da edição 2015/2016 da Premier League. A equipe se vê a onze pontos do líder (Manchester City com 22 pontos), e apenas cinco pontos acima da zona de rebaixamento (décimo quinto lugar). Na Champions League, os blues obtiveram apenas uma vitória em três rodadas da fase de grupos.

O jornal inglês The Mirror descreveu o contexto de seis derrotas em treze partidas oficiais como “anárquico e paranoico”. O quadro é irreconhecível, sendo que o time de Mourinho obteve o título inglês há 178 dias atrás. Talvez o presente momento de Mou seja pior do que a reta final da temporada 2012/2013, quando o lusitano acabou demitido do Real Madrid.

Na última segunda-feira, a Football Association inglesa mais uma vez se pronunciou sobre a conduta imprópria de Mourinho, advertindo-o após os ocorridos no Upton Park (Londres). O técnico já havia recebido uma suspensão após derrota blue para o Southampton, no último dia 03/10. Aquela punição tirou o treinador do banco por uma rodada, incluindo pagamento de multa de 50 mil Libras.

Sucessores?

O El País ressalta que o proprietário do clube blue Roman Abramovich, já teria acenado um ultimato à Mourinho, que tem a obrigação de vencer o Liverpool no sábado, pela décima primeira rodada da Premier League. O periódico espanhol relembrou que o último encontro entre Mou e Jürgen Klopp (atual técnico red), se deu na Champions League 2012/2013.

Naquela ocasião, o Real Madrid de Mou foi eliminado nas semifinais pelo Borussia Dortmund, de Klopp. O El País ressalta que o The Mirror descreve Mourinho como um treinador “acabado”, sublinhando que os atletas blues estão “confusos” e sem confiança no comandante português. O The Guardian ressaltou a indisciplina dos blues, tanto dentro quanto fora de campo, na partida contra o West Ham. Um jogador e o treinador foram expulsos.

Traduzindo notas do The Telegraph, o El País informa que o italiano Carlo Ancelotti e o holandês Guus Hiddink, encabeçam a lista de possíveis sucessores. Ambos se vêem sem vínculo e ambos já trabalharam em Stamford Bridge. Ancelotti cumpre uma temporada sabática e obteve uma Premier League e uma FA Cup, à frente do Chelsea entre 2009 e 2011.

Hiddink deixou recentemente o comando da seleção da Holanda e substituiu Felipão demitido por Abramovich, em 2009. O italiano e o holandês seriam alternativas a curto prazo. Segundo o The Telegraph, Pep Guardiola (FC Bayern) e Diego Simeone (Atlético de Madrid) também interessariam, mas como opções a longo prazo, uma vez que ambos estão sob contrato com seus clubes.

O atual contrato de Mourinho com o Chelsea vigora até 2019 e foi renovado no último mês de agosto. O mesmo prevê multa rescisória no valor de 45 milhões de Euros. Se confirmada a demissão do lusitano, a mesma se torna a mais cara da história do futebol. O El País relembra que a demissão imposta por Abramovich à Mou em 2007, ocorreu de comum acordo, sem custos.

Imagem de Mourinho: Tony O’Brien – Reuters