Drops italianos

– José Mourinho e Balotelli não vão se acertar juntos. É mais do que claro. O atacante é um dos poucos jogadores que o português critica abertamente no elenco. É provável que Mourinho esteja tentando fazer um bem para o jogador ao “enquadrá-lo” publicamente para que ele baixe um pouco a bola. Contudo, é também provável que a Inter precise dar um desfecho para um deles se não quiser criar uma ferida. Um empréstimo de Balotelli seria o mais viável, embora tal medida significaria claramente que o jogador só voltaria em definitivo quando Mourinho deixasse o clube (vide Adriano). Balotelli tem um talento muito acima da média, mas também parece ter uma cabecinha de molusco em coma.

– Alexandre Pato pode ter acordado no Milan. Ainda há tempo para ele buscar a redenção com Dunga. Não há outro atacante com seu talento entre os brasileiros, embora claramente ele precise encontrar uma regularidade e dedicação sólidos. Pato joga como atacante pela direita no Milan, que facilmente daria a ele um espaço perfeito para jogar na Seleção com Luis Fabiano, sobrepujando Nilmar que fatiga no Villarreal. Já com Ronaldinho Gaúcho, apesar de um “micro-oba-oba” após as duas últimas vitótias do Milan, ainda é nítido que uma recuperação sua passa por uma reinvenção “física”. Ronaldinho precisa do arranque de 2005 e de uma participação maior no jogo. Certamente ele não esqueceu de como jogar bola, mas Rivellino, Pelé e Di Stefano também não e nem por isso, eles são escalados.

– A volta de Sissoko parece ter dado à Juventus seu desenho definitivo. Com Felipe Melo e o maliano na mediana, Ciro Ferrara ladeia Diego com Camoranesi e Marchisio, tendo só Trezeguet à frente. O esquema melhora as fraquezas defensivas da Juventus que têm sido, em muito, preenchidas por um Buffon de volta à sua melhor fase. A mudança de esquema gera controvésia. “Desde que cheguei na Juve, em 2000, só jogamos com dois atacantes”, diz Trezeguet. Já a defesa prefere a precaução extra.

– Em meio a uma situação político-financeira difícil, a Roma sente dificuldades em vários frontes. Com uma renovação de 5 anos recém-assinada, Francesco Totti teve uma suspeita de lesão séria nesta semana e o episódio deixou claro como sua condição atrapalha a Roma: um clube sem muitos recursos financeiros depende vitalmente de um jogador que tem muitas lesões. Essa condição (a condição técnica de Totti na Roma está fora de discussão, bem entendido) impede a chegada de mais jogadores de ponta e dificulta o crescimento de outros jogadores de “personalidade” no clube. D’Agostino e Aquilani já saíram do clube em busca de espaço e agora os jornais ingleses dizem que De Rossi será o alvo do Chelsea (caso o clube se livre do veto da Fifa a novas transferências). D’Agostino e Aquilani não eram “exatamente” jogadores na posição de Totti, mas como ele joga num espaço peculiar (a exemplo de kaká e Diego, por exemplo), o espaço para jogadores não-dedicados à marcação no time fica limitado.

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2 Comments

  1. Boni dos Santos

    Apesar dos pesares, Balotelli deveria fazer ‘coppia’ com Cassano na seleção pelo seguinte motivo:
    – Gilardino, Borriello, Toni, Iaquinta precisam de assistência para funcionarem e a Itália não tem mais laterais ‘fluidificantes’. Zambrotta e Grosso estão nas últimas (Motta e Dossena me convencem pouco). Esternos como Camoranesi há anos não estão jogando nada. Di Natale é um jogador doméstico; faz um par de belos gols contra um Cagliari ou um Siena, arrebenta um Chievo, mas em niveis mais exigentes ele fica tímido. Pepe idem.
    – Eles tbm não tem um 10 clássico como era Zola, Baggio, Mancini e Totti, que foi o último deles…ACABOU!
    conclusão: é melhor ter dois atacantes que podem produzir um gol do nada (Cassano-Balotelli) e não são reféns de bolas aéreas. Não importa o fator extra-campo, concordo com o Emerson Leão, os ‘bad boys’ mostram logo de cara quem realmente são (E RESOLVEM EM CAMPO!). A Itália precisa de um ataque que tenha colhões!

  2. Humm…tudo muito interessante. Me perguntei sobre o Totti quando ele não apareceu em campo no domingo contra o Milan. Sobre o Milan, volto a perguntar o que perguntei ‘fora de assunto’ nas atualizações anteriores. Pode o grupo rossoneri ter se unido em torno de Leonardo mais ou menos a exemplo do que os remanescentes de 2006 fizeram com Donadoni na Italia durante a classificação para a Euro 2008?
    Abs

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