Nesta última terça-feira, seleção da Holanda recebeu a Espanha na Amsterdam Arena (Amsterdã/Holanda) para amistoso internacional. Ambas as equipes tem problemas para se classificar para a EURO 2016, apesar da tradição e dos atletas de alto-nível a disposição. Foi o primeiro confronto das equipes desde a goleada holandesa por 5×1 sobre a fúria, na primeira fase do Mundial 2014.

A Holanda mostra uma base sólida com os jovens atletas vistos no Brasil no ano passado, ainda incorporando o time. Porém, sem Arjen Robben lesionado, a equipe holandesa é um time comum. O esquadrão laranja precisou de 16 minutos de partida, para decretar o placar final de 2×0.

O zagueiro De Vrij abriu o placar aos 13 min e o volante Klaassen ampliou aos 16. A liderança técnica e mental do grupo está alicerçada nos veteranos Wesley Snejider e Nigel De Jong, mantidos por Guus Hiddink que assumiu o time após a copa no Brasil. O primeiro foi “ressuscitado” antes do Mundial por Louis Van Gaal, dadas as lesões de Strootman e Van Der Vaart que não vieram ao Brasil.

Ainda se espera muito de Strootman, promessa que ainda não conseguiu recuperar as boas apresentações pela italiana Roma. Klaasen é o provável sucessor de De Jong, por sua vez já com 29 anos atualmente jogando pelo Milan. Tanto Sneijder quanto De Jong, devem estar na EURO, caso a Holanda consiga se classificar.

No último sábado os holandeses sofreram para empatar em 1×1 contra a Turquia, dentro da Amsterdam Arena. A Holanda é terceira colocada no grupo A. e se as eliminatórias acabassem neste momento, disputaria a repescagem. Com Van Persie (também lesionado) e Robben de volta, tem-se o mesmo time terceiro colocado na última Copa.

La roja y el voetbal.

A Espanha por sua vez levou dois gols em erros do miolo de zaga, tanto no jogo aéreo quanto pelo chão. O treinador Vicente Del Bosque parecia ciente da inferioridade e valeu-se de um time misto, alternativa que poderia justificar uma derrota que realmente aconteceu. Titulares na última sexta-feira na vitória contra a Ucrânia pelas Eliminatórias da EURO, Sergio Ramos, Iniesta, Koke, Busquets, David Silva e Morata entraram apenas no decorrer da partida.

O lateral-esquerdo Jordi Alba também se ausentou sendo cortado após lesão constatada depois da vitória contra os ucrânianos. A Espanha é mal vista e menosprezada por simples “dor de cotovelo” no Brasil. Ainda que Del Bosque seja um treinador em fim de ciclo, está havendo sim uma renovação no plantel de la roja.

Há um cuidado em não “queimar” o meia Isco, sucessor de Iniesta ou o goleiro De Gea (titular no confronto) que sucederá Iker Casillas. E sobretudo Koke, meio-campista que sucede o já aposentado da seleção, Xavi. Álvaro Morata, autor do gol único da vitória sobre a Ucrânia, ganhou pontos com esta data FIFA aproveitando a lacuna do hispano-brasileiro Diego Costa, que está lesionado.

Morata parece mais apto a jogar como homem referência único, num 4-2-3-1. Diego Costa é apenas a opção de centroavante fixo do elenco da fúria. O atacante do Chelsea, está mais habituado a se encaixar em sistemas táticos defensivos, como o do Atlético de Madrid da última temporada, ou do próprio clube blue de Londres.

Costa finaliza bem, se sai bem aproveitando “chutões” e se movimenta facilmente entre os zagueiros adversários, mas é menos versátil. Não tem a mesma desenvoltura atuando pelos lados do campo, ou compondo uma linha de meias-ofensivos. A participação de Morata no estilo de jogo espanhol que pressupõe muitas trocas de passes e desenfreada movimentação, também é superior.

Noutras palavras, Morata é o suplente perfeito para David Villa mais um que se aposentou da seleção, após o último Mundial.

Foto do holandês Klaassen (de branco, a direita) comemorando seu gol: P. de Jong – AP