A Premier League britânica teve neste meio de semana a sua décima quarta rodada. O líder Chelsea ainda se mantém a frente após bater o Tottenham Hotspur, em derby londrino que aconteceu em Stamford Bridge, nesta quarta-feira. Os blues venceram tranquilamente por 3×0, ainda que os spurs tenham criado momentos de perigo nos primeiros 15 minutos.

José Mourinho mandou a equipe azul à campo com Courtois, Ivanovic, Cahill, Terry e Azpilicueta. Matic, Fàbregas, Willian, Oscar e Hazard. Drogba. O desenho tático é um 4-2-3-1 padrão no futebol europeu atual. O Tottenham no entanto, surpreendeu ao impôr grande intensidade que ocasionou duas grandes chances em 11 minutos de jogo, sendo que numa delas houve uma bola cabeceada no travessão.

Com 36 anos, Drogba substituiu o suspenso Diego Costa e desequilibrou. No primeiro gol, aos 19 min o marfinense fez “a parede” dentro da área dos spurs, com os marcadores junto a si, passando a bola para Hazard que entrava pela esquerda. O belga finalizou e fez 1×0. Aos 22 min, o goleiro spur deu um chutão que acabou no pé dos atletas do Chelsea. Oscar passou para Drogba que ampliou para 2×0.

Drogba foi para o intervalo dando impressão de que não voltaria, devido a lesão sofrida no fim da primeira etapa. No entanto, o marfinense seguiu em campo até os 66 min quando foi substituído por Loic Remy. O francês deu números finais a partida aos 72 min. No quesito peças de reposição ofensivas, o Chelsea mostra bom leque de opções, num setor em que Mourinho reclamou da falta de opções durante toda a última temporada.

A dinâmica do “homem referência” do 4-2-3-1

Há alguns posts atrás a respeito do Milan, mencionamos a dinâmica ofensiva do 4-2-3-1, onde há um “rodízio” entre os atletas que compõem a linha dos 3 meias ofensivos e o homem referência. Atacantes fisicamente vigorosos, caso de Drogba (1,89 m/85 kg), tem se habituado a utilizar o porte físico para atrair até dois marcadores, um “homem a homem” e outro na cobertura.

Isso pode ser fatal, mesmo o homem referência estando sem a bola. O expediente desloca os marcadores e abre espaço para a chegada dos meias da linha de “3”. Algo similar pode ser proporcionado por Lewandowski (FC Bayern) ou Ibrahimović (PSG), atletas de porte físico semelhante ao de Drogba. Nesse quesito, são superiores por exemplo a Fernando Torres (Milan) ou Chicharito (Real Madrid), fisicamente mais leves. O futebol atual pede atacantes de área de grande força física e um mínimo de inteligência tática.

Com o resultado, o Chelsea ampliou para seis pontos de diferença, a vantagem para o segundo colocado Manchester City, que visitou o Sunderland e os venceu de virada por 4×1. Sergio Agüero foi o destaque citzen, anotando dois gols e dando uma assistência para Jovetic marcar o segundo gol da contagem. O Chelsea ostenta 36 pontos e os vice-líderes citzens se vêem com 30.

Foto de Remy contra o Tottenham: fanpage oficial do Chelsea no Facebook.