Champions League: Barcelona, pentacampeão!

Neste último sábado 06/06, Juventus x Barcelona fizeram a final da Champions League 2014/2015, em Berlim (Alemanha). Os catalães confirmaram o favoritismo e conseguiram impor uma vitória convincente por 3×1. O time blaugrena obteve seu quinto título do torneio, tendo vencido-o anteriormente nas temporadas 1991/1992, 2005/2006, 2008/2009 e 2010/2011.

A Juventus mostrou boa postura e foi sim um adversário honroso. Mesmo após o rápido primeiro gol culé, anotado com menos de 4 minutos de partida, a Juve impôs um minimalismo defensivo, mentalmente re-equilibrando o confronto na primeira etapa. O primeiro gol culé anotado por Rakitić, saiu após grande jogada pela esquerda, envolvendo Neymar e Iniesta.

A defesa da equipe bianconeri diminuiu espaços. Tanto Messi quanto Luís Suárez tinham grande dificuldade. O vigor físico do trio de meio-campistas Vidal, Pogba e Marchisio impressionava, com Vidal e Pogba se alternando pelos lados esquerdo e direito, quando a equipe italiana perdia a bola. A disposição mental da Juve de Massimiliano Allegri, lembrava muito a força psíquica dos tempos da Juve de Fabio Capello, da metade da década passada.

Na segunda etapa, a equipe italiana passou a se lançar com perigo em contra-ataques. O gol de empate saiu após ótima jogada de Tévez que finalizou. No rebote, o destaque Álvaro Morata conferiu fazendo 1×1, aos 55 minutos. Com a partida franca, o Barcelona também passou impor contra-golpes em velocidade, quando roubava a bola.

O ataque blaugrena chegava a área adversária com 5 homens em transição rápida. Foi desta forma que o segundo gol catalão saiu aos 68 min, com Suárez. O desgaste físico foi cobrando seu preço. Pelo lado bianconeri, Vidal foi substituído por Roberto Pereyra e Evra, deixou o campo sentindo lesão muscular. O terceiro gol saiu já nos acréscimos com Neymar fechando o placar em 3×1, aos 97 minutos.

Erros de arbitragem, o aspecto físico e justiças poéticas.

Aconteceram pelo menos dois lances capitais, que se anotados a favor da Juve, poderiam ter mudado a história da partida. No primeiro tempo, Paul Pogba foi derrubado na entrada da área culé. Na segunda etapa, Pogba foi derrubado e “imobilizado” por Daniel Alves, dentro da área do Barça. Em meio ao clamor bianconeri por penalti, o Barça se lançou ao ataque e fez o segundo gol.

Fora estes dois erros cruciais da arbitragem, a decisão final da CL mostrou uma partida onde a equipe que teve maior disposição física obteve o êxito. O Barcelona de Luís Enrique, agora campeão da tríplice coroa europeia 2014/2015 (CL, La Liga, Copa Del Rey) é mais físico, agudo e vertical do que o Barcelona de Guardiola.

No lado emocional, os veteranos Xavi Hernández e Andrea Pirlo, realizaram suas últimas partidas respectivamente por Barcelona e Juventus. Dois center-halfs magníficos de suas gerações, campeões do mundo por suas seleções (Espanha e Itália, respectivamente) e que injustamente, nunca venceram uma Bola de Ouro. Xavi (35 anos) vai para o futebol árabe. Andrea Pirlo (36 anos), para o futebol yankee.

O re-encontro “pós-mordida” de Suárez com o zagueiro italiano Chiellini lesionado, não aconteceu. Por outro lado, no re-encontro do mesmo Luisito com o francês Evra, “pós-ofenças raciais nos tempos de Premier League”, terminou com vitória na bola por parte do uruguaio. O gol de Suárez saiu com ele aberto pelo lado direito, nas costas de Evra. A primeira justiça poética.

A segunda justiça poética se deu exatamente nos lances capitais em cima de Pogba, não apitados pelo árbritro. A Juventus mesmo derrotada, finalmente concretiza o retorno de seu calvário, o qual fustigou a honra da vecchia signora com escandalos de corrupção e manipulação de árbitragem, há dez anos. Perderam com o árbitro omitindo faltas contra si. Perderam jogando limpo.

Parabéns Juventus e parabéns Barcelona, pentacampeão da Champions League!

Imagem da comemoração dos jogadores do Barcelona: Michael Sohn – AP

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2 Comments

  1. Caro Ubiratan. Luisito ofendeu? Pagou a “pena”. Lusito mordeu? Pagou a “pena”. Depois venceu em campo e isso é o justo e o poético no esporte. O poético não requer racionalidade, nem objetividade. Pra mim uma ofensa é uma ofensa, seja ‘fulano é um filhadaputa’ ou ‘fulano é um crioulo feio’. Uma não é maior que a outra

  2. Ubiratan

    Justiça poética? o cara sofreu racismo e esta errado? Desculpe, mas vc não é objetivo.

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