A Colômbia do professor Pekerman, estágio 2 (parte I).

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Brasil e Colômbia se enfrentaram na última sexta-feira num amistoso ruim realizado em solo norte-americano, que terminou na vitória brasileira pelo placar mínimo. A partida foi de fato um jogo de exibição, onde o intuito parecia afirmar um fair play entre os agora capitães, Neymar e Zuñiga, lembrando que o primeiro foi gravemente lesionado pelo colombiano. A lesão se deu no Brasil 2×1 Colômbia pelas quartas de final do Mundial realizado há quase três meses e tirou Neymar da semifinal.

Zuñiga herdou a braçadeira de capitão do veterano Yepes e Pekerman parecia querer evitar constrangimentos, ao ter colocado Juan Cuadrado para dar o primeiro combate pelo lado direito. É Zuñiga quem segue ocupando o espaço do campo colômbiano, por onde Neymar atacaria. Cuadrado que não é um marcador acabou expulso ao tomar dois cartões amarelos.

Pekerman teve seu contrato renovado e agora precisa conduzir esta Colômbia, que teve o melhor desempenho dentre as copas que participou, para um ponto de maturação. James Rodriguez agora atua pelo Real Madrid, Falcao Garcia (que não veio ao Mundial por lesão) faz parte de um Manchester United em reconstrução e até Pablo Armero chegou ao Milan. James recém contratado pelo Real Madrid e Falcao Garcia que nem estreiou pelo United, dificilmente colocariam “o pé” na dividida.

Após um bom Mundial.

Ao contrário do que se imaginava, a Colômbia não era um time dependente do artilheiro Radamel Falcao Garcia, cortado às vésperas do embarque para o Mundial 2014, no Brasil. Falcao Garcia foi importante sim para o técnico argentino José Pekerman, montar o time e classifica-lo para o torneio, obtendo grande desempenho nas últimas Eliminatórias.

No Brasil, o time colombiano se aproveitou do grupo fraco no qual foi sorteado (com Japão, Grécia e C. do Marfim). E enfrentou um Uruguai psicologicamente abalado com a suspensão de Suárez, nas oitavas de final. Mas time por time, a Colômbia era muito superior à celeste. A eliminação frente ao Brasil nas quartas de final, foi o melhor desempenho dos colombianos em mundiais. A Colômbia, a exemplo do Chile no Mundial, por sua vez treinado pelo argentino Jorge Sampaoli, mostrou que a ascensão dos técnicos argentinos no mercado mundial não é por acaso.

Pekerman trabalhou nas divisões de base da federação argentina na primeira metade dos anos 2000. Talentos como D’Alessandro, Carlitos Tevez e Javier Mascherano foram lançados por ele. E posteriormente comandou a Argentina no Mundial de 2006.

Foto: Mike Ehrmann – AFP