Nesta quarta-feira, o atual Real Madrid visitou o pentacampeão Liverpool em partida válida pelo grupo B, da terceira rodada da fase de grupos da Champions League. Os blancos seguem com 100% de aproveitamento no torneio, tendo vencido os reds por 3×0, agora ostentando 9 pontos na liderança do grupo.

Se por um lado temos afirmado que a defesa do Barcelona não havia sido testada de forma exigente até a derrota para o PSG, na segunda rodada desta fase de grupos da CL; o ataque merengue também não havia sido posto a prova. Os blancos venceram tranquilamente o Basel (5×1) na primeira rodada e o Ludogorets (2×1), jogando para o gasto na Bulgária, na segunda rodada.

O Liverpool tenta re-encontrar algum conjunto após muitas aquisições de atletas para esta temporada, mas só tem percebido o quão importante era Luis Suárez. Os reds até jogaram de igual para igual contra os blancos nos primeiros 20 mintuos, criando chances. Porém, a diferença do material humano merengue é drástica com o Real Madrid vencendo sim nos detalhes, mas impondo 3×0 só na primeira metade da partida.

Os reds tem um padrão tático bem definido e a base joga junto há muito tempo. Seu sistema defensivo é minimamente organizado para se apresentar na exigente Premier League. Não falta qualidade aos atletas do Liverpool mas sim alguma “tarimba”, são atletas aptos a atuarem na liga inglêsa, mas precisam de rodagem na CL, assim como o técnico Brendan Rodgers.

O gol de Cristiano Ronaldo, saiu em jogada envolvendo passe perfeito de James Rodriguez e finalização mortal do português. Tendo atuado no Manchester United, CR7, odiado em todo território britânico fora de Old Trafford, anotou seu primeiro gol em Anfield. Os outros dois gols, só atestam o crescimento de Benzema enquanto homem de área completo, o qual também sabe se aproveitar de chances lúdicas que exigem oportunismo.

1414012294_762271_1414015429_noticia_normalCR7 sendo substítuido contra o Liverpool. O gol anotado pelo lusitano o deixa a 2 gols da artilharia máxima da Champions League, junto a Raul (ex-Real Madrid), com 71 gols. (Foto: EFE)

A forma “sem volantes” do time atuar funciona de forma assombrosa. Carlo Ancelotti tinha uma formação em alguns momentos num 3-4-3, quando Arbeloa se estabelecia fixo à direita da defesa, junto a Pepe/Varane. Marcelo atuando mais aberto juntava-se ao meio com Kroos, Modrić e o discreto (porém voluntarioso e incansável) Isco. Ancelotti tem se valido do seu “risco calculado” e isso frequentemente.

Com o resultado obtido, Carletto “fecha o time” sem problemas, sacando um atacante para a entrada de um homem de meio-de-campo a ser fixo a frente da defesa. Por vezes com Illarramendi, noutras com Khedira. Contra o Liverpool, o segundo entrou exatamente no lugar de CR7.

Melancolia juvenil dos reds.

Pelo lado red, o criticado Balotelli, buscou jogo no fim do primeiro tempo, sobretudo quando se deslocou para o lado esquerdo, nas costas de Marcelo. Philippe Coutinho mandou uma bola no poste esquerdo de Casillas no fim da primeira etapa. Balotelli porém foi substituído no intervalo. Com Rodgers já intencionando recuar o time, algo coerente.

Porém se tratarem Balotelli como “adolescente” a chance dele ter um desfecho similar ao que teve no Manchester City, é grande. Coutinho é muito promissor mas ainda não está pronto. O disciplinado capitão Steven Gerrard já vê o crepúsculo de sua trajetória e pede um substituto enquanto lider técnico/psicológico. O Liverpool precisa de um treinador mais “tarimbado”, também.

Ao fim do primeiro tempo, o mais esperançoso torcedor do Liverpool talvez tenha se lembrado da final da Champions League 2004/2005, quando o seu Liverpool foi para os vestiários do estádio de Istambul (Turquia), no intervalo. Os reds perdiam por 3×0 do Milan de Carlo Ancelotti, hoje técnico do Real Madrid. Aquele milagre porém, do empate em 15 minutos (e título obtido nos penaltis), não aconteceu desta vez. Nesta temporada completam-se dez anos do último título da CL obtido pelo Liverpool.

O Liverpool agora briga pela segunda vaga do grupo B com Ludogorets e Basel, todos com três pontos.