Enfim, a CBF oficializou o retorno de Dunga ao comando técnico da seleção. Nada mudará. O horror é algo ao qual o personagem de Marlon Brando alude em “Apocalypse Now”, clássico cinematográfico baseado na Guerra do Vietnã, dirigido por Francis Ford Coppola. O horror é o sabor indescritível do “day after” após a eliminação do Brasil, derrotado por 7×1 pela Alemanha, nas semifinais do Mundial sediado no Brasil.

Necessidade de mudanças são propagadas desde o apito final da última partida do Mundial de 1998, sediado pela França, no qual o Brasil acabou derrotado por 3×0 para a seleção bleu de Zinedine Zidane. Na época tinha-se Edson Arantes do Nascimento no cargo de Ministro dos Esportes.

Afora a “lei Pelé” instituída obrigando o mínimo, ou seja, a profissionalização no trato entre clubes e atletas, o que mais mudou? Se nem Pelé teve força o suficiente para peitar Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, o que mais pode mudar?

O futebol brasileiro está atrasado no mínimo desde a década passada. Só entramos na era dos “pontos corridos”, no que diz respeito a liga nacional, no início dos anos 2000. De lá para cá, nossos então “melhores” treinadores se viram frustrados em oportunidades nas maiores ligas do mundo. Vide as passagens de Vanderlei Luxemburgo no Real Madrid entre 2004 e 2005 e a do próprio Luiz Felipe Scolari no Chelsea, no primeiro turno da temporada 2008/2009.

O panorama não mudará e o Brasil é o Vietnã futebolistico. É a guerra perdida onde o futebol é o coração hipertenso que bate claudicante em meio às trevas.