No Stade de France em Paris os bleus receberam a seleção da Alemanha. França x Alemanha mostrou-se uma partida mais movimentada e com um nível de disputa superior a Inglaterra 2×1 Brasil.

A França do técnico Didier Deschamps se segurava como podia. No primeiro tempo a Alemanha de Joachin Löw mostrou maior volume de jogo ainda que pouco eficiente. Se postada em 4-2-3-1 com Mario Gómez fixo como homem referencia na área muitas jogadas de ataque em velocidade acontecem.

Porém Gómez é o mesmo Gomez que finaliza com displicência como vimos pelo FC Bayern na final da última CL. A linha de três meias ofensivos se via composta por Podolski/Özil/Thomas Muller, com Podolski e Müller explorando os flancos esquerdo e direito respetivamente e como o habitual.

Mais suada do que inspirada, a seleção francesa se valia das saídas em velocidade de Franck Ribery, longe de ser um ‘novo Zizou’ como se alardeou anos atras, mas bastante incisivo. Ribery puxava a maioria dos contra-ataques pelo lado esquerdo num time que se mostra solidário na parte defensiva.

Podendo se dispor em 4-3-3 quando detém a posse de bola, o tridente ofensivo francês se vê formado por Ribery, o esforçado Valbuena e Benzema. Apesar de ainda não se mostrar um matador pleno, Benzema bateu uma belíssima falta aos 44 do primeiro tempo, que após rebater no travessão foi aproveitada por Valbuena.

A França fazia 1×0. Com pouco mais de cinco minutos do segundo tempo o nationalelf responde com Thomas Müller empatando para a Alemanha. Gómez ficou de fora e Schulrre aparecia no ataque.

Sem um centroavante fixo ou com um ‘falso centroavante’ o nationalelf mostrava interessante variação. Abriu mão do volume de jogo ofensivo em troca de maior posse de bola cadenciando o jogo. Num jogo cadenciado o talento de alguns alemães aparecem melhor.

Para além dos 70 min, Mesut Özil realiza um passe fantástico para Khedira que penetrava em triangulação pelo lado direito do ataque alemão. Khedira marca o gol da virada alemã. No meio campo alemão também se viu Gundogan que vive bom momento no Borussia Dortmund e Toni Kross.

Meias que aliam qualidade de passe, bola de transição e forte disposição física. No que diz respeito a falta de um grande camisa 9, França e Alemanha se assemelham a seleção brasileira. França 2×1 Alemanha.

Ambas as seleções prosseguem na medida do possível os planejamentos que não acabaram em título na última EURO. Os alemães buscando a glória a qualquer custo e os franceses ainda em processo de reformulação. O nível de motivação chega a ser palpável mesmo numa partida amistosa.