Da sub-21 para a seleção principal

O Guardian fez uma lista interessante nesta quarta. Aquela dos jogadores campeões europeus sub-21 que conseguiram chegar a defender as seleções principais de seus países. Tem bastante gente conhecida, mas também um monte de “flops” que ficaram no caminho. O rol é legal para se ver como o sucesso nas divisões de base (mesmo na seleção) está longe de ser uma certeza de sucesso devido à continuação do desenvolvimento físico e psicologico do jogador até pelo menos os 23 anos.Outros pontos interessantes são a ausência da Alemanha e de Portugal da lista de vencedores.

Iugoslávia (1978): Stojanovic, Vujkov, Zajec, Stojkovic, Bogdan, Krmpotic, Bosnjak, Halilhodzic (hoje treinador da Costa do Marfim), Klincarski, Desnica, Sliskovic, Obradovic, Savic.

União Soviética (1980): Tchanov, Kaplun, Baltacha, Darasselia, Susloparov, Bal, Khapsalis, Petrakov, Khachatryan (Armenia), Shengelia, Prudnikov, Novikov, Gassaev. (Tchanov, Baltacha, Darasselia, Bal, Shengelia, estavam na seleção que enfrentou o Brasil na Copa de 1982).

Inglaterra (1982): Thomas, Fenwick, Lee, Duxbury, Goddard.

Inglaterra (1984): Bailey, Sterland, Pickering, Stevens, Bracewell, Watson, Wallace, Hateley, Hodge, Thomas, Chamberlain.

Espanha (1986): Ablanedo, Solana, Sanchez Flores, Sanchis, Andrinua, Caldere, Francisco Llorente, Eusebio, Pardeza, Roberto, Olaya, Gallego, Juan Carlos, Vazquez.

França (1988): Silvestre (não, não é o do Man Utd), Despeyroux, Roche (PSG), Sauzee, Paille, Guerin (PSG), Cantona (Leeds e Man Utd), Martini, Passi, Dogon, Blanc (atual técnico do Bordeaux e campeão mundial em 1998).

União Soviética (1990): Kiriakov, Sidelnikov, Pozdniakov, Kanchelskis (depois jogador do Man Utd e Fiorentina), Shalimov (Inter de Milão, Udinese, Bologna e Napoli), Kobelev, Dobrovolski (Genoa e Atletico Madrid), Kolyvanov (Bologna), Mostovoi (Celta Vigo).

Itália (1992): Favalli (sim, o do Milan), Dino Baggio (Parma e Lazio), Melli (Parma), Albertini (também do Milan).

Itália (1994): Toldo (Inter de Mlão), Cannavaro (Parma, Juve, Real Madrid), Panucci (Milan, Inter, Roma, Chelsea, Monaco), Inzaghi ( Milan e Juventus).

Itália (1996): Panucci (Milan, Inter, Roma, Chelsea, Monaco), Nesta (Milan e Lazio), Cannavaro (Parma, Juve, Real Madrid), Tommasi (Roma), Totti (Roma).

Espanha (1998): Salgado (Michel, o que quebrou o brasileiro Juninho antes da Copa, hoje no Real Madrid), Garcia Calvo, Ito, Guti (a mala do Real).

Itália (2000): Abbiati (Milan), Grandoni (Lazio, Samp, Livorno), Ferrari (Roma, Everton, Inter), Gattuso (Milan, Salernitana, Rangers, Perugia), Baronio (Lazio, Reggina), Pirlo (Milan e Inter).

República Tcheca (2002): Cech (Chelsea), Jiranek, Vorisek, Grygera (Ajax, Sevilla e Juventus), Zelenka, Polak, Baros (Liverpool, Lyon), Vachousek, Pitak, Rozehnal (PSG e Lazio), Hubschman (Shakhtar), Skacel.

Itália (2004): Amelia (Livorno, Palermo), Bonera (Parma e Milan), Zaccardo (Palermo e Wolfsburg), De Rossi (Roma), Palombo (Samp), Gilardino (Parma, Milan e Fiorentina), Barzagli (Palermo, Wolfsburg, Chievo), Brighi (Roma, Parma), Mesto (Reggina).

Holanda (2006): Vlaar (Feyenoord), Emanuelson (Ajax), De Zeeuw (Wigan), Schaars, Hofs, Huntelaar (Real Madrid e Ajax), Castelen (Feyenoord).

Holanda (2007): Maduro (Ajax, Atletico Madrid), Drenthe (PSV, Real Madrid, Fiorentina?), Babel (Ajax e Liverpool).

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7 Comments

  1. Raphael

    O Kovac por você citado é croata, não? Ao invés de tcheco.

  2. Michel Costa

    A Seleção Brasileira sub-20 sempre me intrigou tbém. Houve uma época em que só se convocava jogares dos 12 principais times do RJ, SP, RS e MG.
    Era um tal de goleiro do Flamengo que nunca vingava (lembra do Fabio Noronha?), meia do Vasco que sumia depois (Yan?) e lá vai bala.
    Depois disso, o próprio tempo se encarregava de corrigir esses "equívocos".

    Abs

  3. Gilson

    Cassiano, concordo integralmente contigo! Sempre tive enormes dificuldades para explicar algumas coisas bastante específicas do nosso futebol para pessoas próximas que não entendem muito bem como as coisas funcionam por aqui. E, mudando totalmente de assuno, acabei de ver que o Wolfsburg vai oferecer € 20 mi pelo Nilmar. Não era exatamente esse o valor que o Milan estava oferecendo aos caras pelo Dzeko? Será mera coincidência? E não é um "pouco", uns € 6 mi/€ 7 mi, acima do que ele realmente vale, mesmo sendo um belíssimo jogador?

  4. Cassiano Gobbet

    Gilson, o Brasil coloca poucos jogadores da sub-20 na principal porque as divisões de base da CBF são administradas segundo interesses de quem controla aqueles jogadores, e não os melhores. As proporções continentais são um obstáculo que até os clubes conseguem superar, com olheiros. Pq a CBF não o faria? Não faz pq prefere convocar quem interessa

  5. Cassiano Gobbet

    Carlos, até onde eu sei, o Drenthe só jogou pela seleção "B" da Holanda, além da sub-21.

  6. Gilson

    No Guardian??!! Tenho uma "irmã" que não pode ver essa lista… Uma vez ela me perguntou o porquê do pouco ou mesmo nenhum aproveitamento de jogadores da base do Brasil na seleção principal. Respondi, com convicção, para encerrar logo aquele assunto constrangedor, que por conta do tamanho continental do país era difícil monitorar o desenvolvmento de talentos como Rivaldo, por exemplo. Caso ponha os olhos nessa lista, e veja o que aconteceu com a ex-URSS, que era um país de tamanho bem "razoável" também, ela vai se dar conta que o descaso, a inépcia etc tomam conta da nossa FA. Acho que o dia em que o nosso futebol precisar da competência, qualquer uma!, exclusiva dos nosso dirigentes, de todas as esferas, ele acaba!

  7. Carlos Eduardo - RJ

    O Drenthe, q foi campeão sub21 com a Holanda, nunca foi convocado para seleção principal da Holanda não?

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