Três observações sobre o comportamento…

…de determinados leitores (na verdade, não-leitores, uma vez que interpretam o texto de modo errado):

A primeira coisa é a falta de educação: o torcedor tem o direito de achar o que quiser. Por exemplo, o torcedor do Flu acredita na virada, mesmo que a matemática indique que as chances de evitar o descenso sejam de 2%. Mesmo com tal direito, o torcedor é uma pessoa como as outras e deveria ter vestígios de educação, claramente o que não é o caso de muitos.

A segunda coisa é a completa falta de domínio do português. Em grande parte dos casos, o mal educado prova que não recebeu mesmo educação (nem formal nem familiar) fazendo uso de uma gramática própria, primitiva. Não conhece as regras de uso de vírgula, pontuação e ortografia. Ao invés de reservar as suas limitações para si, se expõe escrevendo como um louco em todos os lugares que puder. Claro, há uma grande porcentagem desses que também se enquadram na categoria dos covardes, e assinam como “Paulista”, “Mengão”, “BH”, etc. Nesse caso a covardia se explica em parte pela limitação intelectual.

A terceira é a falta de noção das pessoas. se eu ou qualquer pessoa resolvesse achar que o campeão será o Fluminense serã campeão de 2009, seria um direito meu. Se algum estúpido acha que eu não tenho esse direito, que faça-me o grande favor de ler o site do seu clube ou aquele jornalista boçal que joga para a torcida. Democracia implica no respeito à opinião alheia. Opiniões contrárias e críticas não-agressivas são tão bem vindas quanto elogios. Ofensas burras, mal educadas, de pessoas que vivem uma frustração com a própria vida, um desencanto com a própria futilidade e fracasso e que travestem esse desgosto de “paixão pelo clube” merecem o descaso.

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5 Comments

  1. Boni dos Santos

    Ahmed Massoud infelizmente faleceu em 2001 após integrantes da Al-Qaeda se disfarçarem de repórteres e se aproximarem dele com uma bomba dentro da câmera. Ele tinha uma tenacidade dos infernos. Grande personalidade que nós aqui no ocidente conhecemos pouco.

  2. Cassiano Gobbet

    A tecla delete será motivo de um post posterior…a tecla delete e as inovações tecnológicas…

  3. Fique tranquilo, Cassiano. Seu texto deve ter caído em alguma comunidadezinha do Orkut. Isso explicaria muita coisa.
    Daqui a pouco, o blog retorna ao seu bom nível de sempre.
    Abraço.
    Ps: Além do mais, sempre existe a tecla delete para acalmar os mais exaltados.

  4. Cassiano Gobbet

    Gilson, sei que a luta é inglória, mas temos de resistir. NO Afeganistão, um cara chamado Ahmed Massoud resistiu com um exército de mendigos à União Soviética durante 10 anos. Esse cara, que era conhecido como o “Leão do Panjshir” pregava o seguinte: “É preciso resistir para afetar o ânimo do inimigo”. Vc tem toda razão em relação à inutilidade de tentar fazer certos moluscos enxergarem o óbvio. mas não estou fazendo isso por eles. Faço isso por mim, porque se eu me conformar, eles venceram. Abs

  5. Gilson

    Não lute tanto contra o mundo, meu caro. A dificuldade em entender o outro é secular nas mais diversas sociedades. Almoço quase todo dia com uma garota do RH que sempre diz que preciso melhorar essa capacidade. E até entendo que algum torcedor eventualmente perca a cabeça em uma discussão, real ou virtual, mais apimentada sobre futebol. O tema é realmente apaixonante e em alguns momentos somos traídos pelas emoções.

    Acho que o bom senso em reconhecer o próprio erro, coisa inerente ao gênero humano, e um pedido de desculpa, que existe para ser utilizado em algum momento, já resolveriam essa questão.

    O problema maior, creio eu, é perceber o grau que alcançou nossa educação formal. É bem verdade que a língua portuguesa tem uma quantidade bíblica de cascas de banana e nelas todos escorregamos em algum momento. Mas existem alguns erros que são demais…

    E os economistas que conheço acreditam que, mesmo com essas limitações, rumamos celeremente para o G7. E depois para o G4. Sei, sei…

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