Os Internautas Malas, por Stephen Fry

Na sexta passada, o ator Stephen Fry participou de uma conferência sobre redes sociais e se queixou do comportamento imbecil de parte dos internautas que não entendem que liberdade vem junto com responsabilidade. Abaixo, segue um trecho do que ele falou, publicado pelo Guardian. Achei muito pertinente e tem a ver com o que eu mesmo me queixei semanas atrás.

“Não sei vocês, mas quando eu leio um blog, não leio até o fim para não ler acidentalmente o que as pessoas comentam. De todas as malcheirosas, estranhas, bizarras, entomológicas criaturas que se esgueiram pelas catacumbas da Internet, ali vemos as mais insuportáveis, quase além da imaginação.

O ressentimento dessas pessoas, o desejo delas de serem ouvidas em sua mais profunda vituperação, no modo mais desagradável e ofensivo, genuinamente maldoso é assustador e eu simplesmente não consigo lidar com isso. O Twitter não é sempre assim, mas eu vejo @mensagens feitas somente com o intuito de ferir.

Não quero me desculpar por ficar irritado. Sou uma figura pública e deveria ser forte o suficiente e ter couro de crocodilo o suficiente para suportar, mas às vezes você está um pouco para baixo e quando se depara com isso pensa: devo cometer um “twitticídio”? Eu tenho conseguido evitar esse pensamento e isso é legal, mas tenho de estar atento para o fato disso ocorrer.

É uma questão bem britânica a ideia de que temos o dever de nos colocar numa posição na qual nossos inimigos podem dizer o que pensam de nós e nós temos de ouvi-los. Há algo de nauseante aqueles que só querem ter uma legião de puxa-sacos e lambendo seus pé, mas por outro lado, não é aceitável que pessoas achem, que têm o direito de sair insultando você. Não quero ouvir gente me ofendendo e tenho o direito de vetar isso.”

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2 Comments

  1. Diogo Terra

    É muito difícil – se não impossível mesmo – controlar e/ou combater a boçalidade. Vale mais do que nunca a célebre frase de Einstein: “Há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana, e eu não tenho certeza da primeira”.

  2. Raphael

    perfeito o Fry em sua fala.

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